quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Poema Por Ti / For You Poem

É por ti
que eu faço tanto
que não me canso;
é por ti
que me deito tarde
mas antes dei-te todo o amor;
foi por ti
que escrevi tantos poemas
com palavras incertas mas belas.

Arranjei o nosso quarto
cobri a cama de pétalas
flores numa jarra,
aperitivos perto da janela,
mas ainda não te tinha como amor
nas não desisti do cenário.

Enquanto o cenário se mantinha
tentava-te beijar,
tentava-te abraçar, tentava tudo;
tentava levar-te aos jardins,
tentava levar-te aos cafés
e tu foste caindo nas minhas graças;
tu foste ao teu jeito
gostando de mim.

Agora já somos amigos
mas quero tentar mais;
sinto mais do que uma amizade;
sinto tudo floreado à nossa volta,
sinto tudo entre nós,
sinto tudo intenso nas palavras
como o fogo que arde entre nós por amor.

O cenário agora é outro;
já te tinha beijado e tu sorriste;
já te tinha tocado e tu deixaste;
agora tenho que pedir timidamente
a oficialização do namoro;
depois tenho que namoriscar-te,
tanto como a imensidão do Universo.

Oh não é ao teu pai
que tenho que pedir a tua mão em casamento;
de certeza que me vou atrapalhar;
a tua mãe foi com a minha cara,
e o teu pai nem de longe me pode ver,
não quero saber tanto na mesma pois o meu amor
e tão grandioso que supera os arranha céus de Nova Iorque.

Agora sim o cenário do quarto é aplicável,
agora sim podemos amar,
agora sim podemos nos abraçar,
sem qualquer problema, sem qualquer vergonha.


Autor: Carlos Cordoeiro
           (escrito ao som de D.A.M.A Luísa).

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Poema Minerva/ Minerva Poem



Tantas minervas coloridas
mas bastante estáticas;
não resisti à beleza delas
apetecia comer o que tinha dentro
acho que é sardinha não?

O teu nome é grande
assim como teu secular sabor;
as letras são tão visíveis
como o Porto a 1000 km de distância;
O teu manto é vermelho
como a minha vontade pelas francesinhas;
o meu amor por ti é tanto
que tinha que te comer na fábrica.

És devidamente embalada
como eu embalei o teu presente de amor;
és devidamente comprada
pelo estrangeiro esfomeado;
és revestida a óleo
mas não escorregas na boca.


As tuas folhas
são delicadas como o sabor
de quando te comi.

Autor : Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Poema A Brutalidade do Ferro



A Brutalidade do ferro


A brutalidade do ferro da minha cidade
tornou-me mais forte em termos físicos;
a brutalidade deu-me novas visões
novas forças de criação;
o ferro rompeu-se pela cidade adentro
como eu rompo o desejo que é infinito;
as vigas prologaram-se tanto
como o meu amor por ti.

A ponte do ferro fez-me atravessar
para o Porto tão nostálgico que eu sinto;
gente apressada, carros constantes
passam pelo leve tabuleiro
como eu passo por ti através das palavras.

A brutalidade fez do meu coração
mais humano, mais intenso;
os parafusos eram pontos essenciais
como os beijos que trocamos;
os ferros pareciam baralhar o meu olhar
como me baralho na cidade.

Esta ponte fez-me atravessar até ti
e ser o teu amor, nas casas que serpenteiam ruas,
ser teu amigo nos jardins tão íntimos;
foi em ti que projectei os meus maiores sonhos
e que eles se concretizaram por isso é que agora
ainda estou contigo todos os dias.


Autor da foto e poema : Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Poema Choro / Cry Poem

Não chores
porque eu já te amei;
não chores
porque eu já te dei tanto;
não chores
porque já fomos felizes
já percorremos tanto
juntos e bem amados;
não chores
porque não aguento ver
as tuas lágrimas tão dolorosas.

Se um dia vi as tuas lágrimas
foi acidentalmente que as criei;
se um dia tu não comeste
derivou à minha insensibilidade;
se um dia não dormiste
fui eu que criei isso;
peço-te desculpa mas já choro também
por não te ter ao meu lado;
já não temos os nossos planos
que nos divertia tanto
e o tempo era uma mera indiferença.

Não derrames mais lágrimas
senão crias umas inundação no meu coração;
não derrames a dor
senão por culpa eu fico coberto de setas da mágoa libertada;
não te deixeis ir abaixo
senão a tua cor passa ao preto negro dos meus dias;
peço-te perdão
não queria de todo magoar-te,
não queria de todo fazer-te sofrer,
não queria de todo deixar-te na merda,
não queria de todo fazer de ti a pessoa mais fraca,
sou tanto ou mais vulnerável que tu, ou até fui sempre?
talvez mesmo!,não tenho a tua força de amor,
não tenho tanto sorriso como o teu,
não brilho tanto como tu brilhaste para mim
nos jardins da nossa cidade romântica.


Não derrames as lágrimas,
agora será diferente;
serei o teu eterno jardim, o teu eterno roseiral;
serei a água gelada que bebes;
serei o doce que metes nas tostas;
serei o teu manto de abrigo de todos os ataques;
serei a tua capa protectora;
serei o teu abrigo quando a tempestade vier;
serei o teu conforto nos dias de chuva;
serei tudo que quiseres apenas te quero proteger
apenas quero que dures tanto como a luz que no céu ergue-se.


As lágrimas agora serão beijos
abraços, caricias, amor;
amor tão verdadeiro como os dias de sol;
amor tão verdadeiro como o doce que gostas;
amor tão verdadeiro este que agora
Estamos juntos a beijar-nos
no jardins onde fomos sempre felizes.



Autor : Carlos Cordoeiro
            (poema escrito inspirado na música Cry Baby de Cee Lo Green).

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Porto pela manhã /Morning Oporto






                                                     Fotografias : Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Poema Não Tenho A Culpa

Posso não ser grande pessoa
por isso nunca falei muito contigo;
sei que sou chato
como estou a ser agora;
mas não tenho culpa de falar
com as pessoas
que me fazem sentir bem.


Deste-me inspiração para
novos poemas, novas ideias;
sempre tive um carinho
especial, por ti mas não te irrites;
não te pronunciaste
mas eu supus que pensaste algo;
pedi-te autorização para publicar
disseste na boa, fiquei mais contente;
o que te escrevi era o que eu sentia
como amizade especial e tu sabias disso!.


Pensei que flores pudessem rondar-te
por tornar-te mais bela como Primavera;
pensei que as águas  calmas
pudessem esculpir-te para mais perfeita ficares;
pensei em aromas
que podem perfumar este ambiente;
pensei que podiam pensar no exotismo
como qualidade de beleza que podes ter para sempre.

Penso em jardins
que podem ornamentar o que se sente;
penso em sol
para iluminar melhor as ideias;
penso em chuva
que pode molhar para clarificar o estranho;
somos amigos como dois pássaros
que voam livremente pelo céu gigante.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Preparativos para a exposição individual....(08 a 14 Fev 2014)

Salão Nobre da Junta Freguesia Bonfim
Porto onde irá decorrer a exposição
pintura,instalação e desenho;

                                 Pormenor arquitectónico do salão que evoca
                o que ele outrora foi, um palácio à semelhança do Palácio das Carrancas
                                             (Museu Nacional Soares dos Reis,Porto)


placas de madeira pintadas a branco
onde se vão colocar as futuras obras

palco do salão nobre onde vai estar inserida
uma obra escultórica




Autor das fotos e legendas: Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Poema As Estrelas

Poemas As Estrelas


As estrelas são tão grandiosas
como o amor que sinto por ti;
as estrelas brilham tanto
que serve para iluminar
o interior e exterior das pessoas;
as estrelas são tantas
como os beijos que te dou;
as estrelas são tão importantes
como as nossas vidas com água;
as estrelas
brilham para mim
como eu brilho para ti;
as estrelas são tão enigmáticas
como este nosso amor secular.

As estrelas adornam
a tua beleza que nem precisas
de coisas artificiais;
as estrelas fazem-te brilhar
tanto que nem precisas de luz;
as estrelas modelam o teu corpo
que não é preciso reparos;
as estrelas
essas lindas amigas
que juntaram mais o nosso amor intenso.

As estrelas podem brilhar tanto;
podem dar-te tanto;
podem ajudar-te tanto;
podem acarinhar-te tanto;
basta acreditares que são verdadeiras
e que te dão sonhos
e que te dão momentos inesquecíveis;
elas irão brilhar tanto por ti,
irão amar-te tanto
como o meu pai que agora é uma.


Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Caminho por estradas difíceis

Poema Caminho por Estradas difíceis


Caminho por estradas difíceis
cheias de pedras afiadas
prontas para me parar
mas a minha vontade é maior;
ando por ruas invejosas
onde os olhares são fulminantes
mas nem a chama mais quente
irá queimar o desejo de eu criar;
passeio por cidades desfeitas
tudo é tão automático
mas o que eu faço ainda prevalece diferente;
caminho,
caminho por estradas cheias de inveja, sangue,
má sorte, mas eu não a tenho pois sou natural;
tudo
tudo que crio é natural como o nascimento;
sou como sou,não me mudei consoante a criação.

Caminho
por gostos invulgares,
porque tenho que ser igual aos outros?





não sou pré-fabricado, não só robot;
eu sou eu mesmo e tal e qual como vêem
quem não gosta, paciência;
caminho dificilmente
ao ponto de me magoar interiormente;
caminho facilmente
que o que escrevo é transparente;
caminho
tão fortemente que a estrada é rija
e aguenta as minhas fragilidades.


Autor : Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

2.ª exposição individual (08 a 15 Fev 2014)



"Palco e Luz"

Exposição de desenho,pintura e instalação de 8 a 15 Fevereiro 2014 no Salão Nobre da Junta de Freguesia do Bonfim,Porto; (INAUGURAÇÃO : Sábado, 8 Fev 2014 pelas 15h30).

Esta exposição intitula-se por "Palco e Luz" onde a luz natural e artificial juntamente com o palco assumem-se como cenário para as obras propriamente ditas,mas também a luz neste caso refere-se às cores quentes das obras e também a novas ideias que possam surgir por parte do público.

Nesta exposição as obras serão mostradas com a maior luminosidade possível para que todos os detalhes pictóricos sejam visíveis, que tudo que foi pintado possa ser admirado sem nada a esconder, em que a obra está completamente nua, disposta a todos os olhares.

Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Mudar a Ponte D. Maria Pia de sítio

Como se veio a saber pelos meios de comunicação social "Arquitectos portugueses propõem mudar a Ponte D.Maria Pia de sitio" quanto a isto houve imensas opiniões a favor e outras contra, como em todos os temas que seja da cidade, do país ou do mundo.
Mas este post serve para eu dar a minha opinião, acho que devo dar uma vez que eu sou portuense mas também porque deve-se opinar este tipo de assuntos.


Opinião:
A Cidade do Porto é uma das cidades mais antigas de Portugal, ao ponto de dar o nome ao próprio país ........Portus Cale.
Ao longo de vários séculos até aos dias de hoje foi-se criando vários edifícios, ruas,praças,pontes, palácios, etc... etc.
Senão estou em erro a primeira ponte do Porto foi a ponte das barcas, a seguir foi a ponte pênsil, depois a ponte D.Maria, depois ponte D.Luiz I, depois ponte Arrabida, depois ponte S.João e por fim e mais recente ponte D.Infante (peço desculpa se estou errado na ordem delas.....).

Todas as pontes fazem inevitavelmente parte da imagem que se tem do Porto enquanto Cidade,e mesmo em termos turísticos...o visitante já se habituou a ver o Porto com "todas" as pontes, e portanto há certos monumentos que onde estão fazem sentido porque foram projectados para aquele local!

Mudar a ponte de um sitio é descontextualizar toda a Cidade, ou seja, não é por deslocarmos um monumento e  colocar noutro sitio mesmo que seja na mesma cidade que vai-se manter tudo igual muito pelo contrário.....se isto acontecesse por exemplo em termos visuais e mesmo sentimentais haveria um grande vazio, porque poderá e há mesmo pessoas que sentem carinho pela ponte D.Maria, estamos a falar de uma ponte que há bem pouco tempo ainda estava em funcionamento......os meus pais chegaram a andar nela!.

Esta ideia de tirar e colocar noutro sitio a ponte remete para uma cultura, A Cultura da Gare que estava ligada aos caminhos de ferro mas também ao ferro e ao vidro enquanto materiais construtivos e neste período construía-se frequentemente palácios para Exposições basicamente só com ferro e vidro precisamente com o intuito de mudar estes espaços para outras cidades,e portanto esta ideia de mudar a ponte parece algo já cliché tento como base a cultura da gare...suponho.


Portanto não se ponham com ideias malucas,e não pensem que é inovador porque não o é, duvido muito que um turista gostasse de ver uma ponte noutro local digo eu…..é que os turistas,ALGUNS turistas já têm uma ideia pré definida da Cidade do Porto……e mais imaginem o tempo e DINHEIRO que se “consumisse” ao tirar a ponte e a colocar noutro sitio.
Nesta noticia os arquitectos acreditam que em 5 meses se colocava a ponte eu não acredito muito nisso mas pronto!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Porto


Carlos Cordoeiro
Porto
2013


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Poema Nelson Mandela/Nelson Mandela Poema

Obrigado D-us por dares um Homem
tão grandioso a esta Terra;
Obrigado por nos dares um grande Senhor
a esta terra tão desigual que soube tornar uniforme;
meu coração esteve sempre com ele;
Foi mestre,foi pai, foi justo, foi rei, foi pensador
foi tudo que um Homem deve ser por uma nação;
Ele lutou pela igualdade,
pelo negro ser como o branco;
fez de África do Sul um reino de paz e harmonia;
a ti devemos tanto
a ti devemos o carinho,paz,agradecimento,o respeito.


Obrigado Nelson Mandela
por lutares de forma tão genuína;
as tuas lágrimas sentiram-se;
a tua dor foi sentida;
a tua prisão pareceu uma eternidade
mas tu saíste vitorioso porque és um rei,e
os reis são sempre reconhecidos!


Tu serás sempre grandioso
como é a tua obra que me emociona
e me faz estremecer e que me faz chorar de felicidade;
a tua dor abalou
a todos que te amam;
cada simplicidade tua faz tornar-te mais grandioso;
as tuas palavras
tão puras, tão verdadeiras, tão sentidas;
a tua humildade
é de louvar, muitos homens nunca terão a tua verdade;
todo a tua luta social
deveria servir de exemplo a todos os Homens
que acham que é impossível lutar pela igualdade;
agora África do Sul é unida,é como tu,Rei desejaste.

A tua partida
foi dura,foi um dor cruel
não merecíamos tal dor, mas o teu sorriso
a tua atitude, o teu amor pelos povos serão sempre lembrados,
tu enquanto Homem serás sempre elevado,
quantos Homens existem como tu?
pouquíssimos ou quase nenhuns
e por isso a dor da tua partida foi maior.

Agora,serás sempre lembrado
em corações, em espíritos,nas cidades, nos povos
que sempre te amaram verdadeiramente,
hás-de ser sempre grande,
e vais estar cá sempre,todos os dias,
façam chuva ou sol,haja alegria ou tristeza,
podes ter partido fisicamente
mas estás aqui no meio de nós para sempre,
para todo o sempre;
Obrigado meu grande mestre Nelson Mandela.
Descansa eternamente na paz e no amor verdadeiro.


Autor: Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Poema Sombra (2013)

As sombras nas ruas
não são estásticas, não são;
as sombras movem-se
e este movimento causa-me estranheza;
não vejo mesmo, mas sinto de repente
são tão estranhas, são vivas de certa forma.


Quando pela noite caminho
mesmo que seja rua principal cheio de carros.....
sinto-me sozinho, talvez seja do frio!
Tenho constante presentimento
de alguém atrás, faz o mesmo caminho mas não é a minha sombra
mas sim, talvez, outra pessoa......ainda não decifrei.

Na noite o silêncio é mais silencioso;
o frio é mais sinistro,
as sombras mais vivas.

Apenas gosto da grande sombra
a noite, a própria noite com estrelas acalma-me,
em pleno Verão, olho o escuro céu
e calmamente conto estrelas e assim
consigo dormir, dormir sabendo que as sombras são várias noites.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Lado Transcendental Do Eu (Outro Eu,Talvez?)

Já se sabe que a Filosofia pensa intelectualmente várias questões de várias áreas, ou seja, tenta responder a essência de várias áreas, isso é certo, assim como a discussão da própria existência, onde estamos, quem nos fez, como surgirmos, eu tenho o constante pensamento do meu próprio eu, mas acreditem que é mais complexo do que se possa pensar, tive contacto com a minha religião dos meus 7 anos até agora, mas isso não me afectou em termos mentais (pensamentos).
Cada vez mais penso/pergunto-me; à outra pessoa dentro de mim que por vezes surge, ou seja, quando olho-me ao espalho vejo Carlos Cordoeiro - eu, outras vezes vejo eu mesmo, e "outra pessoa é igual a mim, e quando olho como que petrificado para o espelho, a imagem em frente parece mesmo outro (a), isto que eu falo é só uma partilha, a sério tanto que não me incomoda, simplesmente acho piada.
Mas isto é enigmático porque não se resolve, não há solução mas não deve ter mal, enfim coisas da vida.

Autor : Carlos Cordoeiro.

A Minha Relação Com A Cerâmica

No  11ºano,no 3º período tive o módulo 3 que era sobre o Futurismo, posso dizer que o trabalho propriamente dito, é em grés; resultou muito bem.
É uma lastra 30 x 30 cm com 8 cilindros (com 10 cm de altura), com algumas porcas (em baixo e alto relevo) e uma mega roda dentada, imaginem tudo isto, não é lindo?
Creio que é!
Muitos professores e também alunos que viram este meu trabalho associavam a fábrica de carvão, ou de qualquer outra coisa industrial.



No 12ºano tive 3 módulos : o primeiro era um painel cerâmico, o segundo é a FCT (Formação em Contexto de Trabalho) que era a decoração de um prato com 36 cm de diâmetro, seguindo o tema "A cerâmica, o museu e a cidade" com a pareceria do Museu Nacional Soares dos Reis, por fim o terceiro e último módulo é a PAA (Prova Aptidão Artística) em que o tema é "Movimento e Tempo".

A minha professora do 12ºano que está há milhentos anos na escola é um jóia de senhora, uma exelente profissional e estou a falar muito mas mesmo muito a sério, é uma professora que junta a brincadeira com o trabalho mas quando se passava......passava-se mesmo, mas eu adoro-a é mesmo muito querida, não sei porquê lembra-me muito a minha mãe, é bom certo? eu creio que sim!
Esta professora dizia e diz:
"A cerâmica é para ser vista ao longe!, só depois é que se vai aproximando para se ver os detalhes".
Esta frase dizia-me tanto, mesmo tanto e no entanto ás  vezes tentava aplicar mas é difícil.....vou recordar sempre esta professora e também a própria cerâmica.

Autor : Carlos Cordoeiro.

Atitudes De Uns, Desprezo Merecido

O Mundo por si só já é diferente, mesmo muito diferente tão diferente que coisas repetem-se, tal como o Mundo é diferente as pessoas também o são, e eu respeito aliás os meus pais sempre me ensinaram a respeitar tudo e todos mas a minha religião sempre me ensinou a agir devidamente e a minha própria personalidade ensinou-me a não aceitar tudo, isto tudo para dizer que eu não tenho que aturar determinadas pessoas a nível social e quando estas pessoas se interferem pessoalmente na minha vida, isto é inaceitável e eu mesmo não admito.

Aliás eu sou muito paciente, calmo, compreensivo, amigo, e quando um destes aspectos é quebrado eu não reago bem,muito pelo contrário, reago mesmo muito mal, fique-se sabendo que se alguém é filho da puta para mim eu também o sou, não fingo nada, aliás por vezes por ser tão transparente que me fodo, mas prefiro ser assim do que engolir tudo cru, sem ser "cozinhado"; primeiro ouço mas depois expludo, quando expludo não é bom, porque depois digo directamente á pessoa o que acho dela, ALIÁS este post ou melhor texto é dirigido há uma rapariga que tem praí 20 anos que abusou, ou seja, abusou do carinho e amizade que sentia por ela, foi mesmo ela que quebrou com isto, eu até admirava-a como pessoa mas claro nada é perfeito, nada dura, o "bem bom" nunca existe até ao fim, a parte da merda tem sempre que vir, a vida também ensina-me e é muito boa a ensinar.

Prefiro ter poucos amigos e verdadeiros do que filhos da puta que fingem gostar de mim, e que por trás fodem mesmo bem; mas para estes eu tenho uma boa dica................. vocês cabrões e cabras precisam de foder mais e melhor eu não me derrubo facilmente tenho força das águas, o espírito índio, a alma pura, o corpo tão verdadeiro como a natureza, quem não percebeu lamento aviso-vos que quem irá cair na ruína são vocês que são e fazem o mal, a pessoa que é verdadeira não faz o mal (embora haja exepções); até vos digo acho piada a forma criativa como tentam lixar a minha imagem, por mais que tentem não conseguem, querem falar? que seja comigo e na cara, olhos nos olhos, como verdadeiros "guerreiros", e não sejam cobardes no sentido de dizerem isto ou aquilo nas minhas costas acabo sempre por saber seja por uma ou mais pessoas.
Eu sou genuíno, no sentido de personalidade.


Autor : Carlos Cordoeiro.

A Minha Relação Com A Geometria Descritiva A

A primeira vez que a vi parecia o abecedário em termos matemáticos, o "abc" da Geometria é algo como ponto, reta e plano isto é o mais básico assim como as vogais que se aprende na primária.
Depois a geometria cresce e torna-se ou transforma-se em várias retas e planos com vários nomes que são facilmente decoráveis mas por vezes de dificil visualização espacial.
Sim para além das retas e planos juntam-se figuras planas como triangulos, quadrados, rectângulos entre outras formas, sim depois vem o melhor de tudo, bonito de se fazer e ver : os sólidos (que vão desde de cones de revolução a prismas de base triangular, quadrangular) imaginem o cruzamento, ou trânsito de linhas para algures no meio surgir uma coisa chamado sólido,ah............ e sombras? sim, também se faz as sombras dos meus amigos sólidos, para finalizar aprendo axonometrias sejam elas: isometria, dimetria ou trimetria (anisometria), isto parecem palavrões mas na prática até é fácil.
Tudo que referi aqui e agora é-me conhecido aliás tenho um carinho especial pela Geometria, como que se fosse uma amiga, sim, é muito mais amiga do que raparigas que andam por aí achando-se superiores, voltando á minha amiga.....pergunto-me constantemente porque é que esta querida rapariga de linhas faz sentido espacialmente e no papel não?
Porquê?
Eu percebo-a, eu consigo vê-la, consigo compreender mas ela insiste em confundir-me mas eu não a estudo, ó e ela agora está chateada mas podia estar feliz!, uma vez escrevi para um trabalho escrevi um conceito que se é:
"Há sempre geometria para além do que se vê"
É bonito não é ? mas defini de forma tão surrealista que nem mesmo eu compreendi mas gostei, há determinadas coisas que se gosta mas não se compreende,e quando compreendemos até perde a graça.
Eu perante a Geometria prefiro ter uma atitude saudável, no sentido, de admitir que ela é complexa como a vida é, gosto dela mas tenho que entender a sua verdadeira essência para que a nossa amizade seja realmente geométrica.
Não pretendo esquecê-la, sempre gostei dela, simplesmente não soube mostrar isso e peço-lhe desculpa e a mim mesmo também, eu sabia que com esforço ia conseguir.
Desculpa-me Geometria.


Autor : Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Black And White Soares dos Reis












Autor das fotografias : Carlos Cordoeiro
(As 9 fotografias foram tiradas na Escola Artística Soares dos Reis a ultima foto foi tirada na Estação Ferroviária de Campanhã).

terça-feira, 21 de maio de 2013

Poema Novo Estado Novo

Deus, Pátria, Familia
já ouvi isto em algum lugar,
num país qualquer
onde não se podia falar.

Estou num país
onde não posso falar,
até posso mas não me ouvem;
posso ver
mas não posso dizer o que vi;
posso tocar
mas não posso sentir senão vou preso.

Agora, agora é tudo censurado!
as manifestações são desprezadas;
as opiniões manipuladas;
a fala é silenciada;
os gestos são quebrados;
tudo é aprisionado como a democracia.

O Novo Estado Novo
é a merda da troika
do coelho e do gaspar
que só sabem gastar
aquilo que ao povo custa ganhar.

Deus me perdoe bastante mas....
Estado Novo de 70 é publico
Estado Novo de 2013 é privado e não se vê.

Agora não há o lápis-censurador;
agora não há coça velha da PIDE;
agora não há tortura da prisão, tortura na confusão;
agora não há silêncio.

Já viram?
Não há Salazar para acabar
com este país,
agora há politicos a disfarçar,
e também gastar
derretem-se dinheiros
derretem-se empregos.

Nos céus ditadores
existe rede,rede de ferro
rede de aço que não quebra
quando tento voar para fora
esta rede dá-me choque
choque para ir para baixo,
para o negro frio terra ditadora.

Na terra tem cinza
a esperança queimou-se
já ela nem se aguenta em pé;
coitados daqueles que se acreditaram;
coitados, que pena mesmo
em relação àqueles que lutaram tanto.

Tudo é negro
tudo é bastante negro
tudo é tão escuro;
tenho medo das armas
que me aprisionaram á troika;
tenho medo
de me matar pela ansiedade
de dias melhores.

Todos têm passos metálicos, rudes
na assembleia;as vozes são robotizadas
eles sabem como aniquilar mas estão programados
não pensam por eles!,mas o povo sim!

O povo sim ergue-se tão ou mais alto que montanhas!
O povo sim sabe lutar sem dinheiros!
O povo sim sabe lutar pelo que merece!
O povo sim sabe vencer os maus!
O povo sim sabe como ultrapassar a maldade,
mas é dificil,é extremamente dificil lutar contra máquinas
aparentemente imparavéis.


Mas sim melhores dias eu sonho,
salários eu tenho sobre forma de miragem,
mas sim,sim sim e sim eu acredito com muita vontade,
acredito mesmo muito que nós, o povo vamos ser grandes maiores
que os grandes de agora;
é com muito orgulho que sou do povo
antes trabalhador e boa pessoa
do que ricaço e mentiroso.






Autor : Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Poema Estou Farto

Estou farto
farto de tudo e de todos;
estou farto
do olhar do tribunal;
da boca da mentira;
do cruzamento de informações erradas;
estou farto
de dizerem o que eu não sou;
estou farto
de pensarem o que eu não fiz;
estou completamente irritado
fodido,nervoso e para lá disso
quando as pessoas inventam sobre mim....
que se fodam todas.

Sou malcriado? a sério?
Só porque digo asneiras?
Até posso ser, ó menos sou eu,
eu mesmo a cagar-me completamente nas pessoas.

Todos gostam de julgar!
eu mesmo já o fiz, mas não me orgulho!
mas há pessoas que me metem nojo
que me fodem a cabeça, que me dão a volta no sentido
em que me enervam constantemente;
não me podem censurar por ser como sou,não podem!
é tudo isto que eu sinto, sinto mesmo!
sinto tanto o que escrevo
escrevo tão naturalmente como a natureza;
tudo é tão sentido, sentido pela negativa.

Autor : Carlos Cordoeiro.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Poema Pensei

Pensei, pensei que estava num sitio real,
onde a aprendizagem é positiva e merecida;
pensei que estava num sitio onde
não sou julgado muito menos censurado;
pensei estar no local certo
quando me faziam estar bem.

Pensei que seria livre
até ao momento de me colocarem obstáculos;
pensei que seria criativo
até me imporem limites;
pensei ser respeitado
mas apenas tenho desprezo;
penso demais,é o problema!.

Estou a falar na escola
na escola que já sonhei
que agora é-me indiferente.

Autor : Carlos Cordoeiro

terça-feira, 14 de maio de 2013

Poema Já Não Aguento

Já não aguento toda esta farsa,
já não aguento todas as falsidades públicas,
já não aguento a mentira,não mesmo;
os meus ouvidos não conseguem ouvir a politica proibida;
os meus ouvidos já se taparam há muito tempo,
a corrupção já me afectou, já não consigo sentir;
não me consigo entender, parece que o veneno se apoderou de mim;
é possivel deixar a politica continuar?
é possivel sermos presos?
é possivel estamos numa ditadura pior que a anterior?
tudo é possivel!
o meu olho vê a infelicidade; vê a pobreza, vê a morte
vê a pobreza de não ter um salário;
vê a pobreza de não ter os bens necessários;
vê tudo que não quer, que sensação esta tão corrosiva!
que sensação esta........espera lá, será que vamos ser censurados,
oprimidos com o lápis azul?
Será que vamos pela PIDE adentro?
Admiram-se? estamos numa ditadura!.....só que bastante
disfarçada, um dia a liberdade vai ser presa!.

Que situação é esta de familias passarem fomes?
que coisa é esta da gente não ter os mínimos?
que cena é esta de milhões e milhões não terem emprego?
tudo isto é revoltante, incomodativo,irritante;
vejo as pessoas sem ar,sem respiração,
as pessoas estão rasgadas,não têm pele,nem carne
isto deve-se constantemente á corrupção e cortes financeiros;
a porcaria da Troika está a levar-nos ao fundo do fundo;
muita gente já foi enforcada, não teve ar suficiente,
quantas mães choram constantemente, tanto que já nem lágrimas têm
mas apenas sangue!.

O governo deve ir todo abaixo,
tem que haver um sismo popular;
a assembleia tem que explodir
como as bombas terroristas;
os deputados devem ficar apenas com pouco
como o povo,
todas as palavras ditas na sala meia arrendondada,assembleia
deve ser simplesmente apagada,rasgada
como eu rasgo os papéis do passado.

Tudo tem que começar, mas de novo, do 0;
tudo tem que se repetir, tudo tem que ser feito
mas desta vez pelas pessoas certas e pelos motivos certos.

Tudo vai ruir, tudo é frágil,
tudo vai partir,tudo é vidro.

Autor : Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Poema Mãe Para Sempre

Foste estrela nova
quando fizeste-me nascer,
foste galáxia,
quando tiveste o poder de me criar,
foste Universo
quando tens que ter a força para tudo
a que me diz respeito.

Foste a minha ajuda
para caminhar,para crescer lentamente
como a árvore da vida o faz;
és a ajuda constante
como a luz à Terra,
quando caía já lá estavas;
quando chorava já me protegias;
quando estava mal fazias-me rir,
quando em baixo sentia fazias-me subir
tão alto ou mais do que os Himalaias e Evereste,
quando doente estava tu também estavas,
pensaste primeiro nas crias,e isso é tão natural,
pensas em proteger,dar,mostrar,alimentar
isso é ser mãe.

Quantos dias passaram para criares?
Quantos meses esperaste até a nova vida nascer?
Quantas lágrimas de preocupação sairam?
Quantas canções embalaram?
Quantos mimos foram dados?
O que interessa numeros? numa vida tão iluminada.

Oh,ser mãe é tudo isto!
é sentir, amar, acarinhar, entristecer, ficar irritada
com os filhos;é ensinar o fácil e o difícil
é preparar e educar.

Mãe que palavra tão grandiosa,
tão grandiosa como o Universo desconhecido;
Mãe que palavra tão sentida,
quando a pensas,
Mãe conforto constante,
naquelas horas dificeis;
Mãe acolhimento superior a casas,
ai.......mãe,como definir?
Como definir algo que simplesmente se gosta?
Como definir aquela pessoa que nos sente em nós?
Como definir aquela pessoa: Mãe que tantos nos ama?
Como definir aquela pessoa: Mãe que tanto desespera por nós?
Respostas para quê?

Apenas sinto, sinto o amor;
aquele amor tão forte que me faz ficar seguro;
sinto-te tanto,
é tão dificil explicar inexplicavelmente o que se sente;
simplesmente sinto-te,
simplesmente te admiro,
simplesmente te gosto,
simplesmente te quero,
te quero na minha mente,
pois um dia a luz não irá brilhar mas eu irei
ter-te sempre no coração e no sentimento,
tu és eu e vice versa, somos parte um do outro
por isso nos sentimos, por isso nos amamos,
por isso é que basta sentir para entender;
por isso é que basta um olhar para perceber;
por tudo isto irei-te dizer-te que és A Mãe.

Mãe pode haver muitas....
mas nenhuma me ilumina como tu,
nenhuma me ajuda como tu,
nenhuma brinca como tu,
nenhuma ama-me como tu,
por tudo isto é que te adoro e tu sabes,
não vou desejar-te bom dia de mãe,
porque tu és maior que um dia,
mais iluminada que a noite,
por seres tão grande que te amo.


Autor : Carlos Cordoeiro.
(Poema feito no Dia Da Mãe - Maio 2013)

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Poema A Dor De Amar

A dor de amar é tanta,
que não vale nada,apenas só dor;
a dor de tanto sentir,
faz-me ficar doente;
a dor de querer ser amado
que nem cura tem, apenas eu mesmo
consigo esquecer;
tanto amor a dar e nenhum a receber
tanto carinho demonstrado e nenhuma retribuição.

Prefiro não sentir,em anestesia
nada sinto, apenas recordo;
as recordações posso apagar quando quiser;
não quero pensar no que não tive,
não quero pensar no que sonhei,
quero apenas viver automaticamente
não quero ver o meu amor há frente,
posso cometer loucuras, mesmo as mais bonitas;
prefiro imaginar, sempre imaginar
não quero arriscar, não quero tentar o inatigivel.

Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Apenas Amigos

Apenas amigos
são aqueles que deixam florir,
apenas amigos
são aqueles que falam por sentimentos,
apenas amigos
temos que ser
não quero ir do 8 ao 80,
não quero fingir nem imitar o que não sou.

Amigos,
são aqueles que nos gostam,
aqueles que nos admiram,
aqueles que nos fazem rir,
aqueles que não aguentam ver
a tristeza em nós, não aguentam.

Amigos são os que recordas sempre,
são os que gostas sempre,
são os que preservas,
são aqueles que tu sentes que te são próximos.

Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Que É Feito Do Homem

Que é feito do homem
que te prometeu tanto e pouco fez?
que é feito daquele homem
que tanto te jurou amar
mas sempre te fodeu constantemente?

Onde está o homem
que promete amar
e faz do amor uma banalidade?
está na tua vida,aquele cabrão
que te mete na merda constantemente.

Que é feito do homem
que se acha o melhor,
aquele que se eleva como D-us,
aquele que se supera negativamente,
sabes qual é o homem desejado?
aquele que não merece o teu olhar.

Que é feito do homem
que com 13 anos sonhas que é um principe,
com 20 anos já superaste o rídiculo.

Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema O Amor É Cego

Se tu soubesses
a exigência de te amar
deixavas-me ser sempre eu.

O amor é tão cego
quando queres saber demais,
o amor é tão cego
que não consigo pensar,
não consigo sentir,
não consigo perceber
tudo é-me estranho,
tudo é tão complicado.

O amor é cego!
sabes porquê?
porque todos se confundem;
porque todos se desfazem em boas açções,
porque todos são bons demais,
porque todos lutam tanto
por tão pouco.

Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Faz-me Voar

Fazes-me voar
quando penso que já tive
as asas que me fez voar
até ti, até ao amor.

Fazes-me voar
até aos sonhos
que me fazem voar mais alto.

As asas que eu tenho
são aquelas que me fazem
imaginar tudo que é bom,
tudo que é possivel,
tudo que é real,
tudo que eu consigo e posso amar.

As asas fizeram-me voar
até ao amor,
o amor de sentir-te tão próxima,
o amor de te querer,
o amor de te sentir,
o amor de te querer tão dentro
como a vida que tenho.

O nosso amor já voou,
o nosso amor já foi tão longe,
o nosso amor
já voou até ao interior,
esse interior é o nosso coração.

Autor : Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Poema Mais Forte Do Que Eu

Serei eu tão fraco
que nunca disse o que sinto;
serei eu tão frágil
que já me parti por dentro
antes de partir por fora;
serei eu tão medíocre
que não tento ajudar-me;
serei eu tão oculto
como o sentimento que não se vê;
serei eu tão forte
como a própria pedra terrestre;
mais forte do que eu
só mesmo as minhas palavras
só mesmo as minhas estrofes
que juntas modelam o que eu sou.

Mais forte do que eu
só o que eu escrevo para ti;
mais forte do que eu
só o que eu crio e que vem de dentro;
mais forte do que eu
só a lava que corre os rios quentes da Terra;
mais forte do que eu
só o animal maior que anda por aí;
mais forte do que eu
só as tempestades que limpam
até a alma mais suja;
mais forte do que eu
só a verdade que nunca te disse,
só a verdade que nunca viste,
só a verdade que nunca sentiste.

Autor : Carlos Cordoeiro.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Poema Todo O Coração É Negro

Todo o coração é negro
quando queres falar do que te mágoa,
todo o coração não perdoa
a mágoa que nos destroi até ficar osso,
todo o coração
quer explicação
mas o instinto não quer,
alguém diga se foi completamente feliz,
felicidade sonhada não existe.

Sabes o alivio
é não amar, em não querer partilhar,
o alivio é um remédio
um remédio sempre eficaz,
não quero amar o que não posso,
não quero querer o que está longe,
não quero imaginar quando não há sonhos.

Todo o amor é tão longiquo
como o tunel para outro lado,
todo o amor é sonhador,
como eu sonho dias melhores,
todo o amor é demasiado alto
mais alto que as montanhas do céu,
todo o amor é exigente
mais do que a própria vida,
ainda tenho que dar tanto de mim?
ainda tenho que me esforçar?
ainda tenho constantemente que te presentear?
ainda tenho que te beijar?
tanto trabalho, tanta exigência,
para isso mais vale nada fazer.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Poema Se As Aves

Se as aves
te dissessem
como fui até lá
saberias que não dá
para voar senão sonhar.

Se as asas tu tivesses
poderias ir mais longe
como eu fui até ti.

Se voasses para mim
poderiamos viver
só com sonhos, só com fantasia.

Autor : Carlos Cordoeiro

Poema Ias Pela Estrada Fora

Ias pela estrada fora
a tua saia preta abanava
com o vento,com o vento
esvoaça o teu cabelo loiro
que me deixa louco,louco.

Olhos azulados
boca sedosa
como o pano que te veste
um dia serei eu, um dia serei eu
um dia serei eu a estar contigo
sem o teu pano.

Diminuta a luz do sol
que incide num recanto que eu sonhei
para nós, para nós;
ai quem me dera poder dizer para nós
um dia serei eu, um dia serei eu
um dia serei eu a estar contigo
sem o teu pano.

ah não sei o que fazer
não sei o que fazer
não sei o que fazer
mas não te vou perder.

Autor : Carlos Cordoeiro
           

sexta-feira, 15 de março de 2013



Fotografia : Carlos Cordoeiro
Rede pesca
Março 2013

terça-feira, 12 de março de 2013

1ª Exposição Individual (9 Fevereiro - 2 Março 2013)

Carlos Cordoeiro
Semente / Seed
Aguarela / Watercolour
Março 2012 / March 2012

1º trabalho vendido na minha 1ª Exposição Individual que decorreu de 09 Fevereiro a 02 Março 2013.
Este trabalho foi comprado por uma Arquitecta (amiga da galerista).


A primeira exposição é sempre a primeira, mesmo que se mostre poucos trabalhos o que não foi o caso, visto que expus 23 trabalhos (desenho e pintura).
Pode parecer banal mas o facto de vender um trabalho que se chama Semente é no mínimo uma situação com a sua piada,no sentido, que foi o primeiro trabalho a ser vendido e a semente é algo que está a nascer, a desenvolver assim como eu no mundo da Arte.
Ao saber pela galerista o trabalho que eu vendi eu sorri, porque pensei:
"uau,vendi um trabalho,fixe!...mas chama-se semente...oh que fixe!"
Portanto esta relação de se chamar Semente e ser o primeiro trabalho vendido fez-me pensar nas coicidências....ou não!.
É claro que a partir desta Exposição Individual irão surgir outras tantas.......sim porque já tenho novas ideias, novos trabalhos, novos conceitos e brevemente poderei vir a expor.
Não digo mais nada!..........o resto é surpresa.

Carlos Cordoeiro.

Poema Se O Meu Coração Falasse

Se o meu coração falasse
diria tudo, sentiria tudo;
se ele falasse
gritava,chorava e também melancólico ficava;
mas
mas o que dizer
mas o que fazer
nestas alturas,nestes momentos
mas, não sei o que dizer nem o que sentir
mas um dia melhor irei ser mesmo eu
a gritar, a gemer e até mesmo morrer.

Se o meu coração falasse diria
tudo aquilo que ficou entalado,
mas também diria as verdades
e até mesmo o amor
mas
mas, o que dizer e o que fazer
agora que eu estou aqui sozinho.

O meu coração precisa de falar,
de falar o que está entupido;
ás vezes os sentimentos deviam desaparecer.

O meu coração falaria
se tivesse toda a liberdade,
o meu coração gritava,
se tivesse terreno para isso;
o meu coração explodia
se eu sentisse demais.

Se o meu coração falasse,
muita coisa saía cá para fora;
muita coisa era dita;
muita coisa era resolvida;
muitos problemas ficariam resolvidos;
preferia que o meu coração falasse
ó menos não tinha medo de dizer o que pensava;
ai meu santo coração
que me fazes sentir o que quero
nas alturas erradas.

Se o meu coração falasse,
já não necessitava de pintar;
já não necessitava de fotografar;
já não necessitava de escrever poemas;
todos os poemas amargos não sou eu que escrevo
é o meu coração através da caneta.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Poema Deito-me

Deito-me
deito-me até adormecer
até adormecer no dia que passou,
no que já não me interessa
no que é completamente banalizado.

Deito-me para esquecer
o triste banal dia que tive,
deito-me para me apagar
da vida que levo mecanicamente,
deito-me na esperança de acordar
novo e não triste,apagado;
deito-me na monotonia das conversas
aquelas que se ouve no autocarro,
deito-me sobre a escola que já passou
aquele dia que já foi;
deito-me nas banalidades noticiadas
nos jornais e televisão.

Deito-me nesta sociedade portuguesa
que já é toda falsificada e fotocopiada,
já nada parece nem é igual, já não há
o lado genuíno.

Deito-me com várias esperanças
com vários desejos, sonhos
descubro que  tudo é ficção
tal como a vida que levo.

Deito-me no que já não me interessa
naquilo que de repente se torna banal
deito-me nas realidades estúpidas;
deito-me no passado
mas quando acordo lembro-me sempre,
deito-me na natureza
que me fez brotar selvagem;
deito-me na longa viagem
que acaba quando acordo.

Ás vezes desejava não pensar
não sentir, não falar, não ouvir
apenas e só olhar,ó menos via
mas não sentia,nem nada dizia
oh o que eu desejo para eu apenas ser visão!

Ás vezes acordo a pensar
que tudo é tão triste e cinzento,
porque é que na infância tudo parece mais puro?
porque é que na infância tudo é simplificado?
oh...enfim,simplesmente coisas!

Um dia vou-me deitar
desejoso que o outro dia chegue
mas que seja novo e perfeito.

Autor : Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Poema Máquina

Todas as palavras
são tão indecisas;
todas as ações
são como que automaticamente,
feitas por moldes, são todas repetíveis;
sinto-me negativamente máquina;
tal como a máquina, todo o meu ciclo
é repetível,igual e monótono;
o meu corpo como máquina
está a enfurrejar, preciso tanto de óleo;
o meu corpo precisa de ter manutenção
precisa de novos parafusos,ligações;
se eu receber o gelo da frieza humana
simplesmente congelo, morro, fico petrificado;
vendo bem estou petrificado,sempre estive;
não vejo o óbvio, não sinto nada;
todo eu sou máquina descascada pelo tempo.

Vocês sabem,quando a máquina é descuidada
não funciona, não trabalha ou gira;
é assim, é assim que estou a parar,
estou a parar, eu sou caro, o meu arranjo é caro,
eu não quero parar mas vejo-me neste caminho
o caminho é baseado no brilho, no cintilar de novas energias;
eu necessito de brilhar, necessito de funcionar.

Sou uma máquina
que precisa constantemente de trabalhar
uma máquina que tem que ter outra versão
uma máquina que tem que ser mais potente.

Eu, enquanto máquina
preciso de novos líquidos industriais
preciso de novas fontes, novas ideias e até mesmo
novas verdades.

Autor: Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Poema Poeta

Oh o que é isto de ser poeta?
Há tanto tempo eu tento dizer o que é,
é só versos que escrevo,não tenho sentimentos falsos;
é só sentimentos que me fazem interiorizar;
é só palavras que me fazem sonhar;
oh ser poeta é tão dificil definir;
Querem que eu defina algo que não sei na totalidade?
Querem que eu defina o que eu não sei descrever?
Posso eu escrever o que eu não sei se é real ou imaginário?

Ser poeta pode ser tanta coisa,
tanta verdade,tanta mentira;
pode ser escrever uma realidade ou algo utópico,
pode ser um sentir irracionalmente
as palavras escrevo Poesia?
Sim, e daí?
Ah espera lá......acham mesmo que eu sei o que é ser poeta?
Eu apenas escrevo, apenas digo,apenas sinto;
Escrevo quase como que automaticamente.
Na verdade não faço como a ideia do filósofo em que na verdade
a minha verdadeira inspiração parte
no lado espotanêo, no lado automático, no lado sentido
ás vezes escrevo tanto como sinto,ás vezes escrevo sem dar conta,
todas as palavras simplesmente saiem, mas não as penso.

Ser poeta,
pode ser tanta coisa,
tanto me dizem eu não rimar
mas é preciso para se gostar?
não creio,sou longo, sou extenso na Poesia
para mim tudo bem, não esperem que eu meça a metro as palavras;
olhem para as doenças?
são extensas,são duradouras e no entanto muita gente as aceita
porque será então a minha poesia curta?
Eu escrevo até parar, escrevo até onde considero pertinente.

Autor : Carlos Cordoeiro.