sexta-feira, 15 de março de 2013



Fotografia : Carlos Cordoeiro
Rede pesca
Março 2013

terça-feira, 12 de março de 2013

1ª Exposição Individual (9 Fevereiro - 2 Março 2013)

Carlos Cordoeiro
Semente / Seed
Aguarela / Watercolour
Março 2012 / March 2012

1º trabalho vendido na minha 1ª Exposição Individual que decorreu de 09 Fevereiro a 02 Março 2013.
Este trabalho foi comprado por uma Arquitecta (amiga da galerista).


A primeira exposição é sempre a primeira, mesmo que se mostre poucos trabalhos o que não foi o caso, visto que expus 23 trabalhos (desenho e pintura).
Pode parecer banal mas o facto de vender um trabalho que se chama Semente é no mínimo uma situação com a sua piada,no sentido, que foi o primeiro trabalho a ser vendido e a semente é algo que está a nascer, a desenvolver assim como eu no mundo da Arte.
Ao saber pela galerista o trabalho que eu vendi eu sorri, porque pensei:
"uau,vendi um trabalho,fixe!...mas chama-se semente...oh que fixe!"
Portanto esta relação de se chamar Semente e ser o primeiro trabalho vendido fez-me pensar nas coicidências....ou não!.
É claro que a partir desta Exposição Individual irão surgir outras tantas.......sim porque já tenho novas ideias, novos trabalhos, novos conceitos e brevemente poderei vir a expor.
Não digo mais nada!..........o resto é surpresa.

Carlos Cordoeiro.

Poema Se O Meu Coração Falasse

Se o meu coração falasse
diria tudo, sentiria tudo;
se ele falasse
gritava,chorava e também melancólico ficava;
mas
mas o que dizer
mas o que fazer
nestas alturas,nestes momentos
mas, não sei o que dizer nem o que sentir
mas um dia melhor irei ser mesmo eu
a gritar, a gemer e até mesmo morrer.

Se o meu coração falasse diria
tudo aquilo que ficou entalado,
mas também diria as verdades
e até mesmo o amor
mas
mas, o que dizer e o que fazer
agora que eu estou aqui sozinho.

O meu coração precisa de falar,
de falar o que está entupido;
ás vezes os sentimentos deviam desaparecer.

O meu coração falaria
se tivesse toda a liberdade,
o meu coração gritava,
se tivesse terreno para isso;
o meu coração explodia
se eu sentisse demais.

Se o meu coração falasse,
muita coisa saía cá para fora;
muita coisa era dita;
muita coisa era resolvida;
muitos problemas ficariam resolvidos;
preferia que o meu coração falasse
ó menos não tinha medo de dizer o que pensava;
ai meu santo coração
que me fazes sentir o que quero
nas alturas erradas.

Se o meu coração falasse,
já não necessitava de pintar;
já não necessitava de fotografar;
já não necessitava de escrever poemas;
todos os poemas amargos não sou eu que escrevo
é o meu coração através da caneta.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Poema Deito-me

Deito-me
deito-me até adormecer
até adormecer no dia que passou,
no que já não me interessa
no que é completamente banalizado.

Deito-me para esquecer
o triste banal dia que tive,
deito-me para me apagar
da vida que levo mecanicamente,
deito-me na esperança de acordar
novo e não triste,apagado;
deito-me na monotonia das conversas
aquelas que se ouve no autocarro,
deito-me sobre a escola que já passou
aquele dia que já foi;
deito-me nas banalidades noticiadas
nos jornais e televisão.

Deito-me nesta sociedade portuguesa
que já é toda falsificada e fotocopiada,
já nada parece nem é igual, já não há
o lado genuíno.

Deito-me com várias esperanças
com vários desejos, sonhos
descubro que  tudo é ficção
tal como a vida que levo.

Deito-me no que já não me interessa
naquilo que de repente se torna banal
deito-me nas realidades estúpidas;
deito-me no passado
mas quando acordo lembro-me sempre,
deito-me na natureza
que me fez brotar selvagem;
deito-me na longa viagem
que acaba quando acordo.

Ás vezes desejava não pensar
não sentir, não falar, não ouvir
apenas e só olhar,ó menos via
mas não sentia,nem nada dizia
oh o que eu desejo para eu apenas ser visão!

Ás vezes acordo a pensar
que tudo é tão triste e cinzento,
porque é que na infância tudo parece mais puro?
porque é que na infância tudo é simplificado?
oh...enfim,simplesmente coisas!

Um dia vou-me deitar
desejoso que o outro dia chegue
mas que seja novo e perfeito.

Autor : Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Poema Máquina

Todas as palavras
são tão indecisas;
todas as ações
são como que automaticamente,
feitas por moldes, são todas repetíveis;
sinto-me negativamente máquina;
tal como a máquina, todo o meu ciclo
é repetível,igual e monótono;
o meu corpo como máquina
está a enfurrejar, preciso tanto de óleo;
o meu corpo precisa de ter manutenção
precisa de novos parafusos,ligações;
se eu receber o gelo da frieza humana
simplesmente congelo, morro, fico petrificado;
vendo bem estou petrificado,sempre estive;
não vejo o óbvio, não sinto nada;
todo eu sou máquina descascada pelo tempo.

Vocês sabem,quando a máquina é descuidada
não funciona, não trabalha ou gira;
é assim, é assim que estou a parar,
estou a parar, eu sou caro, o meu arranjo é caro,
eu não quero parar mas vejo-me neste caminho
o caminho é baseado no brilho, no cintilar de novas energias;
eu necessito de brilhar, necessito de funcionar.

Sou uma máquina
que precisa constantemente de trabalhar
uma máquina que tem que ter outra versão
uma máquina que tem que ser mais potente.

Eu, enquanto máquina
preciso de novos líquidos industriais
preciso de novas fontes, novas ideias e até mesmo
novas verdades.

Autor: Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Poema Poeta

Oh o que é isto de ser poeta?
Há tanto tempo eu tento dizer o que é,
é só versos que escrevo,não tenho sentimentos falsos;
é só sentimentos que me fazem interiorizar;
é só palavras que me fazem sonhar;
oh ser poeta é tão dificil definir;
Querem que eu defina algo que não sei na totalidade?
Querem que eu defina o que eu não sei descrever?
Posso eu escrever o que eu não sei se é real ou imaginário?

Ser poeta pode ser tanta coisa,
tanta verdade,tanta mentira;
pode ser escrever uma realidade ou algo utópico,
pode ser um sentir irracionalmente
as palavras escrevo Poesia?
Sim, e daí?
Ah espera lá......acham mesmo que eu sei o que é ser poeta?
Eu apenas escrevo, apenas digo,apenas sinto;
Escrevo quase como que automaticamente.
Na verdade não faço como a ideia do filósofo em que na verdade
a minha verdadeira inspiração parte
no lado espotanêo, no lado automático, no lado sentido
ás vezes escrevo tanto como sinto,ás vezes escrevo sem dar conta,
todas as palavras simplesmente saiem, mas não as penso.

Ser poeta,
pode ser tanta coisa,
tanto me dizem eu não rimar
mas é preciso para se gostar?
não creio,sou longo, sou extenso na Poesia
para mim tudo bem, não esperem que eu meça a metro as palavras;
olhem para as doenças?
são extensas,são duradouras e no entanto muita gente as aceita
porque será então a minha poesia curta?
Eu escrevo até parar, escrevo até onde considero pertinente.

Autor : Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Poema Fernando Pessoa

 No 1º e 2º período do meu 12ºano na disciplina de Língua Portuguesa estou a estudar a obra A Mensagem de Fernando Pessoa mas também já aprendi outros poemas.
 A professora teve o gosto de mostrar o poema O Infante,da obra A Mensagem cantada por Dulce Pontes.
 Fernando Pessoa é uma figura incontornável da Literatura Portuguesa, todo o português conhece este Poeta que está sempre actual com os seus poemas.
 Uma vez que eu enquanto aluno,cidadão e de certa forma aprendiz de Poesia (visto que também escrevo poemas)achei por bem desafiar-me
 O desafio é escrever um poema titulado Fernando Pessoa,este desafio teve como intenção elogiar o poeta, elogiar cada estrofe, cada verso.
 Neste desafio sinto-me um tanto nervoso como ansioso afinal Fernando Pessoa é o gigante da Poesia, figura incontornável, gostava de aqui dizer que não é a minha intenção imitá-lo muito pelo contrário, com a minha poesia eu quero elogiar Fernando Pessoa enquanto Poeta.
Eu espero que quem vá ler o meu poema goste, o meu objectivo é homenagear.

                                                                                                                                    Carlos Cordoeiro 
Janeiro 2013.

Poema Fernando Pessoa

Todas as tuas palavras, todos os teus pensamentos
todos os teus versos, todas as estrofes,
todas as viagens, toda a tinta, tudo em ti
me inspirou.

Todas as tuas angustias, o teu lado enigmático,
todas as tuas palavras da máquina
fazem o meu motor acelerar, emocionar,
fazem dos meus olhos cristais ler as tuas verdades;
as minhas mãos precisam d'óleo, estão enferrujadas;
preciso de continuar escrever para ti e sobre ti,
quero ser uma locomotiva, quero acelerar nas
emoções,como tu;
quero sentir-me perdido, confuso, amado
por todas as tuas palavras.

Quero ser fingidor
da poesia; não da vida
mas da dor e do ardor.

Deixa-te andar pelo monte
sem que a tua alma
te encontre, faz das tuas palavras
teu caminho.

Eu posso andar a monte
para tentar a tua alma encontrar
sei que não a queres, sei que não precisas
mas sinto ou acho que com eles podes amar;
eu posso-me perder, ter várias facetas
como tu tiveste, posso banalizar os dias;
oh dá-me,quer dizer empresta-me
todas essas tuas palavras cheias de sentimentos
que não se vêem mas compreende-se;
podes tu me dizer quantas almas são precisas
para eu libertar nas palavras o que julgo ser poesia?;
todas as tuas palavras que parecem confusão
são para mim uma constante inspiração, vício,
matéria de inspiração poética eterna;
oh tu que me inspiras tanto como uma viagem,
eternamente prolongada, eternamente barulhenta,
eu sei, eu sei, eu sei não posso eu pensar
será o meu fim, quero escrever ou ser automático,
como o motor do automóvel!;
podes fingir, podes supor, podes criticar
oh de certa forma posso eu te compreender,
dá-me essa permissão : de te compreender completamente;
deixa a dor andar por aí, talvez seja como certas palavras,
que não se vêem mas sentem-se;
Ai não podias estar tu mais certo quando dizes
que simplesmente sentes com a imaginação e não usas o coração;
Desculpa-me, Desculpa-me Fernando Pessoa por ser sentimental,
oh quem me dera escrever como tu,
sem coração, nem o pensar, sem o incómodo pensamento;
não deixes o coração pensar, como dizes, ele pararia;
não escrevas com o coração, isso faço eu e é
tanta tragédia como nos teatros gregos;
é muito mágoa, dor, nas estrofes que eu escrevo
oh menos tu Pessoa não pensas, dizes não aos pensamentos.

Podes tu me dizer qual a tua dor de pensar?
podes tu explicar-me poeticamente a dor?
tenta-me explicar,acho que é possivel!.

Explica-me se quiseres porque queres tu
tanto esquecer o pensamento?
fez-te mal? aprisionou-te? se quiseres faço
dele palavras para a poesia,a poesia transcendental!.

Não te enojes de ti mesmo quando olhas
para o que fazes, tudo pode ser certo,
tudo pode ser errado, tu sabes que pode ser
tudo incerto como a própria vida;
podes ser fragmentos de várias aões,
mas não da Poesia, és mais valioso do que o próprio país;
quero em ti me inspirar, quero em ti recordar
o nascimento da Poesia, a verdadeira essência;
faz da tua Poesia o próximo estilo musical,
afasta de ti o nevoeiro de D.Sebastião,
deixa a luz iluminar o teu caminho das letras;
Tu és o sonho!
tu és um sonho e mitologia portuguesa;
disseste tu "o maior poeta da época moderna será o que tiver mais capacidade de sonho", oh....ainda dúvidas?;
És tu, és tu o mais sonhador, o mais poético,
o mais verdadeiro em tudo que dizes,
vê lá tu que até a Filosofia tu misturas;
tu podes ter o amor a sorrir-te, podes ter as palavras
a considerarem-te Rei da Poesia, queres?
és tão surreal, dizes contemplar aquilo que não vês;
posso sentir as tuas incertezas,
talvez é como se tivesses completamente em água,
é como o corpo tivesse horas a fio numa água incerta;
porque achas tu que os sonhos são dores?
oh serão estas dores que nos fazem acordar de repente,
como uma pessoa que parte de um momento para outro!
não vou pensar, não vou agir.

Que os campos se encham de flores
que os campos se libertem da prisão das palavras;
que as tuas palavras façam crescer,
crescer tão intensamente como a dor de pensar;
deixa ser as palavras a crescer como o campo;
deixa o sol tornar as tuas palavras douradas;
deixa a tua máquina Royal escrever o campo,
escrever o trigo do vento,a paisagem;
deixa o vento moldar as tuas palavras;
tu nasces a cada verso teu, a cada estrofe tua;
cada poema teu é um novo nascimento;
quem me dera definir Portugal;
gostava eu de ter uma Mensagem para este país
para este país perdido,
não deixes os ventos roubarem as palavras,
há palavras que devem ser mantidas, estáveis;
oh posso eu Pessoa deitar-me num campo
e surgir-me enquanto poema?
Ai ensina-me, tu que és Mestre da Palavra!;
és tu tão eterno como as palavras;
és tu tão eterno como as estrelas,
és tu tão eterno como a luz do sol.

tá,tá,tá,tá, tá tiro ás palavras
tiro ás banalidades, tiro aos pensamentos;
tiro ao sacrifício, tiro ás maldades;
iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuu faz o avião;
vuuuuuuuuuuuuuuummmmmmmmmmmmm passa de repente o avião
passa pela paisagem da palavra;
deixa o óleo escorrer pelos olhos metálicos;
deixa o meu corpo ser a gasolina para me arder
de tão mecânica que é a vida;
oh Pessoa dá-me óleo, dá-me gás, faz-me mexer;
faz de mim outra nova locumotora que anda brutalmente;
faz de mim máquina repetível da fábrica da palavra;
faz de mim uma máquina cheia de fumo, cheia de carvão,
faz de mim boneco metálico, com tubos, porcas,
com pregos, sou completamente máquina como tu;
sou completamente fumo,
fumo este que faz mal, que intoxica, que entope a boca
boca cheia de fumo, cheia de proibições,
não consigo dizer as palavras,quero gritar, quero eu tirar este fumo.

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz faço eu a dormir intensamente
intensamente nas palavras que dificilmente se passam para o real,
para o acordar, para o mundo de agora ou o meu mundo.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

128 ANOS DA SOARES DOS REIS, PORTO

É com agrado que enquanto aluno do 12ºano de Produção Artística da Especialização de Cerâmica da Escola Artística Soares dos Reis digo aqui que de 14 a 18 Janeiro 2013 foi a semana comemorativa dos 128 anos da Escola.
Foi uma semana positiva para toda a comunidade, no Auditório teve-se um grande leque de palestras a que as turmas tinham acesso!
Teve-se palestras como:
Cinanima (15 Janeiro);Direitos Humanos e a Escola (15 Janeiro);II Jornadas de H.C.Artes Poesia Visual :invenção e reinvenção (16 Janeiro);II Jornadas de H.C.Artes (Chave emblemática para uma leitura iconográfica de Guernica,Picasso) e o Estado d'Arte (16 Janeiro);Outro Olhar Pela Cidade (17 Janeiro);Google Sketchup (17 Janeiro);Figurinos e Adereços (17 Janeiro) entre outras palestras, é óbvio que todas as palestras tem os seus interesses mas algumas são especificas para determinadas turmas mas fora esses pormenores, correu bem!
Ás palestras que tive oportunidade de ir, gostei imenso,aprendi imenso, todas as áreas são fundamentais ao aluno que estuda Artes Visuais ou Artes Performativas; na palestra de Google Sketchup orientada pelo Arquitecto Gonçalo Cruz, este afirmou que um aluno de Artes deve estar com os olhos postos em várias áreas e não poderia ser mais afirmativo!
Estas palestras obviamente que tem carácter educativo mas também de celebrar o aniversário da escola, fiz este breve comentário visto que observei alunos a falarem constantemente e não mostravam o mínimo de interesse face ao que era apresentado,mas serão eles que irão perder novas vertentes de fazer Arte.
VIVA SOARES!
VIVA SOARES DOS REIS!
128 ANOS A FAZER GRANDES ARTISTAS
GRANDES PESSOAS, GRANDES ILUSTRES
GRANDES SÁBIOS DA ARTE!
OBRIGADO ESCOLA POR TUDO QUE ÉS E TENS SIDO!
A TI AGRADEÇO O QUE APRENDI SOBRE VÁRIAS ARTES,OBRIGADO!
PARABÉNS!.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Poema Amor É........

Amor é o sentimento próximo,
é o sentimento de acreditar sem duvidar,
é o sentimento de algo forte
como um castelo, que protege.

Amor talvez seja teres receio
de amares de partilhar
mas também de arriscar
arriscar na vida, na vida de supor
que aquela pessoa será a certa.

Amor pode ser simplesmente
eu olhar directamente ou indirectamente
para uma pessoa qualquer.

Amar pode ser o segredo
o lado enigmático do meu olhar
se admirar por um corpo diferente;
posso simplesmente dizer que o Amor
pode ser a louca vontade
de uma pessoa querer intensamente beijar
só beijar,porque não ?

Amor pode ser aquele tempo,
tempo de espera do encontro tão esperado;
amor pode ser aquelas cartas,
que tem as palavras essenciais, mesmo sem perfume;
amor pode ser um encontro
um encontro no jardim mais intimo?;
amor pode ser talvez..........ilusão?
amor é o verdadeiro sentimento
na verdadeira realidade;
amor pode ser a vontade de querer gostar;
amor pode ser a irracionalidade emotiva;
amor pode ser o diálogo sem sentido;
o amor? deve ser um sonho demasiado alto
para se atingir.

Amor é todas as palavras que nunca são ditas;
é aquele nervosismo inicial, o nervosismo emocional;
aquela agitação do olhar, agitação do sentimento;
amor é as palavras que são escolhidas a dedo;
amor é as acções pensadas e os pensamentos irreflectidos;
amor é aqueles momentos intensos como o Romantismo;
amor são as incertezas;as  incertezas das respostas.

Autor : Carlos Cordoeiro.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Poema Palavras Para Quê

Palavras para quê
a dor é tão grande como o amor
que eu senti por ti como sinto a vida;
palavras para quê
se todas as tuas acções
são tão ácidas que me deixaram nu
sem protecção da tua crueldade;
palavras para quê
o que dizer de uma pessoa tão banal
uma pessoa tão suja como o lixo;
palavras para quê
és tão suja, coitada de ti
dizes-me coisas tão dolorosas
como uma espada que atravessa o meu coração.

Porque hei-de falar contigo,
se entre nós há uma grande mágoa;
porque me darei ao trabalho
de te explicar a simplicidade da vida
se tu mesmo és a complicação ?
porque irei amar-te
senão ligas ás coisas mais pequenas?
aos momentos curtos mas verdadeiros?
aos doces beijos dados?
ainda me vens chorar a pedir o meu amor?
Desculpa, mas não amo qualquer uma.

Palavra para quê?
Não vou descrever a tua atitude
não vou descrever a tua indiferença
não vou descrever a tua arrogância;
não vou tolerar todas as tuas palavras
não vou tolerar as tuas atitudes;
não esperes de mim
toda a liberdade para as tuas
más acções;
não esperes de mim
uma pessoa compreensiva
face á amarga palavra que me dás;
não deves mesmo esperar
que eu te receba de braços abertos!,
chega disto tudo
estou farto de ti,muito mesmo;
se eu fosse a responder pelo meu lado selvagem
tu já eras uma mulher morta
enojas-me,ai meu D-us irritas-me
tanto,mas o pior é que ainda te fazes
a mim armada em sedutora
deixa-me, deixa-me ser assim
liberto de mim mesmo, eu quero ser assim.

Todas as minhas palavras
não devem ser para ti,
não devem ser para tu leres.
não devem ser para tu sentires,
não devem ser parte de ti,
tu, tu foste a causadora de isto tudo
foste tu que deixaste-te pelo prazer
foste tu que quiseste brincar
brincar aos sentimentos falsos
ás jogadas falsas, ás banalidades
eu estúpido pensei ser amor,
já viste ? são tão estúpido nem amor
sei o que é!.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Poema 2013,Portugal

ano 2013
está a começar
mas tudo está igual
tudo é banal
ao mesmo tempo intencional
tudo é poupado, tudo é recusado
quando vão ao mercado.

Estou-me a passar
porque tudo é para bloquear
tudo é para acabar e para nada restar
simplesmente.

Sonhei com um futuro melhor
onde isso é tão falso como o amor platónico;
sonhei com um futuro
que me promete um emprego lá fora;
uau!,vou viajar...mas para sobreviver!

Que máximo estou num país
onde dizem querer ajudar
o pior é que só nos enterram
...quando morrer não preciso de enterro
já o fizeram por mim.

Estou num país
que não precisa de sismos
ele próprio já se treme
mais que uma gelatina
se o dinheiro treme,cai
adeus!, adeus ao que nos querem roubar.

Ó filha vem ver este país
o preço? qual o preço?
Ó filha o preço deste país
é FMI é um pouco caro
mas foi pescado por todos,
de Portugal.

Que tipo queres tu
de país viver
Vá lá sabes como eu
não vale a pena lutar
ah já sei....vamos ás manifestações
e depois abraçamos os polícias!

Oh o que espero em 2013?
Nada!
Tudo está igual, tudo é mentira
tudo é banalizado, tudo é desrespeitado,
tudo é ignorado,já viram?
dou-me ao trabalho de falar no que não devo
fixe o mundo não acabou,
ai que bosta, tenho que ver pessoas detestáveis
que me ferem e muito o olhar, cegam-me!
tenho que ver o que não quero;
ai que dor esta no peito
de ver, ouvir, cheirar, sentir tudo que é detestável.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Poema A Dureza

A dureza é aquilo que verdadeiramente
se sente e que nos faz ficar ácido;
a dureza é fingir que somos ferro
quando uma simples discussão nos parte;
a dureza é a pessoa agir como guerreiro
e interiormente só grita e chora;
a dureza é o punho ser forte
mas na verdade sente qualquer nervosismo;
a dureza é o sentimento que se têm
quando não sequer admitir fraquezas;
a dureza é fingir o que não se é;
a dureza é aquilo que não sentes verdadeiramente.

A dureza é quando falas demais
como se tivesses razão nas palavras;
a dureza é quando te julgas superior
e sabes que não és;
a dureza é quando te julgas inteligente
mas só para impressionar;
a dureza é aquilo que tu aparentas ser;
a dureza é aquilo que é teatro;
a dureza só existe na Natureza!.

Nenhum Homem é duro como a rocha;
Nenhum Homem é forte como os grandes
animais da terra e do mar;
Nenhum Homem é valente como as
tartarugas bebés que partem para o desconhecido;
Nenhum Homem é grande como girafa;
Nenhum Homem é enigmático como a selva
que cobre a civilização actual que não existe!;
Nenhum Homem é tão fantástico como
as profundezas do Oceano;
Nenhum Homem é tão quente como
o calor de um vulcão....percebes?
percebes ó tu Homem ?
dá-te ao teu lado pequeno, vocês
são muitos mas pequenos.

Oh Homem que pretendes?
Que pretendes tu dominar o que não consegues?
Porque querer a Natureza em tua posse
se tu fazes parte?
Maldita a hora que os interesses surgiram.

Maldita a hora que o Homem
julgou-se superior á Natureza;
maldita a hora mesmo!

A dureza da Natureza
é ser ela como é;
é ser forte, ser poderosa, ser verdadeira;
é ser o que é, ter o poder que tem.

Autor : Carlos Cordoeiro.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Poema 2012 (fim do mundo)

Se o mundo acabasse realmente teria tanto para fazer
tanto para dizer, tanto por amar, tanto para viver;

Se o mundo acabasse.....
não podia dizer ás pessoas
que as amei, que as senti
como próximas, como queridas, como amigas.

Se o mundo acabasse não podia fazer tudo 
que queria e sonhei sempre há tanto tempo;

Se o mundo acabasse não podia amar,
não poderia amar os que realmente amo,
não poderia ficar com borboletas no estômago, 
não poderia sentir-me triste por quem não me ama,
não poderia sorrir pelo verdadeiro amor,
não poderia escrever poemas de mágoa,
não me poderia sentir tímido no amor,
não me poderia atrapalhar em frente
ás pessoas que intensamente desejei,
seria dificil sentir o amor tão intenso
como ele é realmente, como ele faz nos estar,
seria sentir o coração tão forte
como o amor é quando verdadeiramente se sente.

Se o mundo acabasse não podia ser a criança,

a criança que eternamente brinca ás pinturas e poesias,
a criança que constantemente sonha em ser poética,
a criança que gosta de viajar mesmo que seja só com a imaginação,
a criança que gosta de, ás vezes, fazer asneiras,
a criança que chora quando é magoada,
a criança que exagera em certas brincadeiras,
a criança que ainda tem medos,
a criança que sonha ter muita coisa banal,
a criança que gostas de todo o tipo de bichinhos
a criança que sonha um dia ser alguma coisa.

Se o mundo acabasse não podia ser poeta amador,

não podia escrever para desabafar,
não podia escrever o que realmente sinto
neste coração tão duro como uma pedra
que apenas sente amor e amizade da família e nada mais;
não podia ser poeta da simplicidade,
não podia ser poeta do amor
do amor inexistente na minha vida imaginária
onde não houve alguém a sentir algo por mim;
não podia escrever de forma tão sentida, tão transparente
tão dolorosa quando de o amor inexistente falo;
não podia desabafar com as folhas
onde estão escritos os sentimentos falhados;
querem maior dor do que esta?
querem maior dor do que apenas ser sincero sentimentalmente
numa folha que nos recebe mas nada pede em troca?
querem maior mágoa do que aquela
que a cada dia que passa queima a folha de tão ácida que são as palavras ?
querem tamanha verdade, como tudo que escrevo, mais com o coração do que
com a caneta que timidamente deixa escorrer as verdades ?
querem maior sentimento do que aquele
quando se escreve as fraquezas na poesia?
Ai, meu D-us são tão delicado, tão frágil
como o cristal que faz um barulho tão agudo
quanto o medo que me está no corpo;
Ai meu D-us se o mundo acabar ...não posso ser jovem poeta
mesmo de palavras duras, frias,distantes e demasiado verdadeiras.

Se o mundo acabasse não podia dizer as verdades
as verdades de que tudo aparenta ser frágil;

a verdade que o amor
é demasiado sonhador;
a verdade que não há justiça
nunca houve;
a verdade que o mundo é um mega jogo
de politica, dinheiro e mágoa e dor;
a verdade que todo o Homem de agora
é tão banalizado pelas coisas materiais;
a verdade que o amor verdadeiro
foi apagado pelas coisas banais;
a verdade que já nada é igual
nunca foi,nem será tendo como base os jovens;
a verdade que já não há civilização
apenas o cumprimento das leis,
a verdade que tudo é muito superficial
que tudo é muito banal, que é muito radical
nada é feito com humanidade.

Se o mundo acabasse eu faria muita coisa...
namorava, amava, casava, fazia filhos
concretizava sonhos ........MAS quer dizer.....
porquê medo de morrer ?

eu já morri há muito tempo!
Morri no momento em que ninguém é verdadeiro,
morri no momento em que ninguém se ama,
morri no momento em que deixei de acreditar,
morri no momento em que deixei de sonhar,
morri no momento em que deixei de acreditar no meu país,
lamento.

E se o mundo sei lá.....acabasse mesmo?
que acabasse,assim haveria uma renovação
e limpava-se a porcaria que neste mundo há
que não é assim tão pouca.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Poema Sono

Sono é quando durmo naquilo
que não quero saber mais;
sono é quando deixo-me derreter
até desaparecer;
sono é aquele aborrecimento
que sinto por ti quando te tornas
repetitiva;
sono.......sono é aquele fechar de olhos
que te faz aquecer o corpo e dormir.

Sono é aquilo que te impede de pensar;
sono é a palavra chave do sonho;
sono é a preocupação de querer o bem
do corpo e a alma estarem renovados;
sono é aquilo que tu estupidamente
fazes mil e um horas por dia;
sono é a capacidade poética de dormir
nas palavras que te embalam.

Sono é a capacidade de fazer sonhar
até a pessoa mais triste;
sono é a capacidade de ficar bem;
sono é a capacidade de adormecer.

Sono é quando adormeces
e sentes alguém ao teu lado
a amar-te a sentir-te
a querer-te,desejar-te como pessoa
como tu és, como tu ages;
essa pessoa partilha contigo o amor,
essa pessoa quer-te mais que tudo,
essa pessoa ama-te verdadeiramente,
essa pessoa sabe o quanto especial és,
essa pessoa sabe que tu és carinhoso
essa pessoa sabe que tu queres estar sempre assim,
no amor, na paixão, no eterno abraço.

Sono é tudo o que não acontece
no teu dia-a-dia;
sono é tudo que te inspira
em sonhos surreais;
sono que faz de ti
uma pessoa melhor
uma pessoa sonhadora
e amada.


Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Vento

Oh meu querido vento
porque sopras tu
nas frágeis casas que o Homem
criou?
porque és tu tão aborrecido ?
porque és tu tão frio?
porque deixas tudo desarrumado ?
não achas que deves te acalmar ?
na época dos descobrimentos tu
empurraste as naus portugueses.

Oh vento que tanto és
frio como quente;
que tanto poderoso és
como calmo;
gosto de ti, especialmente na primavera
quando no campo deito-me
e tu passas-me pelo corpo, obrigado.

Oh vento passa pela mente
passa pelo corpo
passa pelo coração
varre a memória maligna.

Oh vento que não tem cara
mas tem força;
oh vento tu que me queres
ver a voar conforme
os amores voam;
Oh vento gostava que a nossa relação
mais refrescante mas não fria
apenas suave, uma brisa suave.

Vento sejamos amigos,
sejamos íntimos nos sonhos;
sejamos compreensivos
sejamos amantes de leitura poética;
sejamos leitores os dois á luz do dia
e á luz das estrelas.

Oh meu querido vento
sê meu amigo
dá-me o teu sopro de amizade.

Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Liberta

Liberta-me da dor de sentir o que eu não quero;
não quero fazer das minhas lágrimas a tua felicidade;
eu um dia posso te agradecer por alguma coisa;
um dia eu posso sentir-me em dívida para contigo?;
tu sabes que tudo foi sentido, tudo foi puro;
sabes que nunca te prendi o lado nenhum;
sabes que sempre te amei como tu a mim;
sabes que eu por ti irei caminhar até ao infinito;
tu sabes que eu te amo, que te quero, que te apoio:

Agora liberta-me
agora liberta-me deste sentimento;
agora sai, sai de mim
não te quero em mim, sai ó amor falso;

Liberta o sentimento falso
que há entre nós;
liberta o que não existe
entre nós enquanto pessoas;
liberta as sensibilidades
dos sentimentos que não existem ;
liberta-me desta suposta união.

Autor : Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

2ª Exposição : Olga Santos Galeria, Porto

                                                      "Coletivarte, Natal 2012"
                              no âmbito da época natalícia na Olga Santos Galeria,Porto.
                                        Exposição patente de 7 a 30 Dezembro 2012.



           


1ª Exposição : Olga Santos Galeria, Porto

 Colectiva de Desenho, no âmbito da Trienal Desenho'12 na Olga Santos Galeria,Porto.
  Exposição patente de 9 a 30 Novembro 2012


 


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Poema Direitos Humanos (com inspiração de Guernica,Picasso)

Que guerra tão estúpida
Quantas mortes, quanto sentimento causado,
tão grande foi a brutalidade
como a Arte é tão grande entre nós.

Bomba brutal que arrasou
bomba que explodiu
a identidade, a cidade, a paz;
bomba que fez sofrer
e soltar gritos de mágoa,
tanta dor causada
em apenas poucos minutos,
porquê? porquê tal acto?
tal maldade?, ainda me querem convencer
que as pessoas mudam,
quando o dinheiro e a politica estão unidos...
nada mais interessa.

Ai...maldita a hora que a bomba foi criada
que as máquinas aniquiladoras surgiram,
maldita a hora em que o gosto pelo
dinheiro, politico, jogos de poder ultrapassam
as verdadeiras preocupações;
não me peçam, não me peçam para compreender
o que é incompreensível e lamentável;
não me façam acreditar  que tudo é para o bem
da Humanidade....e tanta dor por aí anda
disfarçada pela falsa caridade.

Oh...não é só em Guernica que a dor foi gigante
Hiroshima, Holocausto, Escravidão, tudo isto e muito mais
é relembrado na data que aconteceu, não há respeito
todos se ignoram, todos se desrespeitam, todos se atropelam
todos querem sempre mais e mais, mas não vêem os outros;
ah é muito bonito ajudar no Natal e na Páscoa.....é tudo aparência.

Que tipo de sociedade se diz alarmada
para as coisas sociais se nada fazem!
estamos em crise? África tem mortalidade infantil
para estes mundos o pão é como o milagre:
raramente se vê!, o que para nós é normal
para o Terceiro Mundo é uma necessidade!
Ajuda é muita mas melhorias poucas.

Passando pelo Médio Oriente que realidade
queres ver?, mulheres presas em si mesmas e na sociedade,
presas no medo de morrer na praça pública,
liberta! liberta esta lei, esta regra
liberta a mulher da sociedade limitada pelo
vicio do poder, por favor, que mentes são estas?,
que fazem das mulheres lixo barato?
Gritemos por um fim nisto, que revolta! que desgosto!
Que revolta que sinto interiormente e socialmente
por estar tão longe, quem me dera eu mesmo ajudar!

Que arrepio social e espiritual me dá ao ver:
mulher escravas, crianças escravas, trabalhos forçados.
condições nenhumas!, tudo do mais simples 
nada interessa, tudo é banalizado
que o medo corrói - sei eu disso! vamos acabar
com isto!, vamos valorizar tudo e todos.

 Raça para mim é só uma!, somos todos iguais!
 a pele pode ser diferente e?
 todo o negro é bonito!
 toda a diferença é bonita e aceite, por mim é!
 para mim tudo é igual, tudo é aceite, tudo se adapta;
 eu sinto-me como os outros: natural, puro, sincero;
 todos os sentimentos que tu tens.... o negro também tem
 aceito com carinho e simpatia todas as raças.

 Não posso pedir ao Mundo que mude
 não posso pedir a um lunático que ponha os pés na terra,
 não posso pedir a um sonhador que seja roubado
 a sua capacidade de imaginar e sonhar e viajar,
 não posso pedir a um descobridor para parar
 no que constantemente quer descobrir,
 mas posso falar!, posso falar, posso pedir, posso querer
 fazer das minhas palavras a palavras de todos!
 Posso ter um objectivo maior que todos juntos conseguimos,é:
 quebrar as guerras, desigualdades, mortes, a fome, escravatura.
 Não é preciso ser-se milionário para ajudar....ajuda verdadeira é aquela
 que se vê que é feita por sentimento e não por dinheiro.

 Autor : Carlos Cordoeiro.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Frase para pensar...

"A música não é só ouvida, também pode ser uma pista para nos lembrarmos como fomos num ano!"
Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Manifestação da Escola Artística Soares dos Reis,Porto

Olá!
Hoje,Quinta-feira,6 Dezembro 2012 foi um dia especial e também importante para a Escola Artística Soares dos Reis,Porto.
Hoje realizou-se a Manifestação da Escola até à DREN (Direcção Regional de Educação do Norte),esta Manifestação foi feita porque estamos contra as novas regras de avaliação e acesso ao Ensino Superior.

«Crato para a rua, a arte continua», «Abaixo o Crato», «Filósofos há muitos, artistas há poucos» e «Não aos exames - chumbamos esta avaliação» foram estas as expressões que se poderam ouvir.
O trajecto, de cerca de uma hora e feito a pé, começou na escola, passou pela avenida Fernão Magalhães, Campo 24 de Agosto, rua Fernandes Tomás, rua de Santa Catarina e rua Formosa, terminando na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), onde pretendem apresentar um manifesto «anti-Crato».
Está aqui o link que podem ver:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/soares-dos-reis-manifestacao-porto-ensino-superior-nuno-crato-tvi24/1399399-4071.html?fb_action_ids=4317037282445&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%224317037282445%22%3A430464040340113%7D&action_type_map=%7B%224317037282445%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=%5B%5D&code=AQBsar10UJuridYsl7QfLXIlzNH5CBg9ElvbA0ENXZvhpk7UxFIa6XTTCo39U0eY9SslfzrQgFoHU7jlA_tZsK3SIsvYSky2q5RRtZ1juLKwJ3OtOXGuVYxB2tfsy3n_TwdbelpAjK1VuKU5hASBb7tOxXCPMHbZtx14XmCHgiyviCHB-W8sJHhB2p3enldLquvNY7_KBsN3eqsz61wdHweD#_=_

http://www.esquerda.net/artigo/porto-manifesta%C3%A7%C3%A3o-de-centenas-de-estudantes-da-escola-soares-dos-reis/25817

http://www.jcp-pt.org/index.php?option=com_content&task=view&id=1339&Itemid=1





É demais para mim (crítica)

Ao longo de vários anos lectivos os alunos estão inseridos em várias realidades, como por exemplo terem que se adaptar aos professores e ás disciplinas.
Com base nesta adaptação surge muitos aspectos que podem ou não ser compreendidos, surge laços (empatia) e infelizmente pode surgir alguns erros, algumas incompatibilidades.
Como em todas as profissões há bons e maus profissionais.
Quem é bom profissional exerce com gosto, dedicação e até amor mesmo a sua profissão!,suponho...., normalmente os bons profissionais gostam realmente do que fazem e como tal não se interessam por banalidades que entretanto possam surgir.
Que tipo de professor é aquele que não tem atenção como cada aluno é ?
Que tipo de professor dá importância ás banalidades ?
Que tipo de professor diz aceitar as opiniões dos alunos mas quando estes dizem, o professor não aceita e até manda calar ?
Que tipo de professor é que humilha ?
Que tipo de professor se dá ao luxo de berrar ?
Que tipo de professor acha-se o melhor sem os alunos o dizerem directamente ?
Que tipo de professor se dá ao luxo de fazer sentir mal um aluno ?
Que tipo de professor segue exageradamente os critérios,leis etc..?
Que tipo de professor se acha o melhor e o que resto é porcaria ?
Que tipo de professor diz não querer saber dos alunos ?

Estas e outras perguntas podiam ser respondidas através de um Inquérito ou ao professor em causa!
É demais para mim, aliás tudo isto me afecta enquanto aluno, eu pessoalmente não funciono sobre pressão; é preferível deixarem-me á vontade e eu tenho tudo pronto e até apresento trabalhos bons do que estarem constantemente a fazerem-me pressão e eu não fazer nada de jeito!

Autor do artigo : Carlos Cordoeiro.

Poema Sofrimento

Ao início....tudo começa perfeito
tudo parece poético e sonhador
é tudo muito claro, senão o é.....parece
pode-se falar e tal mas tudo muito recente
tudo muito fachada, e até mesmo oculto - suponho,
sabes como é,no inicio tudo é engraçado e giro
quem começa.....sabe que pode ou não ter sorte,
maldita a hora em que a timidez insiste em aparecer!,
ai.......é muito bom falar, falar aquilo que nos faz rir....não
acham o mesmo? eu acho!, oh é fixe falar mas ás vezes.....
eu gosto de falar......ás vezes fico tão fodido quando alguém
se acha pessoa para me corrigir.

Gosto das nossas conversas, ah?,Não Gosto!.....quis eu dizer,
tu és demasiado querida, mas quando queres és filha da mãe,
tu sabes isso!, lamento senão gostas de sabe-lo,
mas nem sequer posso partir para esta parte, tu sabes como foste,
nada disto eu merecia, sinceramente...........nunca esperei isto!,
Consegues-me surpreender pela negativa!, como? como isto aconteceu?
enfim passei mais tempo a admirar-te não se irá repetir, acredita!
não sou burro tantas vezes, és demasiado santa - aparentemente,
abres a boca - coitada de ti, oh menos não me fazias sentir bem contigo,
tu ainda tens a lata de trocares olhares com toda a normalidade.

Falas comigo como se nada passasse, consegues ser assim?
consegues fingir? consegues fingir sentimentos?
Parabéns!, fizeste-o comigo, grande atriz!
queres um prémio por indirectamente magoares-me e
timidamente trocares olhares numa de:
"ai e tal desculpa-me", eu claro que sim....
por favor!, não te vou perdoar, vou fazer de ti
esquecimento; lamento mas será assim.
Trocas olhares, palavras amigas, carinho, respeito e
agora trocas-me ? força, fode-te praí caralho,
sou mal educado? lamento quero ser assim para ti,
quero que sofras como eu sofro por cada átomo de
letra deste poema!
Ah? Que espanto? Estás espantada? Porquê?
por EU ter sentimentos? Tenho!
Não fui eu que fingi,
Não fui eu que ridicularizei o outro,
Não fui eu que fingi gostar,
Não fui eu que fingi o interesse,
Não fui eu que fingi falsa amizade,
Agora sentes tudo isto? Ainda bem, era o que eu queria,
e não venhas com merdas, não venhas dizer que eu sou o
cabrão na história.

Podemos falar se quiseres, podemos ser
amantes de sentimentos falsos,
podemos ser amantes do ridículo
podemos fingir gostar das coisas banalizadas,
ah é verdade!, tu também podes comigo falar
tu podes fingir que me adoras, ah.....espera lá
já o fizeste, és perita nessa cena!
tu sabes, tu sabes que és demasiado
pormenorizada, valorizo-te por isso mas....também
te digo, és demasiado infantil, espantas-te ?
não te espantes minha querida, tu mesma o
sabes; fogo que tipo de pessoa é tão adulta 
nos estudos e tão burra e infantil socialmente?
oh por favor, tu és tão merda!
ao a sério, não te consigo aturar,és fútil!

Autor : Carlos Cordoeiro.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Poema Promessa

Ai.....
quem nunca ouviu falar em:
prometo-te isto, prometo-te aquilo?
Enfim tudo se promete.

Acho ridículo pessoas que
seriamente dizem
eu prometo-te que....
prometem o quê? aquilo que não vai cumprir?
aquilo que é de fácil realização?

Posso ser, uma pessoa
rude, antipática (sei que não sou)
mas alguns pensam que eu sou merda
se calhar é por isto
que nunca cumpriram o que me prometeram.


É fácil prometer,
o dificil é fazer;
Agora que seja sincera a pessoa
e me diga o que já prometeu e cumpriu.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Poema Só O Amor Perdura

O amor perdura?
Oh será isso verdade
ou o pensamento a enganar-me?

Ai se o amor fosse como o tempo....
por vezes seria infinito
outra vezes seria doloroso
a passar.

Ai tudo perdura
nem que seja na memória
daquele que já amou ou ainda ama;
tudo perdura
nem que seja na lembrança
do que se tocou, do que se sentiu;
tudo perdura
nem que seja na recordação
do que se beijou,do que se sentiu
em ser amado de forma tão bela
como o próprio amor é!

Perdura?
De que maneira?
Como?
Onde?
Oh, alguém me diga onde está
esse amor que ficou preso, que perdurou
no tempo e no espaço que eu não conheço.


Ai que amor perdura?
Quem me diz com verdades...
que isso exista?
Apenas tenho como recordação
todo o cheiro, todo aqueles beijos repletos
de sensações tão intensas como tão lindas
oh, claro que sim, claro que o amor perdura
Estou eu aqui a falar do que senti
Afinal o amor perdura mesmo!

Autor: Carlos Cordoeiro.

sábado, 17 de novembro de 2012

Poema Amor

O que é o amor
senão um jogo de lenta admiração ?

O amor, o amor
esse jogo demasiado complicado
esse assunto demasiado retocado
Sabes o amor é muita complicação.

O amor é tudo aquilo que alguém
quer ou deseja mas nunca tem;
é tudo que é demasiado sonhador
mas na verdade é pesadelo;
é tudo aquilo que parece banal
mas tudo se torna discutível;
é tudo aquilo é sem sentido
e passa tudo a questionável.

Oh por favor não me venham
com livros baratos a falar
do amor ideal, do amor eterno,
do que pode ou não  ser duradouro;
do que pode ou não ser legitimo
nada do que está aqui, nestes livros
é real, nem mesmo na própria vida;
á definição de amor ? claro que não!
Nunca houve.

Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Falsidade

Tudo é falsidade
na medida  em que
desconfias de muita coisa;
na medida em que dizes acreditar
mas na verdade nunca acreditas.

O sentimento mútuo
não existe, todo o Homem é egoísta
todo o Homem pensa só em si
tu sabes disso.....realmente ama
e constrói-se com outra pessoa
mas tem medo da solidão.

Oh solidão, quem gosta ?
Ninguém!
Nem mesmo aqueles que dizem:
"deixa-me sozinho".

Oh, tudo é tão complicado
tudo se complica, há demasiadas leis
que falsificam a actualidade.

Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Um Jantar

Boa Noite
Vinha para jantar!
A mesa é para quantos ?
Para mim e para a minha amada.

Tudo é muito romântico
tudo é especial
tudo é perfeito
tudo é intenso e puro;
Ela chega
tudo é perfeito
vestido, corpo, vislumbra!
tudo está a rigor
agora começa o jogo.

O jogo dos sentimentos
o jogo das mentiras
o jogo dos sorrisos
a parte horrorosa dos bons costumes
a parte de "O que és?, O que gostas?"
e também família há mistura enfim
encontros são sempre assim
tão "cliché" não vos parece?
a mim, sempre!

Autor : Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Grande Enredo (Desenho)

Carlos Cordoeiro
Grande Enredo (que isto está a tomar)
Desenho
Novembro 2012

Poema Ai Oh Menos Que Deus

Ai oh menos que D-us tenha a bondade
de perdoar-me todas as palavras corruptas
que saiem do meu coração e vão directamente
para os meus delicados dedos de poesia.

Ai oh menos que D-us tenha a piedade
e em mim não castigue a raiva que sente
dos políticos do meu país, Portugal.

Ai, oh menos que D-us tenha a compreensão
de que eu não sou a bosta da cena desta peça de teatro
com actores de merda mas com muita esperteza
e com o dinheiro sabem brincar com as pessoas
do próprio País.

Ai, oh menos que D-us tenha a luz
da bondade e do perdão
e que saiba encaminhar esta país que está
como casa a cair, por favor não faças de Portugal
um país  de cinzas e restos;
Oh D-us ou entidade superior divina
faz Portugal renascer e ficar tão forte
como na Época dos Descobrimentos.

Autor : Carlos Cordoeiro. 

domingo, 11 de novembro de 2012

Poema Estou Farto

Sabes estou farto de tudo e de todos
tudo é muito perfeitinho,
tudo é muito sábio naquilo que diz
mas para mim somos todos iguais
não há cá superioridades de pessoas
digo isto....porque na morte
todos somos iguais - pó,
fora isto tudo é igual
apenas há ilusões de diferenças.

Achas que se fossemos todos iguais
estávamos neste planeta?
Claro que não,não te deixes enganar!
Tudo é aparente,tudo é estranho;
Nunca te questionaste se o que te rodeia
é real?
Eu já me questionei!
Espero que um dia faças o mesmo.

Enoja-me constantemente
aquelas pessoas de nariz empinado;
enoja-me as pessoas
que estão sempre a corrigir
mesmo não sendo professoras;
Odeio com todo o meu ódio aquelas gajas
que se acham as melhores da escola
era quem cuspisse paras elas na roupa
aí, elas sentir-se-iam na merda!
Ah, é verdade e aqueles rapazes que pensam
que são os melhor cá do sítio
e não passam de simples bostas.

Autor : Carlos Cordoeiro.

sábado, 10 de novembro de 2012

No Escuro (Desenho) / In Dark (Draw)

Carlos Cordoeiro
No Escuro / In Dark
Desenho
Novembro 2012 / November 2012

domingo, 4 de novembro de 2012

The Unborn Film / Filme Espírito do Mal

The Unborn (Alma Perdida) é um filme de terror e suspense norte-americano estreado no dia 9 de Janeiro de 2009.
Este foi realizado e escrito por David S. Goyer, produzido por Michael Bay e conta com Odette Yustman, Cam Gigandet, Meagan Good e Gary Oldman nos principais papéis.


ALISE E A MINHA OPINIÃO:


O filme começa com uma mulher que corre numa paisagem com neve no chão encontra uma luva e atrás surge um rapaz mais ou menos com 7 anos com uma luva só numa mão e olhar era um azul frio,distante e macabro.
A atriz principal assusta-se porque atrás do espelho vê o rapaz a esticar a mão e a gritar.
O pai que está na empresa diz que a filha teve um irmão gémeo que morreu no útero da mãe.
Curiosamente o ambiente é todo pelos tons brancos,azuis e negros, há um lado macabro,sinistro e até silencioso no enredo do filme.
"No reino dos cegos quem tem olho é rei" (estava escrito na casa de banho e depois tudo explodiu e a mãe aparece e diz Casey, a mãe estava vestida como se estivesse no hospital, tudo isto foi apenas visto por Casey o namorado e uma amiga depois foram ajuda-la mas nada viram.

Fazem referência aos gémeos na época do Holocausto (acreditavam que nos gémeos podiam descobrir algum sobre a genética deles).
Sefer Ha Marot (livro dos espelhos,contém exorcismo judaico).Referência ao livro Cabala (livro que fala do lado místico do Judaísmo).Dybbucks - almas de pessoas que morreram mas querem entrar nas pessoas que estão neste mundo ainda vivas.
Exorcismo judaico - 10 dedos, 10 mandamentos
.....
Ao contrário que as pessoas possam pensar a Cabala enquanto livro pertencente há religião Judaica não é um livro de fácil leitura aliás só alguns rabinos é que compreendem.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Poema Comboio

Lentamente parte
o comboio sem vapor:
vejo agora o rio
passando por baixo da ponte.

Estou em plena ponte
é mais barulho dos carris;
as conversas são parvas;
vou chegar ao túnel
estou sem rede
...
...
...
...
...
...   ....  ... ... ... ...sai do túnel
estou em General Torres.

Pessoas bonitas e cansadas
entraram e acomodoram-se;
recomeçou a andar
a sério? conversas com palavras
tipo merda ou foda-se agora em
Gaia, ou melhor Devesas estou;
agora andamos outra vez
ouço o barulho agradável do comboio;
"próxima paragem Coimbrões" diz
a voz automática.

Portas abertas
em frente vejo grafittes
grafittes gastos pelo tempo;
conversas robóticas
conversas de costume, tudo tradicional;
vidro escurece com a paisagem
cidade vs.campo vs. mar;
"Madalena" diz a voz
voltei a andar, a ouvir, a sonhar;
Meu Deus!, uma senhora carregada
com sacos de quotidiano;
"Toma, toma" ouve-se alguém a dizer
a sério? a sério jovens estúpidos?
"como se faz um cornetto de merda" disse alguém;
esta juventude tão emprobrecida
e tão deficientes a falar
com o português iram acabar;
momento silêncio, jovens saiem;
luzes de comboio intensa demais
luzes vivas,luz demais;
comboio    a        a  b  r  a  n  d  a  r.

Autor : Carlos Cordoeiro.

sábado, 27 de outubro de 2012

Opinião Sobre Arte

Opinião Sobre Arte




Sinceramente não quero ofender...mas  por exemplo eu vejo trabalhos nas galerias de Miguel Bombarda e ALGUNS nada me dizem.....eu sei que é a Arte deste século....mas actualmente eu pinto o que gosto, sinto, vejo, eu sei que não é por aqui que está a Arte (talvez sim talvez não).
Mas repara eu sinto que eu mesmo quero pintar o passado não porque é bonito ou feio, mas porque me ajuda a procurar algo, que é ponto de partida.....mas tenho aquela "bruta" vontade de através da Arte de Instalação soltar a minha intenção artística ,as minhas ideias... .............por mim eu "explodia" visualmente e artisticamente com uma galeria.
ÁS VEZES a Pintura não me chega enquanto meio de expressão e é aí que entra a Arte de Instalação.
Eu não tenciono criar o que os outros criam nestes 10 ou 15 anos.....eu quero criar algo que seja identificável á minha pessoa, quero criar algo que seja familiar e íntimo com o publico nacional ou internacional.
Eu não quero ser um Leonardo da Vinci mas também não quero ser uma bosta....quero ser eu mesmo, Carlos, quero ser eu mesmo em todas as expressões artísticas que me expressar.
Mas o que eu quero transmitir é a minha pessoa.....quero que os meus trabalhos sejam íntimos ás pessoas, por exemplo uma pintura minha é difícil de se compreender….mas se calhar na Fotografia, Instalação ou Escultura eu consigo estar mais próximo, mais íntimo do público.
Pode parecer estranho ou se calhar até não............mas quem olha para as minhas pinturas, todas elas têm algo em comum que a pessoa poderá facilmente descobrir mas todos os significados (verdadeiros ou não) dificilmente são descobertos e porquê?
Porque estão relacionados com a minha vida extremamente pessoal (alguns amigos meus, muito poucos, sabem o verdadeiro significado das minhas pinturas).
Eu enquanto aprendiz de Arte.....(no fundo sempre serei aprendiz) não pretendo, não é de todo a minha intenção pintar "como agora", ou seja, segundo as ideias contemporâneas.
Podem-me considerar retardado, otário, estúpido, burro etc....mas para mim todas as Artes e movimentos artísticos desde de Neolítico até aos dias de hoje, influenciaram-se uns aos outros, ou seja, a Arte Contemporânea teve necessariamente que ir buscar "pedaços" técnicos e visuais de outras Artes que existiram, traduzindo isto por miúdos, para mim todos os "ismos"  (ex: Fauvismo,Impressionismo) são importantes para o meu desenvolvimento a nível de desenho e pintura.
Tenho amigos que já me disseram mais que uma vez para largar os movimentos artísticos do passado em que me baseio para pintar..............mas a Arte Contemporânea é inspirado no "hoje" e no "ontem" suponho eu....
Só porque actualmente está em voga a Arte Contemporânea não quer dizer que seja proibido ou negado a minha inspiração por motivos artísticos do século XVIII e século XIX.

Autor do texto : Carlos Cordeiro.

Poema Loucura

Poema Loucura


Loucura é como algo indefinido
pode ser a cabeça estranha
os sentimentos banalizados
não sabes o que é ao certo,
eu não sei!

A Loucura pode ser tão visível
como tão oculta como a lua nova;
A Loucura pode ser tão estranha
como as letras de algumas músicas;
A Loucura pode ser o teu coração fortemente estar a bater
e tudo há tua volta estar negro como
os teus sentimentos;

 A Loucura pode ser um misto de real ou irreal
não sabemos........é algo inanimado;
A Loucura pode ser uma mistura de verdades banalidades;
para ti louco ou louca
é aquele que grita numa casa
com pessoas que são máquinas ?
isso é erro, erro de pensamento.

A Loucura pode ser mentiras
de uma vida....pode ser a dificil
compreensão do teu eu espiritual;
A Loucura pode ser aquilo que te faz
sentir e ser negro, macabro e estranho;
A Loucura pode ser o susto
o susto do momento vazio.

A Loucura.....

A Loucura pode ser tudo que não existe
pode ser o negro no branco;
A Loucura pode ser o teu eu nas dimensões
paralelas a estas;
A Loucura saudável?
que é isso?
Para mim A Loucura é tudo inanimado;
inexistente;
sem vida;
sem esperança;
sem nada.

Autor : Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Dor Israel / Israel Pain

Carlos Cordoeiro
Dor Israel / Israel Pain
Fotografia / Photography
Original Date : 2010

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Poema Anestesiado

Anestesia o meu sentido de dor;
anestesia a mágoa que se sente sempre
neste meu coração golpeado e doloroso;
anestesia toda a dor que corroem-me sempre;
anestesia toda a dor que me faz chorar;
anestesia todo o sentido da existência.

Anestesia a mágoa que me faz chorar
e também deitar na cama da dor infinita;
anestesia o sentimento negro e infeliz
que cobre o meu coração com um xaile;
anestesia pela canção o meu desejo
de querer amar naturalmente;
anestesia o meu sentimento.

Anestesia toda a dor que no meu interior
guardo e deixo acabar com a minha própria alma;
Anestesia todo a dor que me prende num caminho
doloroso,viciante num ciclo que nunca irá acabar;
Anestesia toda aquela sensação de vazio
que tenho no olhar e na mente;
Anestesia todas as palavras que parecem
todas fazer-me sofrer;
Anestesia todos aqueles momentos banais;
Anestesia todas as palavras banais;

Anestesia o teu dia-a-dia;
Anestesia o cheiro do hospital;
Anestesia o Estado Português;
Anestesia a vulgaridade;
Anestesia-te;
Eu anestesio-me com as palavras dolorosas
De um  poema honesto e verdadeiro sentimentalmente.

Eu em mim injecto a droga da dor
a droga da solidão,tristeza,mágoa e o sentimento blue
não é por acaso
que dos meus poemas
lê-se dores verdadeiras de uma profundidade superficial.

Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Geometria Da Vida

Estava como reta de topo
quando nasci a partir da vagina.


Depois estava como
reta horizontal sobre o plano
da minha mãe.

Há medida que o tempo foi passando
fui sendo e estando como reta vertical
em relação ao plano terrestre.

Durante toda a vida
posso estar como reta vertical no plano terrestre;
posso estar como reta horizontal se estiver a dormir;
posso estar como reta frontal em relação a qualquer coisa;
posso estar como reta oblíqua se for a cair na rua
ou em qualquer lugar;
posso estar como reta de perfil assim como alguém
que me vê de lado;
posso sentir-me no céu e na terra assim
como a recta fronto - horizontal;
posso estar inclinado sobre alguma coisa ou pessoa
como plano de rampa.

Posso pegar na lapiseira da vida
e desenhar várias retas que traçarão a minha vida;
posso pegar no compasso do ciclo da vida
e girar vários círculos na minha vida;
posso pegar no aristo
e medir os ângulos para a ver a inclinação da minha vida.

Autor: Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Poema Que Se Lixe A Troika

Que se lixe a troika
que se lixe esta merda toda
que se lixe a falsidade
que se lixe a merda da política de agora
que se lixe o coelho e o portas
Que se lixe a merda que está a cheirar mal.

Que se lixe a austeridade
Que se lixe os novos cortes
Que se lixe o "novo" acordo ortográfico
que se lixe os Magalhães que nada ajudam na primária
Que se lixe os ricos
que se lixe o luxo e a riqueza.

Que se lixe o aumento dos transportes
que se lixe o aumento da comida e de tudo!.
Que se lixe o sorriso falso, a boca mentirosa.

Oh povo português....oh Portugal.....
ao ponto que chegamos!
Meu Deus!, uma nação tão nobre diz ser
Acaba agora de ser a merda que irá desaparecer.

Condenam-me?
Porquê?Por dizer asneiras?Por dizer verdades?
Enfim.

É tudo muito bonito muito elegante muito perfeito
tudo super esclarecido aos estrangeiros
mas não aos portugueses,dou por mim a ver-me numa manifestação
Em que polícias quase que nos mordem como cães.

Já viram?
Cada português neste momento tem uma prisão
mesmo que não a tenha pedido ou comprado;
já viram?
vejo-me aprisionado em mim mesmo
sem direitos e sem voz para gritar alto a minha revolta.

Chega á cabra da estupidez de não ter boca nem olhos
a boca apenas serve para reclamar e os olhos para ver a merda!.

Chego a ver-me.........metaforicamente falando
preso em mim mesmo e preso numa prisão!;
estou num mundo demasiado confuso,estranho,irreal
para perceber se isto é ou não Portugal.

Autor: Carlos Cordoeiro.