quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Poema Caminho pela Estrada

Caminho pela estrada
onde é tudo tão forte e carregado
mas a chuva carrega mais e melhor;
a estrada é tão longínqua
que nem lhe sinto o fim
apenas o começo que já não me lembro;
caminho tanto
que já nem tenho calçado
mas pé que me chega para onde quero;
a estrada está toda pisada
mas não fui eu que a magoei
mas sim as pegadas erradas humanas;
o caminha já não é individual
já não há apenas um
mas vários a fazerem-se ao mesmo;
caminho tanto que já me sinto feliz
já lhe reconheço a realidade
já lhe conheço o sentido
já lhe conheço o rumo embora esteja perdido.


Caminho agora ali e aqui
mas não já vejo nem sinto
mas agora tudo é verdadeiro
mas agora já nem sinto nada;
caminho já para a vitória
do sabor pela caminhada refrescante.


Autor : Carlos Cordoeiro
(Data original do poema : 14 Janeiro 2015)

Poema Flores Nascem na Cabeça

Flores nascem na cabeça
agora tudo é colorido
agora tudo é Primavera;
tudo é tão mexido
tudo é tão dançante
que me sinto a ondular;
tudo é tão vibrante
tudo é tão sentido
que meu coração vibra;
flores por todo o lado perfumam
por todo o lado as flores espalham cores
constantemente elas refrescam o ar
elas estão a colorir toda a minha felicidade;
constantemente elas estão espalhadas
constantemente elas me dão alegria
que eu agora não preciso de amar tanto.


Flores nascem na minha cabeça
que eu agora posso amar
amar diferente e melhor
o melhor que antes foi cinzento sentimentalmente;
flores cobrem meu corpo
para ficar mais intenso
no amor e na textura do gosto;
deito-me na cama florida
onde encontro novos amores
novos sentidos, tudo já foi mau
agora é só amor como rosas vermelhas de campo.


Autor : Carlos Cordoeiro
(Data original do poema : 14 Janeiro 2015)

Poema Culpada

És a culpada da minha lágrima
agora serei um vulcão de sangue
sem cura possível que já não tenho ossos;
és a culpada do meu ar ser sufocante
da minha pele cair
dos meus olhos estarem cinzentos
tudo em mim agora é passado destruído no presente.


És a culpada no dia
em que não deixaste o beijo nascer
como as rosas do nosso jardim;
não te quero queimar
tuas palavras já o fizeram
mas a mim bem dentro do coração;
tu não podes,
tu não queres,
tu não dizes,
tudo está a incomodar-te constantemente.


Só eu mesmo senti bem no centro do teu coração
a palavra bomba,
o sentimento corrosivo,
o sentido doloroso,
fui eu que fiquei apagado de um amor feliz;
fui eu que fiquei nu
fui eu que tive sempre desamparado
mesmo quando dizes-me amar-me.


Autor : Carlos Cordoeiro
(Data original do poema :  5 Janeiro 2015)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Poema A Vida É Longe

A viagem é longa quando tudo
é tão rápido pelo pensamento
e lento na prática da existência;
a vida é sensivelmente detalhada
os pormenores, aquele essência
aquela essência está sempre lá mas não
posso dizer que está, não a vejo
mas sinto, sinto-me tanto com esta brisa de agora.


A vida é uma linha fina tão fina
que a linha é grossa
a vida é tão subtil que não lhe podes
tocar apenas sentir,
a vida corre-me tanto que eu próprio
me canso de viver mas não desisto;
vida tao plena
sinto-te agora mesmo
refrescante como cascatas
em constante queda para é vida animal.


Oh vida és tão forte
complexa, misteriosa, que nunca te descobri
mas já te senti
mas eu já mesmo te senti
és tão rápida e porquê?
Não tenhas tanta pressa.


Autor : Carlos Cordoeiro
(Data original do poema : Dezembro 2014)

Poema Palavras Gastas

Palavras gastas no jornal velho e sujo,
o dia já passou mas a página é mesma
as letras não passaram,
e as noticias são iguais e monótonas,
que até o tempo é mais apetecível;
palavras estão a negrito
outras de passagem que nem as lemos;
e algumas estão  em constante agitação
são as que lemos constantemente
são as mais doces à leitura mas
as mais dolorosas aos país e a cada um.


Palavras gastas corroem constantemente
que nem ficam na página
mas sim na vida de cada um;
palavras são tão usadas que naquele computador
já nem se sabe quais são quais
tal como o país onde estou;
estou numa página que não vejo
a letra é a marca dura que está lá
mas quero imagens e discursos
que os jornais não me dão na origem.


Tanta palavra que se gastou em vão
em dor, em falsidade, em ódio
mas ela continua chapada
para eu ficar marcar dolorosamente;
tanto que vejo
tanto que deixo escorrer
sem me preocupar se vai deixar sangue
como um crime  silencioso e sem provas.


Autor : Carlos Cordoeiro
(Data original do poema : 4 Janeiro 2015)

Poema Tristeza Portuguesa

Num país os barcos
na Descoberta foram os
primeiros a ir sem medo;
tantas tempestades, ventos
cuspiram a morte aos nossos
marinheiros bravos como espetos de rosas;
tanta obra fizemos lá fora
tanto conquistamos tanto projectamos
tanto comércio fizemos
fomos grandiosos em tanto nos Mundos;
nossos barcos perfuraram tanto
mas por vezes perfuraram nossos peitos
nem as cruzes santas salvaram;
nós tanto navegamos
tanto sentimos o vento do norte
como as brisas indesejáveis
como a penetração sanguinária das guerras;
fomos reduzidos a tão pouco pedaço de terra
fomos tão humilhados pelos Filipes,
fomos tão animais ao permitir a Inquisição,
fomos tao desgraçados e rasgados por nós mesmos,
mas até ao tempo do Barroco glorificamo-nos
tanto pelas praças mais linda de nosso país.


Tanto fomos longe através do Fado
tanto projectamos nossas vozes,
tanto fomos alto que até voamos,
que até a mágoa pareceu alegria,
ai tão negro anos passamos
tantas guerras, tantas mortes,
tanto silêncio que até matou
uma sociedade e as pessoas
que até choramos sangue e ossos;
tanta comida faltou,
tanta mágoa que ficou,
que corroem casas, famílias e mães;
bocas cozeram-se com dor de não poder falar
bocas choraram por palavras proibidas,
cartazes perderam o valor pelo lápis azul,
palavras que não foram até ao fim mas sim a  vida;
tanto pão comido
com lágrima, dor, mágoa e gemido,
tantos anos sem liberdade de expressão.


Após o 25 Abril de 1974
tudo está muito pior do que estava
então não ?
privatiza-se tudo como quem come pão,
compra-se submarinos como que brinquedos,
fala-se tipo peixeira na Assembleia,
promete-se muito mas por trás fazem figas como as crianças;
brinca-se ao Monopólio para ver quem fica com mais,
somos metade porque a outra metade é de vários países,
de caminho falamos só inglês, alemão e chinês,
enfim é uma pena somos tão estrangeiros agora,
somos tão dos outros,
que de caminho já nem Portugal somos.


Autor : Carlos Cordoeiro
(Data original do poema : 14 Dezembro 2014)

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Poema As Estrelas

As estrelas são tantas
como os beijos que te dou
de manhã, de tarde e à noite;
as estrelas são tão intensas
tão calmas, tão silenciosas
e no entanto estão cá de forma gritante;
elas calorosamente
iluminam meu tecto natural
e grandioso que vai muito
para além do meu pensamento.


As estrelas estão lá encima
e eu aqui tão abaixo,
elas tantas
e eu aqui tão sozinho
elas tanto brilho
e eu pareço  tanto apagado;
as estrelas são de todas as cores
eu vi e senti pelo calor do olhar
a elas que façam todas as noites.


Nem nas noites  frias de Inverno
deixo de as olhar por muito tempo
mesmo que a janela gele ou fique opaca
meu olhar irá sempre vê-las
porque o que eu quero é forte e acontece;
Nos dias longos como uma vela, no Verão
deixo-me levar pelos céus intensamente
pontilhados e brilhados por elas
e posso ficar sempre a vê-las até ao dia vir.


Elas estão sempre lá,
não questionam, não julgam, não reclamam
brilham para serem vistas,
elas estão sempre lá em todas as noites
nas noites do frio
nos dias do calor 
no meio dia do crime
no despedimento de todos que vão
nas viagens longas
nos desertos fatais africanos
estão lá mesmo sempre e nunca
nunca mesmo criticaram ao fugiram.






As estrelas continuam com o brilho
silencioso e incomodativo pelo enigmático
mas acalmam a mente mais aflita;
as estrelas estão na lagrima tão ácida
na tristeza tão triste de uma saudade recente;
estão naquela partida
na partida de corações despedaçados
e das vestes negras que estão lá;
elas presenciaram lá, tudo
e conseguiram calor,
não dizes nada, nem comentar
apenas estão lá há tento;
e nós humanos com tanta futilidade
com tanto materialismo e nunca
brilhamos com a simplicidade das estrelas.



Autor : Carlos Cordoeiro
(Data Original : Dezembro 2014)

Poema Agora Já Te Amo Mesmo

Agora já te amo mesmo,
agora já te consigo sentir,
agora já me conseguiste despertar,
o florescer sexual para ti;
agora tudo é tão perfeito,
tudo é tão sublime,
um simples tocar, um simples arrepio;
tudo em ti,
é directo e sem rodeios,
o corpo é esculpido,
pelas areias das praias nortenhas,
enfim o que dizer de uns olhos
tão secretos mas tão frontais que me despem?;
Oh desejos tão contínuos,
caricias tão sentidas,
beijos tão fortes,
desejos tão directos,
sim sim sim agora é que te amo tanto.


Oh tudo que me fazes sentir
arrepia-me por todo o lado,
é demasiadas intensidades nuas,
até um simples mordiscar de olhar:
ui tão forte, tão potente e concreto;
Quanto mais me exploras
mais te sinto corporalmente
sim afirmo e admito
que de facto és-me importante
eu amo-te mesmo
percebo isso agora, só agora.


Autor : Carlos Cordoeiro
(Data original do poema : 31 Outubro 2014)

Poema Dias de Outono

Ai estes dias de Outono que,
já chegaram e eu desfruto-os;
São tão apetecíveis como os
frutos mais doces que eu como gulosamente;
aquele amanhecer
com cores calorosas mas com
as brisas gélidas do que restou da noite.


Adoro tanto aquele momento
em que são sete da manhã
e sente-se aquele frio que
ainda sabe bem porque é o resto
do Verão;
depois o Sol vai-se erguendo e o
frio esse vai-se embora e volta
em grande de noite com possível
gotinhas que caiem delicadamente nos solos;
é nesta época
que o por-de-sol é intenso em cores
mas triste na intensidade dos frios;
e os pássaros
que timidamente piam entre as gotas
de orvalho nas folhas estaladas pela nevoa ou nevoeiro.


Oh e o Douro? Divino!
Cria-se um degradé tão perfeito
que parece uma aguarela de pincel real;
que laranjas tão quentes,
que castanhos confortáveis,
que vermelhos escaldantes,
são todas estas cores que me
fazem aquecer o espirito
entre os vales das vinhas
mesmo que esteja a chover


Autor : Carlos Cordoeiro.

A Filosofia na Assembleia

A Filosofia na Assembleia
(a Filosofia como um meio directo e complexo) para planificar uma sociedade com deficiências nas competências).





 Eu sei que cometi o erro de escrever algum que já existe há séculos, a Filosofia na Assembleia e sei que é arriscado falar-se  de algo que já há, mas pensemos que cada pessoa pode sempre tentar reformular e ajustar à realidade e porque não o mesmo tema mas um contexto diferente?
 É uma hipótese......obviamente que não quero fazer-me Filosofo até porque é complexo e não são torna Filosofia um argumento temporário simplesmente quero dar a minha opinião do possível , do que torna compreensível.
 Vou sim falar da Filosofia na Assembleia (Portuguesa) dos nossos dias.
 Curiosamente a sala onde os nossos deputados falam é majestosa, grande, imponente, não sei se isso é ou não propositado mas dá de forma ilusória um poder aos que lá falam, mesmo que  sejam assuntos desconsiderados, eles lá dialogam de forma calorosa, só falta montar uma barraca e começar a dizer: "ó freguês.....".
 Uma vez  que forçosamente obrigaram a comprar TDT (um serviço que supostamente iria melhorar a televisão e só piora com cortes de imagem em dias de temporal) vejo o canal ARTV (Assembleia Republica TV) e todos os dias dá para ver "debates" ou então assuntos por ordem de importância.....enfim coisas insignificantes.
 Em primeiro lugar acho que os deputados deveriam ter aulas de voz, etiqueta, argumento e ética...pela razão de que se eles têm um microfone à frente deles porque é que eles berram?
 A meu ver para haver uma coerência no discurso a voz deve ser plena, firme, coerente, e assertiva e não o oposto, porque independentemente de falar correctamente ou não eles não se ouvem, uns dizem uma determinada coisa e o outro diz o contrário, não há um fio condutor, eles ultimamente preferem-se atacar.
 Eu não vou negar, que adoro ver os debates mesmo daquele temas mais aborrecidos mas é interessante que toda a postura geral que transmitem exteriormente é como que estudada à priori e como tal deverá ser verdade eles transmitirem uma pseudo-segurança mesmo que não a tenham eles tentam transparecer uma figura confiante em termos  de postura e dialogo.
 A meu ver a postura não é tudo visto que muita gente quando fala, acidentalmente gesticulam grosseiramente e fala como tivesse  a cuspir palavras e nem tanto a argumentar.
 A Filosofia enquanto área interventiva seria perfeita para fazer novas mentalidades politicas, assim
 sempre haveria uma intelectualidade argumentativa perante uma Assembleia.
 A Assembleia acima de tudo deve ser um espaço de reflexão coerente onde cada um, deve tentar refletir o seu papel na sociedade em questões de mudança no sentido prático, e saber quais as questões prioritárias fazendo com que o secundário não tenha tanta importância para que assim possa-se  de forma ordenada fazer o planeamento civil da sociedade em causa.
 A Grécia Antiga (ou melhor a Cultura Clássica) de origem na Grécia fundou de forma inovadora a Assembleia, é obvio que ao longo de tantos séculos foi-se adaptando ás sociedades de todo o Mundo, mas por mais que se tente ignorar e ocultar a verdade é que a essência da Assembleia perdeu-se e a prova viva disso é os deputados mandarem bocas uns aos outros como ataques a partidos se tratasse.
 Enfim os corruptos deste país conseguem destruir tudo de bom neste país nada escapa nem mesmo àqueles que ainda vão nascer, de caminho até um óvulo ou espermatozoide terá que pagar algo por existir naturalmente.

Autor : Carlos Cordoeiro.

Política Portuguesa (Opinião)

 Adoro as marchas políticas  que se faz em várias cidades de Portugal mesmo lá fora e toda a teatralidade da questão em que não se mede até que ponto pode ir o ridículo da questão.
 Claro que cada Partido deve expressar os seus argumentos perante a população portuguesa e isso é um direito de quem está envolvido mas porquê fazê-lo de forma tão pomposa, teatral e até mesmo conflituosa na medida em que se agridem verbalmente uns aos outros?
 Na Assembleia local onde se deveria discutir os assuntos prioritários ao país acaba-se por fazer uma "peixeirada" elegante visto que são pessoas que não gostam de descer muito baixo no que toca a expressar a opinião, não digo fazer-se uma política séria sem nada de  especial mas também cair na estupidez de atacar uns aos outros sem algumas regras é um pouco estranho.
 Considero importante que cada cidadão português tenha uma opinião firme na medida em que saiba seguramente as suas convicções politicas para mais tarde saber como votar de forma responsável.
 Cada um tem a sua escolha, o seu espaço, a sua opinião, mas se uma pessoa nos faz mal socialmente e não voltaremos a votar nela fará sentido?
É justo as pessoas idosas não merecerem uma reforma justa? Depois do tanto que trabalharam? É justo e humano estas idosas e idosos gastarem dinheiro todo ou quase todo da reforma em medicamentos? Tem algum nexo?
 Sinceramente considero que estamos perante um problema social maior do que estamos a imaginar, ou seja,  até que ponto as pessoas têm a perceção das situações vividas? Até que ponto os cidadãos portugueses tem a consciência das coisas?
 É verdade que ao reclamarmos, estamos a "abalar" as estruturas da corrupção mas ela tem cair não basta abanar.
 É triste ver tudo isto, porque até 25 Abril 1974 lutamos pela LIBERDADE, pela DEMOCRACIA, pelo RESPEITO, pela DIGNIDADE, pela TRADIÇÃO, pelo AMOR, pela PAZ, pelo EMPREGO, pela HONRA, e actualmente está tudo perdido, tudo arruinado, tudo incendiado pelas palavras e actos dos políticos actuais.
 Os debates televisivos, na minha opinião, não servem de muito continuo a achar e dizer que acho que todos os políticos deveriam ir para a rua e ir falar com as pessoas, com as pessoas que pagam contas da água, luz, alimentação, finanças etc....enfim a realidade é nas ruas e não nas Televisões ou novelas.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Poema Meu Coração

Poema Meu Coração


Meu coração é demasiado intenso mais que um grão de café,
Meu coração sangra tanto que o meu sangue já é maior que o meu corpo,
Meu coração ama com tanta dificuldade que ainda não está apetecível,
Meu coração dificilmente consegue suportar amores utópicos mas que são sonhados,
Meu coração agora sangra por ti meu amor,
Meu coração está exposto na parte mais alta da Cidade.

Autor : Carlos Cordoeiro.

domingo, 14 de junho de 2015

Poema Sem Ti......

Poema Sem Ti


Sem ti a dor continuava
muito mais que agora
que é apenas uma brisa
que vai me fustigando
como vês no mar ou na terra;
Sem ti o amor seria mais
de saudade e não tanto uma realidade
que eu podesse acreditar
muito menos confiar;
Sem ti quantas viagens
teria que fazer? Não irei encontrar algo
tão prolongado como tu num segundo;
Sem ti o que faria?
neste momento tudo é tão mau para contigo, que eu amo apenas
o teu silêncio, já não dizes nada
agora somos sombras um para o outro;
Sem ti algo seria tudo,
Sem ti algo seria nada,
Sem ti o bom seria mau,
Sem ti o beijo seria podridão
já não temos aquele amor, aquele momento.


Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Cantor António Zambujo (tributo)

Poema Cantor António Zambujo (tributo)


Nunca é tarde para amar
nunca é tarde para te escolher
por isso agora te escuto
por isso agora te respeito;
Nunca será do meu agrado te perder
nem tão pouco te esquecer;
Não é do meu agrado
muito menos tentado
deixar-te assim escapar;
Nada do que dizes é perfeito
mas agora sim
percebo pois estás no meu peito;
agora o meu coração está melhor
porque o nosso eterno amor
é cada vez maior;
Se o Fado nosso é a tristeza
então porque não podemos
tentar algo que não nos enfureca;
Agora pode ser diferente o destino
sem sofrer tanto por ti
que agora já,por amor, tenho tino;
Agora posso não sentir
o nosso amor
nós temos que partir
e dividir o que já não é de cada um;
Cada momento que vai passando
eu em partes me vou sentindo
tudo ou não que vai andando
e que tento não esquecer
apenas recordar o nosso amor
que já foi tanto mesmo depois da dor.


Autor : Carlos Cordoeiro.

sábado, 13 de junho de 2015

Poema Palavras tão sentidas


Palavras tão sentidas que a
minha caneta desfaz-se em manchas;
Palavras tão más
e tão doridas
que borrei o desenho todo;
palavras incertas
que no meu traço
não se definem nem se vêem
apenas sinto com tanta mágoa;
choro tanto, lágrimas inundadas
que a folha fica ondulada
e o desenho indefinido
como o nosso amor de agora supostamente;
parti tudo, lixei tudo
como fiz ao carvão
que defenia o teu lado mais escuro;
tudo é demasiado intenso
tua boca é tão sedosa
como o pastel seco;
com os fios do teu cabelo
podia tecer
algo que nos protegesse
do vapor da laca;
Agora estou à espera que te tornes
algo definido, algo concreto,
algo estranho, algo apetecível, algo tão bom,
algo delicioso, algo carnal como o Desenho
Meu Amor.


Autor : Carlos Cordoeiro.






segunda-feira, 27 de abril de 2015

Poema Estás.......

Estás aonde? como? e com quem?
posso eu confiar?
posso eu dizer-te o que sinto?
posso eu confiar? posso eu amar-te à mesma?
Estás aonde ? não te vejo apenas te imagino
estás com quem? vejo-te com pessoas mas não sei quem são;
Estás num mundo que parece não ser identico ao meu,
estás num mundo demasiado caprichoso que nem eu percebo,
Estás agora comigo
mas amanhã podes ir para outras pessoas
não me importo desde que não me deixes defitivamente;
estás como?
bem? mal? ou definitivamente doente por não me teres como o teu amor?
Sim, eu sei que te marco, que te movo, que te provoco, mas agora é diferente.


Estás perto?
Fixe podemos amar mais e melhor,
sem mais ninguém;
podemos estar em qualquer lado, em qualquer momento
por mim tanto dá desde que não seja a pares;
Estás com alguém?
Ok, sou ciumento mas passo á frente a sério,
eu consigo, eu posso, e quero não te massacrar;
Confia em mim
que isto irá passar é apenas uma fase, um momento, uma crise
como a do país, só que eu amo-te demais e tu a mim,
logo vamos os dois ficar juntos.


Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Jardim

Jardim é o que tu és para mim
mesmo quando é Inverno.


Jardim é o que tu és quando nos amamos,
quando nos beijamos, quando namoramos
somos autênticas flores do campo
que se deixam levar pelo vento, pela brisa
e pelo sol que nos deixa adormecer de Amor.


Jardim é os sentimentos demasiado despertados
que tenho por ti constantemente e loucamente
e sem controlo;
tu és a minha rosa? não isso é demasiado cliché
prefiro que sejas a minha tulipa ou malmequer
não é tão vulgar, para mim és diferente,
por isso amo-te por isso e por seres demasiada intensa
por isso afasta o resto indesejável.


Jardim é todos aqueles sentimentos
que temos um pelo outro
loucamente incontroláveis,
tu és o meu prado em que me deito,
para melhor te sentir e gostar.


Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Amanhã

Amanhã serás algo que desejo com amor e ternura,
amanhã serás algo que eu imagino com beleza,
amanhã serás algo que eu nunca quis mas desejo agora,
amanhã serás o meu futuro beijo mas rápido
para ficar marcado, na memória ou no coração;
amanhã
serás um desejo  que nunca tive
um desejo apetecível, algo que se pode concretizar;
amanhã serás um amor impossível
cheio de sentimentos mas com poucas palavras
é assim que te quero apenas a sentir.


Amanhã seremos dois em um como os iogurtes
ou os medicamentos que de solução rápida;
amanhã seremos apenas um
como uma escultura contínua
num jardim perdido onde o amor será eterno;
Amanhã será aquele dia
que posso desejar-te e amar-te tanto
que nos iremos amar eternamente;
Amanhã podemos separar
como os melhores fizeram;
amanhã podemos chorar
como as guerras perdidas;
Amanhã podemos nem amar, nem sentir, nem beijar
mas podemos apenas ver
nem que seja de longe o que já fomos
mas em fotos, em recordações, em memórias que agora se perdem
numa pequena fracção musical ou paisagistica;
Amanhã ainda te vou amar
como te amei desde do primeiro dia em que tu eras como o Sol,
quente, apetícel, intensa,
mas agora irei dar-te tempo
iremos falar mais longo, amar-te-ei constantemente não duvides
por isso é que te escrevo agora e sempre.

Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Amar-te

Amar-te pode ser uma constante dor
mesmo quando não estás lá;
amar-te pode ser um sonho
mesmo que esteja acordado
mas a dormir em ti;
amar-te pode ser tanto para mim
que nem te vejo bem
mas sinto-te;
amar-te é não te ver constantemente
mas também sonhar-te como algum melhor
algum que vou conquistando
com a imaginação e o corpo.

Amar-te é pior que o azar
nunca posso esperar o certo
nem o errado,
és pior que o enigma de uma pintura;
amar-te significa não sei muito bem o quê
por isso é que te adoro
por isso é que te quero beijar
por isso é que te amar-te
por isso é que te desejar
mas tudo isto é tão sonhador
e irreal que até escrevo na tentativa de tu leres.


Autor : Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Poemas As Estrelas

As estrelas são tantas
como os beijos que te dou
de manhã, de tarde e á noite;
as estrelas são tão intenas
tão calmas, tão silenciosas
e no entanto estão cá de forma gritante;
elas calorosamente
iluminam meu tecto natural
e grandioso que vai muito
fala além do meu pensamento.


As estrelas estão lá encima
e eu aqui tão abaixo,
elas tantas
e eu aqui tºao sozingho,
elas tanto brilham
e eu pareco tanto apagado;
as estrelas são de todas as cores
eu vi e senti pelo calor do olhar
a elas que façam todas as noites.


Nem nas noites frias do Inverno
deixo de as olhar por muito tempo
mesmo que a janela gele, ou fique opaca
meu olhar irá sempre vê-las
porque o que eu quero é forte e acontece;
Nos dias longos como uma vela, no Verão
deixo-me levar pelos céus intensamente
pontilhados e brilhados por elas
e posso ficar sempre a vê-las até o dia vir.


Elas estão sempre lá,
não questionam, não julgam, não reclamam
brilham para serem vistas;
elas estão sempre lá em todas as noites
nas noites de frio,
nos dias de calor,
no meio dia do crime,
no despedimento de todos que vão,
nas viagens longas,
nos desertos fatais africanos,
estão lá mesmo sempre e nunca
nunca mesmo criticaram ou fugiram.


As estrelas continuam com o brilho
silencioso e incomodativo pelo enigmático
mas acalmam a mente mais aflita,
as estrelas estão na lágrima tão ácida
na tristeza tão triste de uma saudade recente;
estão naquela partida
na partida de corações despedaçados
e das vestes negras que estão lá,
elas presenciaram lá tudo
e conseguiram calar,
não dizem nada, nada nem comentam
apenas estão lá há tanto
e nós humanos com tanta futilidade
com tanta materialismo e nunca
brilhamos com a simplicidade das estrelas.


Autor: Carlos Cordoeiro.

Poema Agora Já Te Amo Mesmo

Agora já te amo mesmo
agora te consigo sentir,
agora já me conseguiste despertar
o florescer sexual para ti;
agora tudo é perfeito
tudo é tão sublime
um simples tocar, um simples arrepio;
tudo em ti
é directo e sem rodeios,
o corpo é esculpido
pelas areias das praias nortenhas
enfim o que dizer de uns olhos
tão secretos mas tão frontais que me despem?
Oh desejos tão continuos
caricias tão sentidas,
beijos tão fortes
desejos tão directos
sim sim sim agora é que te amo tanto.


Oh tudo que me fazes sentir
arrepia-me por todo o lado
é demasiadas intensidades nuas,
até um simples mordiscar de olhar:
ui tão forte, tão potente e concreto;
Quanto mais me exploras
mais te sinto corporalmente
sim afirmo e admito
que de facto és-me importante
eu amo-te mesmo
percebo isso agora, só agora.


Autor: Carlos Cordoeiro.

Poema Dias de Outono

Ai estes dias de Outono que
já  chegaram e eu desfruto-os;
São tão apetecíveis como os
frutos mais doces  que eu como gulosamente;
aquele amanhecer
com cores calorosas mas com
as brisas gélidas do que restou de noite.


Adoro tanto aquele momento
em que são sete de manhã,
e sente-se aquele frio que
ainda sabe bem porque é o resto
do Verão,
depois o Sol vai-se ergendo e o
frio esse vai-se embora e volta
em grande de noite com possível
gotinhas que caiem delicadamente nos solos;
é nesta época,
que o pôr-de-sol é intenso em cores
mas triste na intensidade dos frios;
e os pássaros
que timidamente piam entre as gotas
de orvalhos nas folhas estaladas pela névoa ou nevoeiro.


Oh e no Douro? Divino!
Cria-se um degradé perfeito
que parece uma aguarela do pincel real;
que laranjas tão quentes,
que castanhos confortáveis,
que vermelhos escaldantes,
são todas estas cores que me
fazerm esquecer o espirito
entre os vales das vinhas
mesmo que esteja a chover.

Autor: Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Ed Alleyne Johnson - Oxford Suite Pt. 1 (CD version from Purple Electric Violin Concerto)

https://www.youtube.com/watch?v=bhLIlHvRqKQ&list=RDbhLIlHvRqKQ#t=1


Com esta chuva sabe bem ouvir esta música.
E para vos saudar partilho um poema meu:

Ai que mágoa tão grande
que me faz chorar por ti;
que me faz gritar pela tua falta;
que me faz emocionar pela musica em comum;
que me faz não dormir;
que me faz deixar-te um bilhete;
que me faz ter a rotina igual quando éramos nós namorados;
que me faz adormecer no amor que acabou;
porque tu me deixaste;
por eu ser o poeta da verdade.

Reeditado
Autor: Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Poema Novas Luzes, Novas Amizades

Novas amizades surgem
novas luzes também me esclarecerem
para novas amizades
ter, como tenho já há algum tempo.


Podemos não ser namorados
mas somos os melhores
quando nos falamos,
quando nos rimos e até quando aparvalhamos;
podemos ter ideais diferentes
mas debatemos;
podemos ter ideais religiosos diferentes
mas tentamos compreender;
podemos chatear-nos tanto ao ponto
de ficarmos muito sem nos falar
oh mas não aguentamos muito disto
adoramos falar de 1 hora para cima;
somos tão tolos
falamos um pouco de tudo e de nada,
falamos de banalidade do banal
aparvalhamos a parvoíce;
somos cúmplices e confessamos os nossos medos,
receios, sustos, chatices, enfim o dia que corre;
somos tão parvos
e ridículos quando não há argumentos
um para o outro;
ai ai ai que praguejamos tanto
não temos as mesmas opiniões
não temos as mesmas formações
mas faíscamos tanto que somos pior
que lenha estalada pelo fogo.


A nossa amizade
é tão infinita que não se vê,
um fim prepositado;
a nossa amizade
é tão viva e intensa
que todos  os dias nos falarmos;
a nossa amizade é tão verdadeira
mais  do que a justiça
dos tribunais corruptos;
ai que me sinto tão bem
gosto tanto de te falar
é-me uma necessidade;
erramos? tantas vezes
mas a amizade é tudo isto-
errar, estar mal, não concordar, zangar,
enfim mas gosto de ti mesmo com os nossos defeitos.


Nenhum amor, nem amizade
são completamente verdadeiros
sem alguma discussão
sem algum insulto e até ferimento;
qualquer amizade
tem tanto  de bom como mau
assim como num amor
suposto verdadeiro
também há falhanços:
já lhe prometi tanto.


Já lhe prometi a minha amizade
até que um parta para novas luzes
que não são terrestres mas divinas;
já lhe jurei a minha eterna amizade
como um casal jura amor
a vida inteira até ao último segundo;
já lhe disse que a adorava
porque é a verdade e porque não me vejo
sem ela mesmo com todos os defeitos e qualidades;
adoro-a como amiga, adoro-a por ser tanto para mim
mesmo que por vezes eu
ou ela não estejamos nos melhores dias.


A ti te dedico Amiga.......

Autor : Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Templo (desenho)



Carlos Cordoeiro
Planta de um Templo
Junho 2014.

Este desenho foi fortemente inspirado nas plantas dos edifícios do Renascimento Italiano mais propriamente do século XVI (ano 1513) da planta de S.Pedro de Bramante / Peruzzi.
Mas o que me levou a desenhar isto foi de por á prova a mim mesmo, tentar fazer uma planta que é complexa.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Poema Maravilhosa Criatura

Maravilhosa criatura
que os meus olhos contemplam
que o meu nariz consegue sentir de longe
e meus lábios conseguem tocar;
Maravilhosa criatura
que vamos andar até ao infinito
que faz-me sentir tanto por tão pouco,
que me faz arrepiar-me como que um gato zangado;
Maravilhosa criatura
que me deixa sem jeito,
que me deixa como que desperto para novas sensações,
para novos sentimentos cheios de luzes e brilhos.


Maravilhosa criatura
que me fazes elevar como um sol,
que me fazes brilhar como as estrelas,
que me fazes ser forte como o animal;
que me fazes ser energético
como a água que corre fortemente
pelas montanhas brilhantes que meus olhos podem admirar.


Autor : Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Poema Melhores Amigos

Podemos ser os melhores amigos certo?


Não temos que jurar nada
para sermos os melhores amigos;
não temos que trocar cartas
para sabermos como somos;
não temos que sair sempre
para sentir se estamos os três bens;
não temos que fazer um "pacto"
para sermos amigos para sempre
apenas temos que deixar correr
o que é bom e natural: a nossa amizade.


A nossa amizade é tão simples
que os outros têm inveja;
a nossa amizade é tão própria
que não há de maneira alguma outra igual;
a nossa amizade é tão duradoura
que dura desde muito tempo,
não sei mesmo desde que ano especificamente;
a nossa amizade é tão grande
que andamos kilometros  só para passear;
a nossa amizade é tão gulosa
que vamos a um café especifico comer os doces
mais doces da doçaria do Porto;
a nossa amizade é tão forte
que combinamos saídas com muita antecedência;
a amizade é tudo isto e muito mais.


A amizade é rir
por tudo e por nada que se vê e se sente;
é dizer tanta parvoíce
sem sentido
sem beleza
sem alguma lógica em termos de diálogo;
a amizade
é rir em todo o lado
na escola,no metro,na rua,
e até mesmo cantar aos berros "trolololool".


A amizade que é de facto verdadeira não precisa
de coisas que provem isso mesmo: a genuinidade;
a amizade que é de facto divertida
não é preciso que se esteja a rir sempre;
a amizade é algo tão poderoso e verdadeiro
quando é realmente verdadeira entre as pessoas;
a amizade é quase como que o amor
mas de forma estranha e diferente;
na amizade é tudo natural
como os iogurtes;
na amizade tudo é tão verdadeiro
como aquilo que sinto por eles: carinho.



Autor : Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Poema A Manhã Já Não É a Mesma

A manhã já não é a mesma
pois tu não estás como d'antes;
a manhã é diferente
quando não me acordas;
a manhã é estranha e esquisita
quando não mostras o teu amor;
a manhã é secante e demorada
quando tens que estar e não estás;
a manhã já não é a mesma
quando o sol não aquece;
a manhã é diferente
se a rotina também o for;
a manhã é intensa
quando nos beijamos;
a manhã é diferente
se quiseres fazer algo invulgar.


Autor : Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Al Caza di Rosis (desenho)



Carlos Cordoeiro
Al Caza di RosisAquareli en folha a4
Mayo 2014.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Las Kákitas



Carlos Cordoeiro
Las Kákitas
Maio 2014


Carlos Cordoeiro
La Kákita (madre) está num lago 
a beber água de noite, ao luar.
Maio 2014.


La Kákita (hija) caminha por uma paisagem
e avista um lago com vários montanhas.
Maio 2014.



Carlos Cordoeiro
La Kákita (padre) dormindo num tapete de lã
tanto ou maior que ele.
Maio 2014.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Poema Liberdade (25 Abril)

Não, não fui do tempo do silêncio,
não fui do tempo das guerras,
do sangue injustamente derramado,
dos corpos perdidos pela mata africana,
pelas bombas todos os dias lançadas,
nem tão pouco as torturas nas frias paredes de um sítio vazio;
não fui expulso do nada,
não fui preso por valores positivos clandestinos,
não falei contra ou a favor em cafés sobre alguém,
não pus fogo a sítios que eram ameaça para alguém ou algum,
não ouvi "dispersar" da policia,
não levei com jactos de água em manifestações,
não tive os meus textos censurados pelo lápis azul,
não chorei a dor e a mágoa de ver um filho a partir
para a guerra ou morte;
não chorei pela raiva de não poder falar;
não chorei por dias cinzentos mesmo quando havia sol,
não chorei pelas mortes,não me tornei negro
como os os outros eram todos os dias;
não era hipócrita e filho da puta
como aqueles da mesma família que chibavam-se;
não causei sofrimento a ninguém;
aguentei tudo mas mesmo tudo,
tive que aguentar,calar apenas viver;
depois de tudo isto acontecer e a liberdade surgir
chorei,ri gritei e até cantei num misto de alegria e alívio.



Outros valores ressurgiram,
outros sentimentos renasceram;
os edifícios cresceram como cogumelos,
tornamos-nos grandes, como nos Descobrimentos;
os olhos d´Os Capitães de Abril brilharam,
conquistaram a liberdade merecida à muito;
até a natureza renasceu e tornou-se maior,
tudo tornou-se a cores, com cravos e outras coisas;
Portugal conseguiu renascer.


Portugal estava renascido como teve
noutros anos que ser;
Agora
Agora onde estão os valores da liberdade?
Onde está o respeito pelo povo?
Onde está o respeito pelos Capitães de Abril?
Onde está o respeito pela Democracia?
Onde está o respeito pelo preço ao trabalhador?
Onde está a consciencialização da actualidade?.


A assembleia é como uma mega sanita,
cheia de merda que está lá há anos,
esqueceram de puxar a água para haver renovação,
e vir outras caganitas piores que as anteriores;
a sanita deve ser retirada e incendiada
em praça pública e o papel também,
as palavras devem ser corroídas
com o ácido mais ácido;
é tão cliché a actualidade,
expludam as Finanças,
expludam os Ministérios,
expludam os Tribunais,
incendeiem o dinheiro europeu,
incendeiem a papelada a assinar,
incendeiem a impureza;
incendeiem as casas Ministras;
expludam todo o conformismo,
expludam toda a escrita profana,
incendeiem a politica,
começar do 0 mas sem merda,
haja uma nova revolução
para deitar abaixo esta ditadura escondida
e disfarçada como o povo não a visse.


Autor: Carlos Cordoeiro.

Poema Obrigado

Obrigado por seres diferente
por seres a invulgaridade dos meus dias;
obrigado
por seres o meu sol
mesmo nos dias de tempestades;
obrigado
por me iluminares
mesmo nos caminhos que pareciam negros;
obrigado
por não me deixares ir abaixo, num quarto,
obrigado por não me deixares deprimir na minha existência.


Obrigado por ser aquilo que eu desejava
mesmo que de forma inconsciente e indirecta;
obrigado por seres compreensiva
já que não o sou comigo mesmo quanto estou noutra dimensão;
obrigado por me fazeres tão ou mais feliz que uma criança;
obrigado por me dares o incondicional do momento;
obrigado por seres o meu abrigo nocturno;
obrigado por partilhares parte de ti através das caricias;
obrigado por me abraçares e amar incondicionalmente;
obrigado por seres o fogo acesso eterno;
obrigado por seres a minha musa;
constante, incansável,tornas-me melhor;
obrigado pelo teu cabelo ser lã,
obrigado pelos teus lábios serem seda,
e o teu corpo ser tão fresco como linho;
obrigado por seres atrevida nos toques
provocatórios e intensos que me fazem arrepiar.


Obrigado por tornas-te principal
de fazeres do nosso amor um belo perfume;
obrigado pelo nosso momento,
obrigado pelos risos partilhados,
obrigado pelos momentos da noite,
obrigado pelos beijos roubados,
obrigado pelo acordar junto a ti com a luz do sol
a incidir-nos como pardais numa árvores;
obrigado por me amares
e eu a ti, eternamente.


Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Sou Uma Gaivota

Sou uma gaivota
que voa pelos céus
mas por paisagens que não quer ver;
voo tão alto
para que o está abaixo
se torne supérfluo.


Sou uma gaivota
que se torna grandiosa
quando tem que voar
mesmo quando as forças faltam;
quando estás lá em cima
alguém te faz descer abruptamente
ficas sem ar mas tens que voar na mesma;
sabes que cá em baixo
é tudo tão banal, supérfluo
por isso necessitas de uma via livre
nem que seja falsa, mas por segundos faz-te sentir bem.


Quando estás cá
todos te querem agarrar
pelo que és pelo que tens;
todos te querem manipular
para uma sociedade adormecida
da banalidade e indiferenças;
quando és o melhor
todos fazem tudo para seres 0;
quando és o mais rico
todos te cobiçam a nota mas não o valor
humano ou de amizade;
quando és especial
tentam apagar-te;
quando és grande na sociedade
todos tentam abafar-te enquanto pilar;
perante isto não é melhor voar?
não é melhor voar com a mente?
sim vou voar tão alto
tão alto que vou ver a forma
mas não o conteúdo.


Sou gaivota
desde que nasci
e não aceitava tudo que via;
sou gaivota
desde que tive que voar constantemente
para as armadilhas não me apanharem;
sou gaivota
visto que tenho liberdade mesmo que seja só em pensamento;
sou gaivota
visto que tenho que sonhar
para a realidade não me atormentar.


As minhas asas são úteis
para voar,
para voar para lugares onde
não há a maldade dos homens;
as asas automaticamente
levam-me para o invulgar,
isto torna-me mais feliz.


Estou farto,farto
de ter que haver constantes motivos
para voar para fora;
estou farto de desgastar as minhas penas
por animais que são lixo;
se fosse abutre
tinha nojo de os comer;
desgasto-me tanto
por tão pouco era necessário?
Claro que não.


Orgulho-me de ser gaivota
assim voo sempre que quiser;
orgulho-me de ser gaivota
assim não ouço na totalidade;
orgulho-me de ser gaivota
assim não me sujeito a tudo;
orgulho-me de ser gaivota
para poder gritar a revolta;
orgulho-me de ser gaivota
por estar tão alto e os piores animais
na terra suja e banalizada.


Autor: Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Poema Como Posso Avançar

Como posso avançar
se o caminho é incerto?

Como posso avançar
se por vezes tudo é tão obscuro?
como posso avançar
se a estrada não tem sinalização?
como posso avançar
se ás vezes é tudo proibido?
como posso avançar
se ás vezes as máquinas param?
como posso avançar
se os dias por vezes são curtos?
como posso avançar
se estiver cego nos caminhos mais difíceis?.


Seria demasiado fácil
se tudo fosse descodificado;
seria tão banal se fosse fácil
o que nunca será : viver;
seria tudo tão prático e imortal
senão houvesse limitações;
seria tão sonhador
se a ingenuidade se mantivesse,
mas nem elas ficam assim para
sempre, não mesmo;
o crescimento é assustador
é para o abismo futuramente;
a fala é o motor
uma palavra muda tudo;
a sociedade é demasiado amarga
precisa de açúcar da verdade e bondade;
como posso avançar
se cada um é impuro?
se cada um não se respeita a si mesmo?
se cada um é ganancioso?
se cada um é injusto?
só temos um vida e um mundo.


Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Dar Importância

Vejo-te constantemente
mesmo quando não quero;
mesmo nos sítios impossíveis
está lá mesmo eu não querendo;
vejo-te nos supermercados
mesmo que nada compres;
vejo-te no metro
mesmo que não vás trabalhar;
vejo-te em todo o lado
és omnipresente, mas não és Deus.


Mesmo estando a dormir
tu até em sonhos apareces;
mesmo estando a escrever
tu apareces como agora mesmo;
mesmo estando a comer
apareces subitamente e eu não te posso esquecer;
mesmo quando estou melancólico,
triste,zangado,lixado,mal disposto e o oposto,
tu apareces lá sempre,obrigado Poesia.


Obrigado Poesia por inevitavelmente
apareças para me ajudares  como que automaticamente;
obrigado por seres tão trágica,
obrigado por seres tão sincera,
obrigado por seres tão forte,
obrigado por não seres convencional,
obrigado por não seres rimada, gosto de ti completamente diferente.


Obrigado por existires em mim
desde de 2001
obrigado por seres a minha libertação
desde sempre sem nada em troca pedires.


Autor : Carlos Cordoeiro.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Poema No Comboio

Não sei em que paragem entrou
mas já olho para ela;
não sei como se chama
mas isso agora não importa muito;
não sei em que escola estuda
mas isso é irrelevante face à sua beleza.


Ia no comboio com a minha mãe
sussurrei-lhe que a jovem era bonita;
ela trincava delicadamente uma bolacha
e docemente eu olhava para os lábios suaves
enquanto admirava-a e sonhava também;
era calma mas ao mesmo tempo intrigante;
era jovem mas ao mesmo tempo adulta;
era tão simples mas ao mesmo tempo vistosa.


De seguida admirei mais e melhor a boca,
os olhos e nariz são particularmente belos;
ela estava indiferente aos olhares julgo,
mas eu olhei atentamente a cor dos olhos
eram castanhos doces como chocolate.


Já viram?
Nada me é e eu já falo dela como falo;
não tenho culpa da beleza aparecer à minha beira;
não tenho culpa de os meus olhos olharem o melhor;
não tenho culpa de ela ser doce visualmente;
mas não olhei tipo cão
ia olhando como que brincar às escondidas.


Depois saímos na mesma paragem
foi de metro e eu a pé;
foi, talvez, o último adeus visual
mas ficou-me na memória por ser simples
mas arrebatadora;
espero vê-la uma vez ou outra.


Autor : Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 6 de março de 2014

IntenseEROS (draw)



                                                    Carlos Cordoeiro
                                                                    ItenseEROS
                                                                    Março 2014

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Poema Por Ti / For You Poem

É por ti
que eu faço tanto
que não me canso;
é por ti
que me deito tarde
mas antes dei-te todo o amor;
foi por ti
que escrevi tantos poemas
com palavras incertas mas belas.

Arranjei o nosso quarto
cobri a cama de pétalas
flores numa jarra,
aperitivos perto da janela,
mas ainda não te tinha como amor
nas não desisti do cenário.

Enquanto o cenário se mantinha
tentava-te beijar,
tentava-te abraçar, tentava tudo;
tentava levar-te aos jardins,
tentava levar-te aos cafés
e tu foste caindo nas minhas graças;
tu foste ao teu jeito
gostando de mim.

Agora já somos amigos
mas quero tentar mais;
sinto mais do que uma amizade;
sinto tudo floreado à nossa volta,
sinto tudo entre nós,
sinto tudo intenso nas palavras
como o fogo que arde entre nós por amor.

O cenário agora é outro;
já te tinha beijado e tu sorriste;
já te tinha tocado e tu deixaste;
agora tenho que pedir timidamente
a oficialização do namoro;
depois tenho que namoriscar-te,
tanto como a imensidão do Universo.

Oh não é ao teu pai
que tenho que pedir a tua mão em casamento;
de certeza que me vou atrapalhar;
a tua mãe foi com a minha cara,
e o teu pai nem de longe me pode ver,
não quero saber tanto na mesma pois o meu amor
e tão grandioso que supera os arranha céus de Nova Iorque.

Agora sim o cenário do quarto é aplicável,
agora sim podemos amar,
agora sim podemos nos abraçar,
sem qualquer problema, sem qualquer vergonha.


Autor: Carlos Cordoeiro
           (escrito ao som de D.A.M.A Luísa).

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Poema Minerva/ Minerva Poem



Tantas minervas coloridas
mas bastante estáticas;
não resisti à beleza delas
apetecia comer o que tinha dentro
acho que é sardinha não?

O teu nome é grande
assim como teu secular sabor;
as letras são tão visíveis
como o Porto a 1000 km de distância;
O teu manto é vermelho
como a minha vontade pelas francesinhas;
o meu amor por ti é tanto
que tinha que te comer na fábrica.

És devidamente embalada
como eu embalei o teu presente de amor;
és devidamente comprada
pelo estrangeiro esfomeado;
és revestida a óleo
mas não escorregas na boca.


As tuas folhas
são delicadas como o sabor
de quando te comi.

Autor : Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Poema A Brutalidade do Ferro



A Brutalidade do ferro


A brutalidade do ferro da minha cidade
tornou-me mais forte em termos físicos;
a brutalidade deu-me novas visões
novas forças de criação;
o ferro rompeu-se pela cidade adentro
como eu rompo o desejo que é infinito;
as vigas prologaram-se tanto
como o meu amor por ti.

A ponte do ferro fez-me atravessar
para o Porto tão nostálgico que eu sinto;
gente apressada, carros constantes
passam pelo leve tabuleiro
como eu passo por ti através das palavras.

A brutalidade fez do meu coração
mais humano, mais intenso;
os parafusos eram pontos essenciais
como os beijos que trocamos;
os ferros pareciam baralhar o meu olhar
como me baralho na cidade.

Esta ponte fez-me atravessar até ti
e ser o teu amor, nas casas que serpenteiam ruas,
ser teu amigo nos jardins tão íntimos;
foi em ti que projectei os meus maiores sonhos
e que eles se concretizaram por isso é que agora
ainda estou contigo todos os dias.


Autor da foto e poema : Carlos Cordoeiro.