sexta-feira, 10 de junho de 2016

Poema A Dor De Tudo Isto

A Dor De Tudo Isto
é aqueles dias desperdiçados
em que eu poderia tomá-los como certos
tomá-los como decisivos para um futuro
melhor, para um futuro certo
mais feliz ou divertido dependendo do desejo;
A Dor De Tudo Isto
foi sentir-me a mais constantemente
com sorrisos, com palavras ditas
como segredos constantes e que por isso
me faziam sentir a mais,
me faziam sentir como o excluído;
A Dor De Tudo Isto
foi eu sonhar com algo de bom
para os dois quando apenas é um,
foi eu sonhar com dias melhores
quando todos ou quase foram maus;
A Dor De Tudo Isto
foi quando te percebi como algo desejável
mas intangível então deixei-me estar por aqui
deixei-me estar assim nesta eterna indecisão
antes sonhar em amar do que amar
com dor sem sucesso
ou sem desejo duplo.




A Dor De Tudo Istofoi tudo isto que me fez chorar sangue,
pelas palavras indiferentes que me quiseste dar,
que me quiseste inflamar com as palavras
mais corrosivas e dolorosas
de todo o momento que não vivemos;
A Dor De Tudo Istofoi eu querer-te beijar tantas vezes,
querer-te abraçar-te tanto, queria-te proteger tanto,
queria rir-me contigo,
queria sentir-me parvo contigo, queria tentar aqueles
encontros como aqueles filmes
tipo comédia romântica
mas tudo isto foi sonho, um sonho tornado pesadelo;
A Dor De Tudo Istofoi tão corrosivo por cada dia que passava,
cada dia que passava ora chorava
como me ria de todos os momentos
indirectos que passei contigo ou por ti;
A Dor De Tudo Isto
foi querer-te beijar nem que por
brincadeira, nem que por pensamento,
nem que por olhares, mas mesmo assim
insistes em ignorar, insiste em esquecer
em preferir o outro e não a mim,
em preferir o errado do certo,
o feio do belo.



A Dor De Tudo Isto
foi eu querer mas tu não
fazeres de conta que não percebes
fazeres de conta que não queres,
fazeres de conta que não sabes,
fazeres de conta que não vês
mas se calhar na verdade sabes demais e não dizes;
A Dor De Tudo Istofoi talvez saberes demais e não dizeres,
saberes que havia sentimentos
mas ignoraste, que havia olhares
mas não os viste como importante,
é saber que tu sabias aquilo que se passava
e nada fizeste, nada quiseste,
nada sonhaste como eu tentei várias vezes;
A Dor De Tudo Istofoi saber que tu sabias de tudo isto
mas ficaste assim indiferente como eu
também o fiquei mas por outros motivos,
por outros pensamentos, por outras mágoas,
por outras realidades, por outras coisas que vi
que incendiaram-me logo como mágoa
e sofrimento todo o meu coração até ficar pó;
A Dor De Tudo Isto
é saberes que não avanças mas também
não o faço, tenho receio, tenho medos
que se prolongam pelo meu corpo
que se prolongam pela vida
mas se sabes que eu te amo porque é verdade
e tu a mim, então porque não vires a mim?
então porque não te tentares a mim?
então porque não me seduzires? me encantares?
me amares? Sou todo teu, saberás isso...certo?.



Autor: Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Poema O Tempo

O Tempo escorreu tanto como as lágrimas que caíram e fez da tua dor um rio, um rio maior que a dor do teu coração;
O Tempo escorreu-se não pelos
meus dedos, mas pelas minhas veias
visto que o tempo é tão fino,
é tão rápido, tão invisível
que quando reparas nele
ele foi-se a triplicar para o teu corpo
torna-te em algo que não queres ver todos os dias;
O Tempo este que tanto gostas como temes porque sabes que ele cada vez mais é sempre curto, curto para te encortar a vida e como tal ficas quase sem respirar e com medo daquilo que é o suposto descanso;
O Tempo aquele que usas como desculpa, para não te fazeres à estrada, que usas como desculpa para não socializares, para não amar, para não desejar, para não beijar, para nada, para tudo, para ninguém, para todos e quando dás por ela já tens filhos e netos e sentes-te tão triste mas ao mesmo tempo feliz pela família. O Tempo foi cortado pelo desejo de se querer tudo muito depressa, pelo desejo de querer que seja lento, pelo desejo que se despache mais que tu, pelo desejo que ela escorra completamente, muito mais que a água na tempestade; O Tempo é aquele que goza contigo e ainda se ri, é aquele que faz do teu corpo rugas, e sentes-te próximo ao final de algo que nem sequer começou mas sim que foi uma ilusão dolorosa; O Tempo é aquele que tu queres tanto ter em tua posse, porque sabes que ele voa muito mais para além das nuvens, e como tal é-te difícil apanhar....mas não desesperes; O Tempo aquele que tu amas tanto porque queres e tentar preservá-lo o mais puro, sem quebrar, sem magoar, sem o fragilizar, sem o despedaçar, sem o censurar, afinal foi o que o fizeste mas ao teu amor, amizade, carinho e a todos aqueles que adoravas; O Tempo foi aquele que não soubeste, aquele que não quiseste, aquele que recusaste, aquele que deixaste ir, aquele que não soubeste aproveitar como um tesouro tão valioso como a vida, deixaste tudo escorrer, escorreu tantos mas tantos momentos que podiam ter sido bons, tantos momentos que podiam fazer-te brilhar, tantos momentos que podiam fazer-te sorrir, mas insiste em discutir, chorar, gritar, berrar pelas pessoas que constantemente fazem-te de ti um ferida completamente aberta, já te vejo o coração, o coração banhado em sangue e dor como tudo isto que já sofreste e ainda insiste em sofrer; O Tempo agora já passou, já passou aquilo que querias, o verdadeiro Amor. Autor: Carlos Cordoeiro.

domingo, 5 de junho de 2016

Poema Chega De Tudo Isto

Chega De Tudo Isto
de todos estes momentos que parecem falsos,
de tudo isto que parece verdadeiro
num dos nossos corações,
num dos beijos imaginados, em algo que projectei;
Chega De Tudo Isto
que de início parecia verdadeiro,
mas como era bom demais,
E como sonhei para lá do utópico,
deixa de te ver como algo tangível;
Chega De Tudo Isto
chega de eu sentir isto tudo,
se nunca foi verdadeiro, se nunca foi sincero,
apenas numa das partes,
numa das pessoas,
num dos amores, então não vale a pena;
Chega De Tudo Isto
de fingir que sinto tanto
por algo que não sente nada por mim.
de fingir que me és algo
quando não te sou nada,
de fingir que isto é verdadeiro,
quando me és falsa.



Chega De Tudo Isto

de eu sentir-me assim, de forma tão incerta,
De forma tão angustiante, de me sentir incerto,
de me sentir nervoso, de me sentir ignorado,
como tal isto pode parar por momentos,
como tal isto pode parar por segundos,
segundos estes que para mim são valiosos;
Chega De Tudo Isto
chega de ser mais um
por menos, de ser mais o outro
num sofrimento escusado de vários dias,
chega de eu ser aquilo
que imagino não poder ser,
mas que sonho tanto
que me deprimo sem querer
mas que o meu coração insiste em fazê-lo;
Chega De Tudo Isto
chega de gozares comigo, chega de te rires de mim,
chega de isto tudo, de te rires por minha causa,
de te rires assim como que tivesses razão,
de te rires assim com toda essa facilidade,
quando sabes perfeitamente que já te senti como meu futuro,
que já te senti como futuro próximo, que já te senti como algo
que poderia supostamente ser verdadeiro, como algo que seria um
amor....julgo eu....imagino eu;
Chega De Tudo Isto
isto de me sentir assim,
de me gozares assim com esse descaramento,
mesmo tu que sabes que já te adorei,
já te quis, já te admirei, já te sorri, já te quis
já me insinuei, já me entreguei,
já me fiz a ti mesmo timidamente, já te tentei,
já te reparei, já te imaginei como algo muito meu
mas tudo pelo errado, tudo pelo utópico, tudo pelo imaginário,
tudo pela lágrima...lá está....da constante dor de sentir-te
apenas nos meus pensamentos!;
Chega De Tudo Istoquero já parar com isto que nunca aconteceu
a não ser nas minhas lágrimas quando percebi,
quero parar de te sentir,
quero parar de pensar ainda que podemos ser algo,
quero parar de projectar algo que não existe.


Autor: Carlos Cordoeiro.

sábado, 4 de junho de 2016

CINEMA

Fazer Cinema não é só com sentimentos é também fazer das imagens Arte, Memória.
Carlos Cordoeiro
Dezembro 2014

sábado, 28 de maio de 2016

Poema É Melhor

É Melhor viver como um pássaro
livre, onde não há luta sem dor,
mas pelo menos tenho ganho
o que quero para mim;
É Melhor irradiar-me como luz forte
fazer-te ver uma luz
uma luz tão forte
forte como o nosso amor;
É Melhor sentir-me unido a ti
pois assim tudo é tão mais fácil
de enfrentar e a dor é menor;
É Melhor sermos tudo isto
como algo forte, como algo unido,
algo que nunca se irá destruir
visto que nós mesmos somos a força
de um amor que nasceu connosco.



É Melhor estarmos assim,
neste conforto de amor, nesta sinceridade
de beijos que foram prometidos e dados,
como algo tão tocante como os nossos lábios
que insistem em encontrar-se;
É Melhor sermos algo tão grande como isto
isto a que chamam amor, isto que chamam de paixão
isto que chamam de sorriso, isto que chamam de mimo,
isto que chamam de sexo, isto que chamam de amor carnal;
É Melhor permanecer tudo assim
porque assim continuo a sonhar que somos
algo perfeito, algo unido, algo junto
tipo como os átomos;
É Melhor sermos tudo isto assim,
de forma atrevida, de sermos sensuais
ou perversos, ou até mesmo descarados,
ou até mesmo completamente nus
quando fazemos aquilo que gostamos num quarto;
É Melhor sermos o beijo bem em câmara lenta,
aquele beijo tão suave, mais do que uma pétala
que é tão suave, tão suave, que eu preciso
e peço-te mais;
É Melhor sermos uma imagem que perdura,
uma acção que foi filmada em grande plano,
um amor que foi captado em perspectiva,
e um intenso Amor que foi captado como uma película
de 35 mm para ser mostrado em jardins,
em camas, em praias, em qualquer lado,
tal como o nosso amor, que está presente,
nos nossos corpos, coração e em todo o sítio.


Autor: Carlos Cordoeiro.

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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Poema Desde Já Te Digo

Desde Já Te Digo 
que tudo isto que sinto por ti
pode e é real, pelo menos no meu coração,
pelo menos na minha ideia, pelo menos no meu olhar,
pelo menos nas minhas lágrimas, pelo menos nas minhas palavras,
pelo menos neste meu amor que é normal,
normal no sentido de se sentir no meio de algo;
Desde Já Te Digo
que todas as palavras
podem ser verdadeiras
desde que sentidas quando escritas
e também ouvidas pelo coração;
Desde Já Te Digo
que tudo pode ser intenso,
desde que sincero, desde que genuíno,
desde que puro, desde que tão natural,
como as flores que brotam
nos campos tão grandes como o nosso amor;
Desde Já Te Digo
que é tudo tão prematuro
mas sonhador, tudo tão esquisito
mas ao mesmo tempo claro como
a fonte de água que alimenta o nosso amor.




Desde Já Te Digo

que todos os pássaros voam em torno de
amores tão sinceros e puros  como o nosso,
que os anjos tornam tudo isto
mais angelical, mais pomposo, mais amoroso,
que todos os santos fazem tudo de divino,
fazem dos dias algo memorável, do sol algo
brutal, da natureza algo tão belo como o nosso amor;
Desde Já Te Digo
que tudo isto que sinto por ti
é mesmo real, cada vez mais,
cada vez melhor, cada vez de forma
mais intensa, mais intensa que a intensidade
é mais forte que o meu coração;
Desde Já Te Digo
que cada dia é difícil de não te olhar,
cada vez o meu olhar é atraído
pela tua naturalidade, pela tua beleza
que surge de forma provocatória,
Desde Já Te Digo
que me atrevo a dizer
que posso mesmo dizer-te
que se calhar até estou a sentir algo por ti,
algo meio nervoso, algo meio ansioso,
algo meio indefinido, algo que me faz tremer,
algo que me faz ficar sem jeito,
mas que faz ter jeito para te escrever tudo isto.



Autor: Carlos Cordoeiro.

domingo, 15 de maio de 2016

Poema Somos

Somos muito mais do que isto,
este sentimento esquisito,
este nervoso que muitas vezes sentimos
um pelo outro mas que não está
completamente descodificado;
Somos mais que palavras injustamente
trocadas e apenas são ditas, mas nunca
pensadas;
Somos tudo que não devemos ser,
criamos imagens tão utópicas como nós mesmos
o somos aqui e agora, como nós o somos sempre
que apenas um imagina um futuro feliz,
mas que na realidade não existe;
Somos tudo aquilo que apenas um de nós
tenta imaginar como felicidade ou como amor
ou como algo maior que se torna cada vez mais falso
visto que tudo é parado mais que o próprio tempo,
aquele tempo desértico;



Somos
algo de bastante utópico, nada de provável
há entre nós; nada nos liga, nada nos une,
já fomos mais unidos apenas por olhares
e mesmo isto era tão forçado,
tão falso, tão irreal que
até dói em tudo e em todos;
Somos algo que necessita de atenção mas talvez
não todos os dias, afinal não serve de muito
quem nos dá atenção se somos ignorados
de forma intencional;
Somos algo completamente petrificado no tempo daí não termos tempo
para nada, para ninguém, para não ser nada, para
tudo e para nada e como tal nada somos,
como o agora mesmo;
Somos aqueles que apenas um de nós sonha com algo
mais real, algo mais suposto
mas dá sempre em nada, dá sempre em dor,
dá sempre em alguma dor que se prolonga
constante como as lágrimas de dor ou tristeza;
Somos por fim um amor que nem sequer chegou a acontecer,
um amor que nem sequer foi tentado,
um amor que nem sequer foi projectado,
um amor que nem sequer foi visto,
um amor que nem sequer foi ouvido,
um amor que nem sequer foi real,
assim cada um de nós não é real.


Autor: Carlos Cordoeiro.

sábado, 7 de maio de 2016

Poema MÃE

Mil Beijos E O Amor fizeram-me nascer
de forma explosiva muito mais que uma estrela,
algures perdida no espaço, mas sei onde estou
estou aqui à tua beira, no teu coração, no teu brilho,
no teu orgulho, na tua felicidade, no teu amor;
Mil Beijos E O Amor fizeram-me brotar
muito mas mesmo muito que o solo mesmo que fosse duro
o amor era tão mais forte que fazia do solo manta de conforto
para mim, que eu ainda era bebé;
Mil Beijos E O Amor fizeram eu brotar, fizeram eu rebentar com
tanta força, mais que as raízes que crescem em cimento,
ou raízes que crescem no coração, para o amor ser maior,
ou então rebento como tanta força que nas pedras
mais gigantes do mundo rebento;
Mil Beijos E O Amor fizeram com que o frio
tornasse algo que é tão fútil e todo eu fui calor,
mais do que a brasa que te sabia bem,
mais do que a chama que tinha a tua atenção,
mais do que o incêndio que fez a tua aflição,
fui o teu maior calor e tu o meu.



Mil Beijos E O Amor
fizeram do meu corpo
um corpo quente e recheado de amor,
recheado de ternura,
recheado de felicidade, recheado de bons momentos,
de felicidade, estava tão recheado
mas que os bolos que têm recheio;
Mil Beijos E O Amor
fizeram de mim a criança mais feliz do mundo,
tornei-me uma criança feliz, alegre, radiante
como os dias de sol em que eu passeava
com a minha mãe pelos Jardins do Palácio de Cristal;
Mil Beijos E O Amor
fez-me crescer de forma tão invulgar,
de forma tão brutal, de forma tão estranha,
de forma tão rápida, de forma tão sincera,
de forma que me tornou uma cria adulta;
Mil Beijos E O Amor
tornou-me o Homem que sou agora,
fez de mim a pessoa que sou, os valores que tenho,
as qualidades e também os defeitos que tenho,
a bondade que tenho, o egoísmo que não deveria ter,
a ingenuidade, o lado banal a algumas coisas
que fez de mim menos pessoa mas que já passou;
Mil Beijos E O Amor
fez-me retribuir com este poema
o amor que sinto por ti,
a felicidade, o carinho, a alegria, a magia,
o respeito, as brincadeiras, os bons momentos,
e tudo mais de bom que vivi contigo
e que vai perdurar muito, muito, muito,
mesmo depois de partires e eu também.



Autor: Carlos Cordoeiro.

sábado, 30 de abril de 2016

Poema Adoro-te Nestes Dias

Adoro-te Nestes Dias em que sempre que acordo
penso em ti, penso na cara que vou ver com um sorriso,
a tua cara que faz-me ficar com cara de parvo,
como nos filmes românticos que eu não gosto muito de ver;
Adoro-te Nestes Dias em que tu simplesmente
trazes vestidos esvoaçantes, vestidos que são transparentes
e como tal deixa ver mais de ti,
mais do teu corpo que apenas eu queria ver como segredo,
como algo que sou eu contigo a descobrir em noites calorosas;
Adoro-te Nestes Dias
Adoro-te Nestes Dias que cada vez está mais calor,
cada vez estás mais bonita, com um sorriso mais notório
o calor faz-te bem, quanto mais não seja, porque sorris, porque olhas
mesmo que não seja para mim, acho-te piada na mesma;
Adoro-te Nestes Dias
em que tu és constantemente bela, és constantemente elegante,
todos os dias és tão ou mais bonita que as flores que eu vejo embora
tu sejas a Rainha delas todas;



Adoro-te Nestes Dias em que, mesmo que passem horas,
eu irei continuar a admirar-te constantemente,
como se fosse o primeiro dia, o primeiro olhar,
os primeiros sentimentos, os primeiros nervosismos,
que insistem completamente em existir quando nos vemos;
Adoro-te Nestes Dias que eu olho-te completamente
e acho que já me entendes mas ainda assim há uma barreira,
esta barreira é demasiado forçada e tu sabes isso,
como tal não compreendo o porquê de toda esta confusão,
de todas estas complicações, se nos........amamos porque não logo um beijo
como entrada nesta refeição que é o amor?
Adoro-te Nestes Dias
Adoro-te Nestes Dias em que a tua beleza parecer ser maior
isto porque te ris, isto porque te tornas mais simples,
isto porque és maior do que tu mesma e como tal superas
aquilo que achaste impossível e como tal tornas-te maior
e por isso adoro-te com simplicidade, não peço muito de ti
aliás peço de ti um amigável amor, e mais tarde um amor amigável
sabes o que é isto? é o que somos agora, amigos mas prestes a ser.....;
Adoro-te Nestes Dias por saber que estou mais perto de ti,
mais perto do nosso amor que apenas eu pensava ou sonhava,
mas agora somos dois, agora só somos um, e como é Primavera
vamos crescer tão delicadamente como as flores que tu gostas de ver
e cheirar nos campos longos das tuas memórias;
Adoro-te Nestes Dias
Adoro-te mesmo muito e tu talvez o saibas mas ainda assim
queres que eu continue neste sofrimento, neste momento
até deves achar uma certa piada e um gozo, mas eu vou achar mais
quando descobrires que eu te amo e tu nem sonhas isso.
Adoro-te Neste Dias.


Autor: Carlos Cordoeiro.

sábado, 23 de abril de 2016

Poema Vamos Voar Para A Cama

Vamos Voar Para A Cama que eu quero amar-te como flores que se envolvem com o vento mas que nunca se perdem assim como nós não nos perdemos visto que basta tocarmos um no outro; Vamos Voar Para A Cama visto que é a única maneira de ficares em brasa visto que os meus elogios nada fazem em ti apenas vários aborrecimentos através da indiferença que me demonstras constantemente; Vamos Voar Para A Cama porque disseram que de noite se pensa melhor, mas eu não o poderei fazer logo, visto que tu estás demasiado intensa para mim, e como tal devo-te umas; Vamos Voar Para A Cama que é um lugar de conforto, e como tal podemos nos aquecer de forma que desejares, com ou sem lençóis, é como tu achares melhor, não te quero contrariar meu amor, façamos à tua maneira. Vamos Voar Para A Cama pelos visto é lá que nos entendemos ó menos não precisamos de falar muito mas sim trocar intensidades corporais, beijos intensos e calorosos em partes corporais que se incendeiam por si próprias como tal tudo em nós é caloroso, intenso, brutal,apetecível cada vez mais a cada dia que passa; Vamos Voar Para A Cama visto que agora está de chuva o tempo, é agora que vem o mau tempo e como tal quero-te amar continuar a amar, mas ainda assim continuo a preferir a cama, sabes o sofá é demasiado confortável e não dá de todo muito jeito para a nossa actividade preferida; Vamos Voar Para A Cama lentamente ou não, é como tu quiseres não somos esquisitos, nunca o fomos, somos bem versáteis, por isso a cama é sempre nova, é sempre renovada, é sempre desejável; Vamos Voar Para A Cama que é onde nos sentimos verdadeiros, é onde trocamos impressões naturais, genuínas as palavras pouco ou nada interferem, o nosso lado corporal comunica um com o outro, por isso não dizer nada e fazer muito levou-nos tão longe. Vamos Voar Para A Cama é lá que adoro-te dizer-te fisicamente que sou mesmo muito feliz contigo, e que tudo em nós vai ser duradouro; Vamos Voar Para A Cama aquela que nos faz feliz todas as noites, que faz de nós Anjos do Amor, e cada noite e dia que passa somos cada vez mais verdadeiros; Vamos Voar Para A Cama mesmo sem asas, sem aparas, sem nada, apenas vamos voar para lá com beijos completamente fortes que até os vidros estremecem, imagina o resto...; Vamos Voar Para A Cama que lá é que é bom, os momentos, os desejos, as promessas, a felicidade, o carinho, o amor, a elegância, o erotismo, o sexo, o toque, o sussurrar, o mordiscar, tudo isto através da nossa fala corporal que é naturalmente natural e bela como as flores e as brisas que agora sentimos da Primavera. Autor: Carlos Cordoeiro.

domingo, 17 de abril de 2016

Poema O Medo

O Medo foi o dia em que te conheci,
e pensei que eras algo normal,
e que poderia trocar algo contigo,
como um amor calmo e tranquilo;
O Medo pensei eu quando tive que te falar
pensando que ia ser mais difícil
mas afinal foi um erro,
certos dias foi um erro, visto que não me
és nada, nem eu o fui para ti e isso
fez o meu coração arder nem pó sobrou;
O Medo foi aquilo que eu tive
desde dos primeiros dias que te vi
e dificilmente deu para falarmos
alguma coisa, apenas olhares;
O Medo foi todo este meu medo que ainda
sinto como um pulsar, um sentir que é mais forte
que vários corações, isto se eu conseguisse
aguentar com tanto batimento, nem sequer aguento
o bater que sinto por ti desde sempre.


O Medo faz-me tremer a ti e a mim mesmo,
tudo em mim é medo quando penso em ti,
por não saber se sinto a verdade ou a mentira
dos meus dias que passam de forma dolorosa,
que passam de forma tão angustiante, de forma tão
corrosiva, de forma que eu mesmo não entendo;
O Medo faz de mim
algo que eu não costumo ser,
perante a tua pessoa eu supostamente
falo aquilo que é para ficar como o take errado
mas que foi filmado e agora a cena já passa a
rolar, e eu limito a sorrir como desculpa pelo meu erro;
O Medo faz-me falar como outro,
como a personagem errada que entrou na cena
errada mas que agora acidentalmente faz e diz
aquilo que não deveria mas as palavras saiem
constantemente, sem parar, minha boca
apenas não diz a verdade, o gostar demasiado de ti
que não o demonstro de forma sincera, desculpa?;
O Medo foi tudo aquilo que não senti,
foi tudo aquilo que não disse, foi tudo aquilo que aguentei
em vão sem ser preciso, foi tudo aquilo que me fez
entristecer, foi tudo que me fez desistir, foi tudo aquilo
que me fez ficar em baixo mesmo nos dias mais alegres
disto resto apenas a alegria que é sempre de mim,
nasceu comigo e por isso faço dela algo tanto ou maior
que esta dor que já tens há tanto mesmo que eu não queira acreditar.


Autor: Carlos Cordoeiro.

sábado, 9 de abril de 2016

Poema Não Sou O Teu Ideal

Não Sou O Teu Ideal
tu sabes que não o sou,
nunca o fui afinal sou demasiado imperfeito
não é?, tu projectas demasiado naquilo
que achas ser o homem ideal e pelos vistos
eu não sou como esse estereótipo!;
Não Sou O Teu Ideal
porque se o fosse acho que não fazias isto
de me ignorar todos os dias, apenas falas mas como que
por favor, falas com um sorriso mas e se isto for falso?
e se todos estes sorrisos forem mentira? falsidade?
hipocrisia tua? como lido com isto? pretendes continuar?;
Não Sou O Teu Ideal
mesmo que me fales de forma normal,
mesmo que sejas educada para mim,
mesmo que me fales um pouco para não parecer
que não queres saber de mim;
Tu sabes isto - que não sou aquele homem
que tu queres que as tuas amigas vejam;
Não Sou O Teu Ideal
falas comigo, mas....porquê?
por favor? nem sequer me olhas nos olhos
estás a fugir de mim?
Sou demasiado monstruoso quando te falo?
Pareço-te perigoso? Vê lá tu que até te escrevo,
Vê lá tu que até te tento emocionar, de tantas vezes que te escrevo mas...
não sou o teu ideal de homem.


Não Sou O Teu Ideal em nada, não me escolhes,
não vês em mim nada que poderia brilhar-te,
não vês em mim oportunidade de ser feliz,
não vês em mim oportunidade de ser claro como
as águas que correm todos os dias num rio
que tu de vez em quando vais lá ver e senti-lo;
Não Sou  O Teu Ideal de modelo
afinal não sou como aqueles que vês nas revistas
na Televisão, na Internet, em sonhos,
ou aonde tu quiseres....acho isso em ti supérfluo
ligares ao corpo e não ao interior da Alma,
e o que eu sinto tão intensamente por ti,
são meras palavras, mas...por agora contento-me com isto,
com isto de não te poder abraçar,
beijar, sentir, amar, mas isto vai mudar.


Não Sou O Teu Ideal de Homem
mas porque não começar a ser a partir de agora?
Já viste a sorte que poderias ter? teres um homem como eu?
Um homem que te escreve mais que 100 poemas?
Um homem que se declara a ti e tu nem percebes?
Um  homem que te ama de forma descarada e nem reparas?
Um homem que te venera e tu nem reparas?
Um homem que é doido por ti e nem está preso?
Um homem que sorri de forma parva e tu nem percebes isso?
Apenas peço-te por amor de Deus abre os olhos que eu estou aqui
para ti, sempre tive, mesmo tu dizendo que não me vês,
eu quero que apenas sintas os meus lábios tocarem os teus
em câmara bastante lenta, para que essa parte do filme fique
gravada na cassete dos meus olhos, que estão a filmar o momento.

Adoro-te.

Autor: Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

COMICS STRIP PRESENTATION




Carlos Cordoeiro
HUMMM
Lápis de cor e caneta preta sobre folha a3
29,7 cm x 42,0 cm
Abril 2016.

COMICS STRIP PRESENTATION, é um trabalho de Banda Desenhada, com influência artística na Pop Art e nos anos 50 e de certa forma, mesmo que de forma distante na Arte Nova (Art Nouveau) perceptível através das ondulações do cabelo.

No fundo esta Banda Desenhada, conta uma pequena história entre duas personagens sobre a Cordoeiro Jewelry (Cordoeiro Bijutaria), em que as personagens querem mesmo muito ter as peças de joalharia / bijutaria deste loja. 

domingo, 3 de abril de 2016

Poema Funeral

Quando eu morrer no meu funeral...


No Meu Funeral estará a alegria na tristeza,
não haverá aquelas lágrimas falsas
e dizer-se que eu era boa pessoa, ou fui muito bom quando estava vivo,
assim como não haverá muitas pessoas de preto
e a entristecer todo o lado cinematográfico do momento;
No Meu Funeral não haverá carros a andar lentos,
filas gigantes de pessoas a andarem atrás
como se elas tivessem morrido por mim ou comigo,
muito menos vai haver aqueles gritos e choros
tão teatrais para outros ouvirem e insultarem;
No Meu Funeral não irei ser esmagado
com quilos e quilos de flores extremamente perfumadas,
e que ficam a apodrecer o meu belo túmulo,
e que ficam ali a ocupar espaço e nem consigo mexer-me
à vontade enquanto estou a dormir,
No Meu Funeral não quero estar de noite
a ser visto e beijado inconscientemente e de forma doentia
como eu fosse um corpo anormal
que deve ser estudado e analisado e explorado sentimentalmente
por isso agradeço que me vejam mas de longe;


No Meu Funeral a sepultura será grande mas cómoda.
sabem porquê? Para não ver a desgraça dos dias futuros,
para não chorar pelo mau rumo que o mundo está a tomar,
para não sentir a dor de inocentes,
para não falar o que não quero na hora que deveria;
No Meu Funeral a alegria vai ser intensa, brutal, imensa, verdadeira,
uma festa autêntica onde os sentimentos serão puros e genuínos,
tudo será natural como o lado natural de eu ser enterrado
na terra fresca e boa da Natureza que me fez criar;
No Meu Funeral não haverá pessoas hipócritas a verem-me lá em baixo
já deitado, a dormir descansado para acordar numa dimensão melhor
numa dimensão mais pura, numa dimensão mais alegre,
numa dimensão que não me julguem por ser diferente,
por ter vivido as artes plásticas como vida,
por ter escrito os poemas das pessoas que amei e detestei,
por ter chorado, por ter magoado aqueles que me eram mais próximos
e que de facto amaram-me sempre mesmo eu não percebendo,
por ter ter falado àqueles que me diziam tanto e que sempre viram em mim
uma pessoa boa, simpática, amável mesmo quando eu não via nada disto em mim,
mesmo quando em mim vi apenas momentos escuros que não consegui variar
numa fase em que os dias não foram tão bons para se viver;
No Meu Funeral vou ser recordado, vou ser lembrado, vou ser amado,
vou ser imortalizado, vou ser adorado, vou ser petrificado na História da Arte,
vou ser aquele que marcou as Artes, aquele que revolucionou, aqueles que não teve medo
de escrever o que o coração sentia e queria dizer.
No Meu Funeral irei viver uma nova vida mais pura do que esta.


Autor: Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Poema Desculpa Por...

Desculpa Por isto não ser o que sonhas,
por não ser aquilo que projectaste como verdadeiro,
como algo que poderias acreditar desde do início,
que poderias acreditar de olhos fechados;
Desculpa Por te fazer sentir mal, se disse aquilo
que te fez chorar de forma assustadora, de forma
brutal e que fez do teu coração incendiar-se
com a infelicidade que eu te criei;
Desculpa Por tudo que disse ou pensei erradamente
da tua pessoa, desculpa se a minha boca falou mentiras,
e se o meu coração pensou o errado,
e fui demasiado emotivo em falar aquilo que mais tarde
soube que era errado e nunca existiu;
Desculpa Por dias completamente em insónia
que foram vividos com bastante dor, que até os ossos
quebraram, até o teu corpo gelou
por tantas lágrimas dolorosas e gélidas que derramaste;
Desculpa Por todas estas palavras que te fez incendiar
a tua sensibilidade e que por isso ficaste magoada comigo
e que por isso te fez ignorar-me vários dias, vários momentos
não te condeno, não te julgo, não te censuro
visto que eu fui o mau da história ao fazer-te chorar cada dia,
cada momento, cada semana, cada momento que passou
estavas cada vez mais triste porque eu fui culpado disso
e acho que não vais conseguir perdoar-me por eu ser assim,
Desculpa, Desculpa Por tudo isto que foi marcante
para os dois mas muito mais para ti que ficaste com uma cruz marcada no coração.


Desculpa Por tudo isto se é que ainda me amas,
se ainda me achas a pessoa ideal para o teu coração,
se ainda me achas aquele tipo que pode te acalmar
nos dias mais agressivos dos sentimentos maus
que por vezes surgem sem nós queremos;
Desculpa Por tudo isto que te fiz ou disse,
sabes...acho eu..que não foi de todo por mal,
que não foi de todo o que eu quis fazer-te,
acho que sabes que adoro-te pela tua simplicidade,
acho que sabes que eu adoro esse teu sorriso que me remexe,
acho que sabes que adoro ver como andas de forma provocatória,
tu sabes que  tudo que te escrevo é sincero
mesmo depois de todo o sofrimento que te causei;
Desculpa Por todas estas coisas que te escrevo
que se calhar para ti já enoja e já não te diz nada,
mas tu sabes que te adoro, que te admiro,
mesmo depois de todo o mal que te fiz,
será difícil mas.....mas...achas que podemos recomeçar?
Achas que podemos recomeçar como nos primeiros dias?
Aqueles dias que ambos éramos inocentes? Aqueles dias que sorriamos?
Aqueles dias provocatórios? Aqueles dias indiferentes?
Aqueles momentos de pura ironia? Aqueles momentos de suposta alegria?
Desculpa Por todo este tempo não dizer-te que acho que te amo,
venho há imenso tempo a tentar descobrir se é amor ou não, o que achas tu?
Achas que te amo? É só carinho?
De qualquer maneira atrevo-me a dizer Amo-te.

Autor: Carlos Cordoeiro.

sábado, 26 de março de 2016

Poema Amor Por Ti

Amor Por Ti é todos os momentos que penso em ti,
todos aqueles momentos que foram sonhados apenas em ti,
aqueles que sonhos que recordo sempre,
mesmo que esteja na rua a andar na minha vida distraído,
distraído como estou por ti, meu belo amor;
Amor Por Ti é tudo isto que lês e escrevo para ti,
que escrevo como todo o meu amor,
com toda a minha sinceridade e sentimento
e nada disto é falso, pois podes confiar
o meu amor é tão simples e natural
como o sumo de laranja que bebes em dias de sol;
Amor Por Ti é eu escrever-te tantos poemas
que perdi conta, perdi a conta o números de versos
que fiz para ti, mesmo sabendo que me eras desconhecida,
mesmo sabendo que não sabes que te amo,
mesmo sabendo que não sabes que respiro este amor;
Amor Por Ti é sentir tudo isto
de forma tão pura, tão natural, tão verdadeira,
tão sincera, tão refrescante, tão intensa,
isto tudo é tão intenso na sua origem,
este amor ainda não nasceu e já me faz gaguejar por ti.


Amor Por Ti escrevo-te tudo isto
e tu sabes perfeitamente que é para ti,
sabes que estes versos são para ti,
estes versos tão repletos de um amor
que se quer libertar, de um amor que quer
desejado, correspondido;
estes versos são inundados em amor, beleza, pureza
é como sinto o teu corpo, a tua felicidade,
a alegria que me contagias e que eu passo-a
para os meus versos carregados de amor intenso como chocolate,
café, morango tudo que desejares para uma noite
como aperitivo de uma noite duradoura como aquele sonho;
Amor Por Ti eu escrevi, eu senti, eu chorei, eu fiquei na tristeza,
eu fique completamente devastado, completamente destruído
porque o que te escrevi sentia de forma tão dolorosa,
tudo que era menos bom eu senti bem cá dentro,
a ferida era tão cortante, era tão aberta, tão cheia de infecção
como naquele tempo que eu sentia o amor corroído
mas agora sinto-te como uma nova energia que pode completar a minha;
Amor Por Ti
escrevi tanto mas mesmo tanto
que se fosse a contar o tempo que ganhei em escrever
o que sentia por ti, não estou mesmo nada arrependido,
estou mesmo intensamente feliz, nas nuvens,
por saberes que todos este poemas foram para ti, meu amor,
Amor Por Ti
escrevi mesmo imenso, mesmo muito,
todas as minhas palavras, todos os meus versos,
todas as minhas estrofes, todos os meus poemas foram para ti
para sentir a tua beleza tão alta como os céus que estão para lá das nuvens,
para sentir a tua felicidade em leres o que te escrevia,
para sentir a tua alegria em saber que te revias nos meus poemas,
para ver que ao leres o amor que te escrevi de forma sincera
ficaste assim, tão naturalmente bela mesmo sabendo que o és,
tão naturalmente elegante, mesmo sabendo que te amo.


Autor: Carlos Cordoeiro.

Poema As Flores

As Flores fazem de nós um par que caminham
por jardins que estão cobertos de aromas
e suavidades vermelhas ou rosas
que tão delicadamente se sente e que é apetecível
de ser ter ou provar;
As Flores deixam em nós um perfume tão intenso
como os amores que começam a surgir
de maneira natural como o crescimento de uma flor
num jardim tão fresco como nos primeiros
dias da Primavera;
As Flores são aquelas que te envolvem todos os dias
num vestido tão belo como a tua face,
como o teu olhar que embala o meu,
como a tua suavidade que me torna mais puro,
como a tua calma que me acalma,
como a tua felicidade que me torna mais feliz;
As Flores que nos rodeiam
criam em nós uma sensação tão pura,
uma sensação tão boa, uma sensação tão normal,
uma sensação tão arrepiante, uma sensação tão primaveril,
uma sensação que eu quero conservar
como os nossos primeiros beijos.


As Flores que vemos nos jardim
são tão frágeis como o nosso amor
que ainda não existe por não ter semente,
por não ter ainda aquele início,
por não ter ainda aquele beijo,
por não ter ainda aquele desejo,
por não ter ainda aquela intensidade do momento
que se deseja e é conhecido;
As Flores fazem de ti algo tão fresco
como as brisas marítimas que começo a sentir,
como as brisas nortenhas que me fazem arrepiar,
como as brisas do leste que me fazem abafar,
como as brisas abafadas que me fazem ficar sem ar
como acontece quando te aproximas de mim
e eu quero falar e nada sai a não ser um riso parvo
como este amor que insisto em guardar;
As Flores cobrem o meu amor
cobrem com uma manta fina de Verão,
para não se ver o calor do momento de te amar,
para não se ver a frescura dos beijos que te quero dar,
para não se ver a grandiosidade do meu amor,
para não se ver o meu lado romântico que tento sempre esconder,
para não se ver o meu sentimento profundamente verdadeiro,
para não se ver o meu amor que ocupa o teu redor e as tuas vivências
mesmo sem notares isso e sem repares que tudo isto é para ti.


Autor: Carlos Cordoeiro.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Poema Quem És Tu

Quem És Tu que me queres constantemente
como um amor por uns segundos,
mas que é tudo completamente incerto,
e eu fico naquela de não saber o que fazer;
Quem És Tu que por momentos
queres falar-me de tudo que é bom
tudo que é amor, sentimento, boas sensações
mas que depois queres-me ver
nos dias negros sem a tua presença
sem o teu amor, sem o teu beijo,
sem o teu abraço, sem aquele desejo de ser amado;
Quem És Tu que por vezes
cobres os meus dias de uma felicidade plena
que o resto é demasiado passageiro,
que o resto é demasiado supérfluo,
que o resto é demasiado indiferente,
viste que o nosso amor incendeia por onde passamos,
por onde andamos, por onde caminhamos,
por onde tentamos ser felizes;
Quem És Tu que por vezes queimas o meu amor,
que por vezes incendeias o meu desejo,
arrasas o sentido de desejo que tenho por ti,
arrasas todos os beijos que guardei para ti,
arrasas todas as palavras como estas que te escrevo.


Quem És Tu que brilhas tanto para mim,
que és-me tão especial,
e que suavemente te toco, suavemente te imagino,
suavemente imagino que somos um eterno beijo,
um eterno momento de amor que é infinito em nós,
um eterno jardim em constante crescimento e beleza;
Quem És Tu meu amor
que me completas tanto mesmo sem saber,
que me fazes sorrir mesmo sem dares conta,
que me fazes sentir parvo mesmo que isso não te passe pela cabeça,
que me fazes sentir nervoso mesmo que isso se note,
que me fazes gaguejar mesmo que não seja caso para isso,
que me fazes acalmar quando não estou,
que me fazes sentir tudo isto e muito mais de forma tão natural como o meu amor por ti;
Quem És Tu que me fazes sentir tudo isto
sem qualquer pudor, e com todo o atrevimento
provocas em mim todo este meu amor que eu quero dar-te
mas não sei bem como, de que maneira, de que intensidade,
é tudo demasiado provocante, a mim, a ti e a nós,
o nós, é algo que existe constantemente nos meus sonhos.


Quem És Tu que tanto me falas, tanto te dás
a mim mesmo como amiga mas depois abandonas-me
de forma tão natural, de forma tão indiferente,
e o nosso amor fica completamente em suspenso;
Quem És Tu que fazes de mim um
constante sonhador,
em que todos os meus sonhos são contigo,
todos os meus sonhos são a tua presença,
todos os meus sonhos são projectados,
num amor tão utópico embora o que eu sinta seja
infinito no finito, tudo que sinto por ti
é dolorosamente verdadeiro;
Quem És Tu meu coração tão apetecível e desejado,
que me fazes perder em ti, todo o meu amor,
que não há nada em nós que seja falso ou verdadeiro,
apenas este amor que sinto por ti,
mas que insiste em ser como que vários hologramas num só,
mas eu ainda assim irei continuar a insistir em amar-te,
mesmo sendo sonhos, para mim eles são sempre reais, sempre.


Autor: Carlos Cordoeiro.

sábado, 19 de março de 2016

Poema Pai (Dia do Pai)

Mais um dia especial,
que é teu,
todos os anos,
mesmo que eu não te consiga ver,
mesmo que eu não te consiga ouvir,
mesmo que eu não te consiga sentir,
mesmo que eu não te consiga falar-te,
consigo fazer tudo isto contigo
através do meu coração
e da recordação constante que criei de ti
através da tua presença petrificada em foto.



Segundos, Minutos, Horas, Dias, Semanas,
Meses e Anos correm tão lentamente,
se me lembrasse de cada momento que te perdi
de forma injusta e tão crua,
que quando engulo em seco até dói
eu se calhar pensava duas vezes nisto tudo;
Se soubesse, ou pensasse de forma triste ou irracional
na probabilidade de cada segundo ser o último
para mim...há muito tempo que já estava contigo,
há muito tempo que já sorria contigo,
há muito tempo que já falava contigo,
há muito tempo que já te abraçava,
há muito tempo que já sabia como eras,
há muito tempo que já te conhecia e amava;
É ingrato tudo isto
é ingrato a garganta inchada que se sente
quando queremos falar, escrever ou sentir
alguém que nos é especial e não nos conhecemos, e não nos vimos,
os olhos não cruzaram, o toque não foi mútuo;
É tão forte esta dor que se mistura com a curiosidade,
de se querer conhecer alguém, que deveria ficar comigo
mais tempo, para que este tempo até hoje
não fosse tão duro, tão forte, tão corrosivo
nos corações daqueles que realmente sofreram mesmo sem querer com à tua partida.


Mãe tiveste que ser duas estrelas,
tiveste que ser tu mesma e aprender do nada a ser uma nova
a estrela Pai, a estrela masculina,
tiveste que ser mais homem, tiveste que ser mais dura,
talvez....tiveste que ser tanta coisa
em tempos tão difíceis, tempos apertados,
tempos complexos, tempos de mágoa, tempos de dor,
em tempos de saudade, tempos de arrepio, tempos de aflição,
tempos de imaginação, tempos de suspirar....suspirar....suspirar
suspirar por dias tão cansativos....
por dias de tamanha luta...
por dias de tamanho desespero...
por dias batalhados de forma sozinha...
por dias tão remexidos...
por dias tão injustos...
por coisas, dias, acções, dilemas, verdades, mentiras, angústias,
hipocrisias, por tudo isto e por tudo mais que tiveste que brilhar pelo Pai, Mãe.


Podes estar longe meu Pai, ou então tão perto
mesmo aqui ao meu lado sentado a ler isto que te escrevo
e a dizeres para não chorar e para ser forte,
e para não sofrer com a tua saudade,
para não sofrer com a tua ausência,
para não sofrer com a tua transparência,
para não sofrer por não te sentir,
para não sofrer por não te tocar,
para não sofrer por não te ver,
porque mesmo sendo isto tudo injusto ou parecer, o que fica é o futuro,
as sementes que tu deixaste no futuro, as sementes que floresceram,
que nasceram, mesmo que de forma tremida,
que crescemos, mesmo que sem um apoio, um pilar, um membro, um amor.

AMO-TE PAI.

Autor : Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 15 de março de 2016

domingo, 13 de março de 2016

Poema Adoro-te

Adoro-te quando te conheci e vi que eras diferente,
achei-te desde sempre algo como um misto de
tão belos momentos, tão belos desejos,
tão belos prazeres que um homem pode desejar ter,
Adoro-te desde este dia em que a admiração é constantemente
enjoativa e sabes porquê? Porque não tiro os olhos de ti,
tentando transmitir aquilo que supostamente poderia ser uma verdade
pelo menos para mim, pelo menos para o meu lado mais sonhador;
Adoro-te desde que isto tornou-se um hábito para mim
em que te olho de forma tão natural,
de forma tão apetecível, mas não me tornas de ponta,
apenas te admiro por uma beleza que surge tão naturalmente como uma flor;
Adoro-te simplesmente porque te vejo
e fazes dos meus dias melhores mesmo que não me fales,
mesmo que me ignores, mesmo que me aches inferior
isso não é nada comparado com o pequeno delírio que tenho por ti.



Adoro-te assim, tal e qual como és, claro que és demasiado
és demasiado enquanto dose para complementar o que sinto
mesmo que isto que sinto seja sonhador,
ou pesadelo, senão se realizar no meu coração;
Adoro-te mesmo que me vejas como algo inferior,
adoro-te mesmo que pensas que não sou bom para ti,
pelo contrário eu sou-o demais que até nem o vês,
nem o reparas, nem o sentes e por isso isto
que tenho ou sinto está completamente a palpitar
mas entretanto vou deixando assim,
andar até que um dia irá parar mas ou porque foste embora
ou porque nos unimos enquanto pares de amores completamente sonhadores;
Adoro-te porque vejo em ti
tudo que não posso sonhar
em dizer ou fazer de forma tão natural,
eu apenas fico a admirar de longe, porque assim não me incendeia
os olhos de uma beleza que eu tenciono ter mas não sei
e eu quero tentar fazer de ti meu par de dança
mas a minha dança é tão disforme como o batimento do meu coração
quando te aproximas de mim, nem que seja para falar das banalidades;
Adoro-te como és mesmo que o teu olho se direccione
para o lado errado, e não reparas que o amor está deste lado
sou eu, surpreendida? Não me admira, e sabes porquê?
Por achares que estou disponível e aberto para a tua personalidade
como a carteira que tanto adoras e valorizas,
mas apenas estou aberto para o amor, este que tem um cadeado tão forte
que me magoa tanto aqui dentro.

Autor : Carlos Cordoeiro.

domingo, 6 de março de 2016

Poema Perdi-me Por Ti

Perdi-me Por Ti
com beijos que podiam ser duradouros
como o sol que eu insisto em ver,
como a brisa do mar que insiste em sentir
na minha cara desgastada por um amor que não existe;
Perdi-me Por Ti
com abraços que podiam ser reais
como a lua que eu insisto em brilhar-me,
como a brisa de um rio que insisto em imaginar
na minha cara desgastada pela madrugada;
Perdi-me Por Ti
com troca de olhares tão sonhadores
que nem mesmo os meus lençóis
cobriam o melhor que sonhei,
o melhor que projectei de mim mesmo,
o melhor que quis para sonhar ainda mais longe;
Perdi-me Por Ti
mesmo sabendo que poderia ser arriscado,
mesmo sabendo que isto pareceria utópico,
mesmo sabendo que isto era tão intenso
que nem o meu coração aguentava tanto amor aprisionado.


Perdi-me Por Ti
como alguém que se perde por algo que gosta,
como me perdesse num caminho bom mas assustador,
como me encontrasse perante em ti e descansasse,
mas que no fundo desejo-te constantemente e de forma secreta;
Perdi-me Por Ti
com tantos beijos que te dei de forma provocante,
no canto da boca para deixar uma saudade
que nunca ou talvez nunca irá ser recordada
mas que tudo isto foi imaginado por mim e por ti falsamente;
Perdi-me Por Ti
como um grande amor perde outro
sem se despedir, sem abraçar, sem falar,
sem escrever, sem beijar, sem amar, sem olhar,
sem nada fazer ou dizer e por isso no final fica isto
isto de tão tamanha dor de vazio como os dias de Inverno;
Perdi-me Por Ti
como uma pessoa perde-se no seu próprio rumo,
como um animal perde do seu grupo restante,
como uma árvore que cresce sozinha completamente na escuridão,
como um corvo que voa entre florestas negras nórdicas,
como um fumo restante de uma fogueira de guerra,
como um calafrio de medo ou ansiedade de algo que sabes que pode vir a acontecer,
como um animal que morre lentamente sem piedade aos olhos de outros,
como uma serpente que engole a vítima, como o meu medo engole o meu amor
que já senti por ti mas que agora é cinza mas que pode renascer, renascer de forma
tão nobre como uma fénix, mas agora tudo é tão sentido, isto é a ansiedade,


A ansiedade, agora vejo como um campo completamente destruído, árvores cortadas, fumo
do fogo restante das casas, sangue derramado junto com vinho, tristeza respirável, medo que se sente, todo este cenário completamente horroroso, assustador, gritante mas sem som e sem ajuda possível,
é todo o meu amor,
todo o meu sentimento, toda a minha verdade,
todo o meu desejo, toda a minha vontade,
todo o meu querer, toda a minha beleza,
aprisionada por ti, por nós, por isto, pelo amor, por isso...
Perdi-me Por Ti.


Autor : Carlos Cordoeiro.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Poema Dói-me A Palavra

Dói-me A Palavra que te escrevo constantemente
e que tu insiste em ler mas ignorar que tudo isto
é para ti, para ti meu Amor;
Dói-me A Palavra que eu escrevo de forma
tão intensa que o meu coração também escreve,
a minha alma também escreve para ti,
tudo em mim é escrito para ti,
Dói-me A Palavra cada vez mais por dentro de mim,
visto que sou eu que faço isto, isto de te escrever
em constante sofrimento, em constante mágoa,
em constantes lágrimas que se deixam derramar
formando o rio da mágoa do amor e da tristeza.


Dói-me A Palavra, arde-me tanto o desejo de escrever-te,
arde-me tanto querer-te amar sem reservas,
arde-me pior que fogo esta palavra que eu escrevo sempre
para ti, sempre a pensar em nós, sempre a pensar nisto;
Dói-me A Palavra que insisto em escrever,
que insisto como cura das dores utópicas que existem,
como remédios de amores altamente platónicos,
insisto neste círculo infinito que finita em algo que não conheço:
Dói-me A Palavra que tenciono dizer-te como necessidade,
mesmo que isso a mim me cause uma dor, uma lágrima, uma dor,
algo que sabes que é complexo de decidir ou ter.


Dói-me A Palavra mesmo muito, mas não sei muito bem o que fazer,
dói-me o corpo todo, a alma toda, os dedos de escrever
o que tu não lês, o que tu não queres saber,
o que tu insiste em achar que não vivo; que insistes em achar-me falso,
que achas que tudo isto é pura gota de prazer da minha imaginação
quando nem imaginas a verdade......a verdade de estar aprisionado em ti,
neste amor tão prisioneiro, que me prendo a mim mesmo nestes círculos
círculos estes que giram, tal como a minha cabeça gira por algo que não é verdadeiro,
que gira por algo demasiado fantástico e surreal para ser verdade,
o nosso amor existe apenas aqui, no que te escrevo, no que te tento transmitir
desde de sempre, todos os dias, semanas, meses, anos a fio a escorrer.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Poema Por Eu Te Amar

Por Eu Te Amar que tudo foi intenso
até há ultima gota de sangue
que eu derramei por ti,
destas gotas tornou-se tudo rio,
lago, mar, oceano, tal como todo este meu sofrimento
por ti, que sempre foi constante,
em constante sofrimento de não poder-te decifrar;
Por Eu Te Amar foi tudo inundado em mim
senti-me sem ar porque te amava
e não poder dizer, e não poder admirar-te por isto,
e senti-me interiormente inundado
com uma dor que me afoga mais que a água.


Por Eu Te Amar que esta dor parece sempre grande,
parece cada vez maior, mais que o meu coração,
parece que tudo sempre maior, maior que a minha dor,
maior do que isto tudo, esta dor é tão inexplicável,
Até consigo amar-te, sim um pouco, mas a dor é sempre uma constante
é algo indeterminado que insiste em magoar-me
sempre que eu quero amar-te, sempre que eu tento conseguir algo
nem que seja o teu olhar simples e sem cumprimisso;
Até posso-te perdoar por não me olhares,
não me considero o modelo tão levemente esculpido pelo vento,
tão suave como os lençóis que te cobrem,


Por Eu Te Amar que isto pareceu o meu maior vício
isto de escrever para ti, mesmo que tu não me ames,
mesmo que eu não te seja nada, mesmo eu que seja apenas algo que vês,
algo que apenas observas com uma normalidade
como o normal dos teus dias que correm com naturalidade em que talvez
prefiras outros do que a mim, apenas suponho tudo isto em mim mesmo;
Por Eu Te Amar atrevo-me a dizer a palavra Amar mesmo que seja utópico
porque amor é tudo isto, de forma tão sonhadora, que não há hora certa para
quando isto acontecer mesmo que seja de forma sonhadora,
mesmo que eu seja um sonhador dos sonhos da minha vida sonhada
e portanto tudo isto é de forma assustadora verdadeira apenas no meu eu.
e o resto é tudo ficção, algo como hologramas reais presenciais na minha vida.


Por Eu Te Amar
parece estar a escrever sem sentido, e se calhar é isso mesmo
se calhar tudo isto não faz sentido como este amor que eu sinto por ti,
como esta utopia que eu sinto por ti,
como esta falsidade que sinto por ti que insisto em ser minha como sofrimento,
insisto num sofrimento puro e elegante, que me faz florescer sorrisos forçados
mesmo que ignorados pela pessoa que deveria olhar e sentir o mesmo
de forma pura como o ar que se respira;
Por Eu Te Amar
escrevo isto de forma tão estranha tal como o sentimento que sinto por ti...é
algo a definir não por mim, mas pelos dias que vão correndo
contra ou não a minha pessoa que insiste em admirar-te.

Autor : Carlos Cordoeiro.

O Enigmático Acessível

Carlos Cordoeiro
O Enigmático Acessível
Fotografia
Fevereiro 2016.

Ponte Monumental


Carlos Cordoeiro
Ponte Monumental Monumental Bridge
Desenho, folha a3
Janeiro January 2016.





Cenografia | Scenariography

                                         
Carlos Cordoeiro
Cenário (para o Carnaval dos Animais de Camille Saint-Sëns)
Maqueta (k-line, madeira, tinta acrílica e fio de algodão)
RPE (Representação Plástica do Espectáculo)
Ano 2011

(Poema) Carta De Uma Prostituta

José:
Sabes que eu sou uma prostituta
sempre o fui, tu sabes que aos 12 anos
eram difíceis aos meus dias,
o meu pai era alcoólico
e a minha mãe era...prostituta?
Sim é verdade, mas fiz um grande esforço
opah e fui para a minha avó
e ela fez-me ter escola até aos 18 anos...
mas tinha tanta vergonha, para visitar a minha mãe
tinha que ir para onde ela estava  com os homens
vi coisas horríveis, e nem acredita naquilo;


Ás vezes, estranhamente a minha mãe, mostrava-me o dinheiro
meu Deus era mesmo muito José (mas acho que estejas informado disso)
mas ela dizia que ganhava bem, que não era preciso muito esforço
mas que ás vezes estava farta de certas pessoas que atendia,
mas sabes José, ela nunca me disse para o que era,
nunca me disse o que fazia, será que ela não se lembrava
que eu a via com aqueles homens de negócios todos nojentos?
ela não se lembrava que eu a via aqueles gajos com os casamentos todos lixados?
aqueles gajos gordos, com bigode horroroso, praí com 70 anos e mesmo assim querem fazer sexo?


Por favor, isto é completamente nojento, mas eu segui o mesmo caminho.
Fui e sou, como tu sabes José, prostituta, opah é verdade,
quero lá saber o que os outros acham de mim,
ou porque sou isto, mas agora percebo a minha mãe;
Tenho que atender clientes, quase ser manda por eles...
já tive que fazer coisas horríveis...já me bateram (estou toda lixada mas pronto)...
já tive que tocar-lhes de maneiras horríveis... já me violaram...já me ameaçaram...
Sabes José, eu não compreendo se eu abro as pernas para eles
porque me lixam tanto,
todo o meu corpo, a alma, a verdade e a dignidade que há muito perdi
Peço-te ajuda José,
Abraço, vou-te falando, se conseguir.


Autor : Carlos Cordoeiro

Estação de Porto Campanhã



Carlos Cordoeiro
Estação Porto Campanhã, Porto
Fotografia (a preto e branco)
Ano 2013

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Poema Se Falo

Se Falo é porque preciso,
é porque é algo que eu necessito
de transparecer para fora
algo que deve mesmo sair;
Se Falo demais as pessoas incomodam-se,
aborrecem-se, põe a mão na cabeça,
mas e quê? Não posso falar?
Não posso expressar a minha verdadeira felicidade?


Se Falo é porque é intencional
é porque preciso de libertar,
preciso de me fazer ouvir,
e se tu estás mal paciência;


Não conheces o quanto
as minhas palavras são importantes
o quanto tenho que falar
se não falo ou escrevo
morro, todo o meu corpo torna-se algo
torna-se algo muito superior a ti;
Se Falo é porque há um desejo
para satisfazer a minha pessoa,
o meu interior, e no interior tu não mandas
por mais que o queiras fazer.


Falo sempre, falo com dor,
falo com amor, falo com respeito,
falo com tristeza, falo com desprezo,
falo com alegria, falo com sono,
falo intensamente, falo quase a adormecer,
falo e falo mais
falo porque posso e devo e respiro assim
o silêncio aqui, no ideal não é o desejado.


Autor : Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Poema Nossa Amizade

Tudo começou com alta bola na tua barriga
ficaste sem ar, mas até riste
é porque não te magoaste assim tanto
e continuamos a jogar bola naquele extenso
campo que fica quase perto do mar
mas ao mesmo tempo reservado há cidade;
Desde daí foste crescendo tanto, mas tanto
mais do que eu imaginei, ficaste maior
maior do que eu imaginava
mas ainda és aquilo eterno Amigo das brincadeiras
das brincadeiras tão parvas e sem sentido mas que eu gosto;
Lembro-me de tu, eu e outros amigões fazermos praia
e quase comermos areia porque causa da bola
agressivamente chutada para qualquer dia,
foi e é sempre bom esses momentos completamente parvos.


Gosto da nossa amizade,
falamos de tudo, falamos de nada,
falamos dos sentimentos, das desgraças,
do utópico, da realidade, da minha poesia,
dos teus gostos, de parvoíces,
passeamos por um Porto amigável,
por uma cidade diferentemente explorada,
falamos por sms, por redes sociais,
mesmo que isso nada disto existisse
sei que estás bem, o que é mau
corre mais rápido que um rio em tempestade.


A nossa amizade foi crescendo de forma natural
como as flores do jardim,
foi sendo regada tão naturalmente como as águas
gélidas do mar nortenho que mergulhávamos no verão
quente, tão quente
como aquelas raparigas bonitas e de corpo saliente
nós víamos;
Sim, somos grandes amigões, vês cada poema meu,
cada tristeza minha, cada amor ou desamor que eu tenho,
apoias as minhas Artes, reforças, incentivas-me
poucos ou ninguém me fazem crescer tanto como pessoa,
humano, cidadão, artista entre outros adjectivos,
o que interessa é a verdadeira Amizade,
aquela que é espontânea como a nossa.


 Autor : Carlos Cordoeiro
(A ti, meu bom Amigo te dedico este Poema).

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Poema A Ideia De...

As flores que escorrem
como fossem o meu sangue amor vivo,
como se fosse o movimento
que faz a minha Alma
amar-te constantemente
de forma seguida;
Estas flores tão intensas, tão marcantes,
estão vibrantes no seu amor pleno
que me faz suspirar e mais suspirar
por ti, meu amor, meu querido amor
que tanto te prezo como a respiração.


Estas flores que me deixam tão
mas mesmo tão louco por ti,
ohm eu grande amor primaveril
que já chegaste ao meu coração muito antes das flores
colorirem a minha vida
como tu mo fazes;
Meu bem, meu doce, meu mel amor
minha querida inspiração, minha Mulher
tão curva, tão bela, tão poderosa,
tão intensamente marcante nas vistas do meu olhar
e ficas como petrificada na minha memória
ai fogo como é tão bom recordar-te há noite.

Meu grande Amor que me fazes escrever assim
sem qualquer ordem, sentido, lógica
é isto que eu sinto por ti, a desordem total
é mesmo arrebatadora de corações,
minha luz provocadora de sensações,
minha liberdade, minha paz, meu desejo,
Ufa, que isto é tão cansativo mas ao mesmo tempo
um prazer, um calor, um desejo, um orgasmo falar em ti
desejar a ti aquilo que eu loucamente imagino,
que eu loucamente desejo mesmo que
possa perceber perversão mas não, chamo-lhe paixão.

Autor : Carlos Cordoeiro. 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Poema É Melhor Deixar Ir

É Melhor Deixar Ir
tudo que foi bom visto
que tu és apenas o mal em mim,
visto que és o desejo malicioso;
É Melhor Deixar Ir
todo este amor neutro e que
apenas há um lutador
apenas um coração a bater por ti;
É Melhor Deixar Ir
tudo que me fez amar-te,
tudo que me fez suspirar por ti,
tudo que me fez admirar-te,
tudo que me fez elogiar-te,
tudo que me fez fazer escrever por ti.


É Melhor Deixar Ir
tudo que é bom e intenso
pois tudo isso foi passageiro,
tudo isso pareceu engano;
É Melhor Deixar Ir
afinal o que é bom acaba depressa
como este amor tão utópico,
mas que foi sempre verdadeiro
sempre o foi para mim;
É Melhor Deixar Ir
todas as lembranças, tudo isto,
tudo que me faz agradar,
tudo que me faz pensar em ti,
tudo que me fez sonhar para ti,
tudo que me fez sonhar por nós,
um nós que eu apenas projectei falsamente.


É Melhor Deixar Ir
toda a lembrança boa, todo o amor
que senti por ti, tudo que foi marcante
e memorável entre nós, tudo que foi,
tudo que,
tudo...
É Melhor Deixar Ir
o que me fez auto corroer,
o que me fez magoar desnecessariamente,
o que me fez mutilar-me
o que me fez magoar mais que
espadas atravessadas e ainda remexidas
para magoar cada vez mais
o meu coração, o meu amor, a minha alma,
a minha vida, o meu verdadeiro que se apaixonou
por ti, desde do dia que te vi tão
naturalmente como isto tudo que escrevo para ti
de forma tão sincera e verdadeira.

Tu sabes,
Já te amei.

Autor : Carlos Cordoeiro.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Poema Pensei

Pensei que tudo isto era real
entre nós, entre tu, entre eu
mas não sei bem o que somos
o que queremos, e se até posso falar
como nós, visto que sou apenas eu;
Pensei que tudo isto
era projectado para outros,
e nunca para mim, demasiado intenso
e verdadeiro para mim
por isso prefiro apagar-me a ela;
Pensei que fossemos algo mas apenas
eu imaginei algo em mim,
mesmo que outras pessoas não,
mesmo que outras imaginem algo mais utópico;
Pensei que éramos.
Pensei que poderíamos dar-mos a simplicidade um ao outro sem pedir nada em troca, sem pedir a verdade a cada um, sem pedir a sinceridade como algo pela chantagem; Pensei que podessemos ser grandes como um amor grandioso que se vê nesses clássicos em cinema mesmo que pelo caminho haja tristezas profundas constantes; Pensei que éramos um sonho um sonho completamente eterno em que podia torná-lo como memorável, como definitivo e relembrar sempre que eu quisesse mesmo que isso me custasse caro; Pensei que fossemos um mesmo que fossem em simpatia, alegria, felicidade, amizade, mas nada disto verifiquei a não ser falar por falar, desculpa mas assim nada quero contigo se nada disto for sincero peço-te desculpa mas agora isto terá que ser a despedida em grande de não te querer por agora. Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Serei Eu.........

Serei Eu aquele que podes ou queres escolher?
Certamente que não, visto que sou o erro para ti,
visto que sou a maldade aos teus olhos,
visto que sou a sujidade do dia-a-dia ou da alma,
visto que sou aquele que recusas constantemente,
mesmo que eu te ignore ou faça de ti irreal;
Serei Eu aquele que desejas ter?
Parece não haver dúvidas que não,
não me queres tal como não queres
em dias de sol, ou através de jardins frescos
da Primavera em brisa do Porto;
Serei Eu aquele com quem tu queres falar?
Talvez sim, mas de quê? deve ser sempre essa
a tua questão, falado de tudo que quiseres
até de amor, mesmo que isso faça de mim
vergonha ou indiferença.
Serei Eu aquele que gostas de falar?
Não sei as nossas falas são
dois monólogos, daí não haver total compreensão
e cada um por si fica na sua,
mesmo que se queira falar,
nunca dá por culpa de dois;
Serei Eu?
Serei?

Autor : Carlos Cordoeiro.

Poema Coração Quebrado

Coração quebrado é como está o meu
desde que eu comecei a amar-te
mas pouco ou nada tenho em troca
apenas uma constante indiferença
e devo apenas simplesmente aceitar isso;
Coração Quebrado é o que sinto
de forma dura, que me fez entristecer
porque nada parece justo ou normal
apenas olho como público, mas nunca
como actor do romance;
Coração Quebrado é como tu gostas de ver
eu neste estado, deve ser algo que te faz rir
ou simplesmente passa-te ao lado
e como tal deve ser-te banal;
Coração Quebrado é o que tu achas
que eu não sou e estou mas sim
que sou uma alegria inundada
e que todo eu é simpatia, alegria e felicidade
mas bem lá por dentro, por dentro
tudo me faz corroer de forma dolorosa,
de forma intensa, de forma triste,
que me sinto que pior que cão molhado
há mercê das chuvas e tempestades
das invejas, ódios, raivas de ti ou de qualquer pessoa.


Coração Quebrado dói agora e parece que é sempre
mesmo não sendo, a dor é tão constante
que o sofrimento talvez seja passageiro ou não,
que tudo isto pareça uma realidade dura mas que ainda assim
eu lá aguento e suporto mesmo não o podendo;
Coração Quebrado é isto mesmo, isto que vês
mas que tão naturalmente julgas verdade
mesmo não sendo de todo, tu sabes que não o é,
sabes mesmo que não é nada disto que sou ou sinto face
a algo que nem se pode chamar nós;
Coração Quebrado é tudo isto que nós somos
mesmo sem haver nós, mesmo sem haver carinho,
mesmo sem haver amor, mesmo sem haver paz, mesmo sem haver amor
mesmo sem haver nada disto somos nós,
porque estou a falar como tal;
Coração Quebrado é o que eu sinto sempre que me magoas constantemente
sempre que tudo isto é verdade, sempre que tudo isto é mentira
ou até mesmo incerto como o que eu sinto por ti
talvez seja verdade ou talvez mentira, fica em suspenso.

Autor : Carlos Cordoeiro.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Poema Talvez Possa Sonhar...

Talvez Possa Sonhar com tudo isto de forma verdadeira
e supor que tudo isto é a realidade,
que tudo é amizade ou amor que eu supostamente
tenciono misturar por ingenuidade minha e
porque sou constantemente um sonhador;
Talvez Possa Sonhar que tudo isto é demasiado,
mas que é possível ter como algo certo
como algo que pode ser tangível,
como algo que eu posso ficar feliz mesmo sendo utópico
por tempos indefinidos no meu coração.


Talvez Possa Sonhar com tudo isto de forma provocadora,
como beijos provocantes, abraços quentes,
envolvências geometricamente elaboradas,
penetrações intensas e transcendentais
entre outras provocações que poderão ser constantes;
Talvez Possa Sonhar com tudo isto como na verdade
fosse um grande maluco, como achasse que tudo isto
pode e é verdade no meu coração ou cabeça
seja amor ou amor utópico, ou qualquer coisa
a definir por mim, mas que me é difícil.


Talvez Possa Sonhar com a tua beleza todos os dias
mesmo sabendo que aos meus olhos
tu és a realidade dos meus dias, mesmo que não o saibas;
Talvez Possa Sonhar em ter-te como algo bom
como algo que me conforta e eu a ti,
como algo que eu quero tentar amar para sempre
mas com naturalidade tal como este poema
para ti, minha flor que me faz arder a vista
de tanto te admirar sem barreiras, sem limites,
talvez seja assim que tenha que ficar, em suspenso.

Autor : Carlos Cordoeiro.

Imagina (poema)

Imagina que podias ter feito tanto até agora
e nada fizeste por ti nem por ninguém
porque achaste que eras apenas tu
o mais importante e o único em biliões restantes;
Imagina que podias ser o genial
mas nem sequer olhaste o outro
para perceber o que lhe faltava
e se tu podias ajudar de forma tão natural
como a chuva que cai para ajudar as plantas;
Imagina que até tinhas o ideal
até tinhas o planeado, até tinhas o idealizado
mas estiveste com tantas reticentes
que nada fizeste, nem tentaste
apenas tiveste a ideia mas ficou pelo suspenso;
Imagina que tudo seria perfeito senão pensasses tanto,
senão tivesses tanta ganância, tanta sede
de materialismo que agora estás na ruína;
Imagina tudo que podia ser simples
se tomasses como exemplo a natureza,
se tomasses como exemplo os animais,
se tomasses como exemplo os povos verdadeiros,
se tomasses como exemplo a água como fonte de vida,
se tomasses como exemplo os frutos que dão forças
se tomasses como exemplo as energias que sabes que tens
mas que desperdiças com tão pouco,
com tanta coisa rele, com tanta coisa ridícula,
que nem sequer te faz evoluir como humano nem como humano.

Autor : Carlos Cordoeiro.

שיר עדיין חברים

עדיין חברים אחרי הכל מבולבל, אחרי הכל זה באומרו,עדיין חברים אחרי הכל מבולבל, אחרי הכל זה באומרו, גם אם המילים הגסות העלות שלעכל אמת אפילו שלא יודע איך לדבר בה; אפילו החברים שלי על ידי בחירה לאחרים אהבה, אני לא יכול להביע את אמת אני מרגיש את הצורה הפנימית עוצמה שלפעמים חונק אותי; חברים עדיין למשהו גבוה יותר שגורם לי לחייך למשהו מורכב להבין מדוע אינטנסיבי כמו שוקולד כהה מה שאני מרגיש; חברים, כי אני עדיין מתעקש על סבל עצמי, בהגנה עצמית, בתיאור של המעשים שלי, בדיווח לא כל הישות שלי, באינו מסומן באופן הדוק על ידי צדדים שלישיים; נראה חברים עדיין כחברה לנשמעים יותר טוב אבל זה בכלל לא מה שאני רוצה, אבל אני רוצה אנסה להיות שלך, לתת לך את עצמי, אבל בשלווה גם אם זה לא אומר שאהבה מיידית מיועד או מתוכנן אהבה; חברים, כי נראה אפילו עכשיו הגיוני למרות שזה אולי יביא לי יותר כאב שבעושה סרט בשחור הלבן שיגרום לך לבכות הסוף העצוב. חברים עדיין לאמיתות נוחים העומדים בכל הזמן גם אם בכאב, אפילו בדרך אוטופי אבל עדיין נשאר משהו כמו אמיתי; חברים עדיין אוהבים את כל אותם ימים כי הן שמש וגשום אבל כל מה שנשאר בהמתנה כמוני ובתוכי ושם; חברים עדיין בדרך בדרך רגועה עם דבר כדי לחסום, טבעי כמו הפירות המתוקים אני מתעקש להוכיח כפרובוקציה שלי או לך, אבל בלי לפגוע במישהו; חברים עדיין כמו קודם אבל תמיד בגל הזה של פלא ואדישות, הכל הוכפל; כל מה שתמיד חווה כדבר כפול, כל מה שתמיד הוא כמו כפול אפילו אני לא להיות שיכור באהבה או בשבילך, גם אם כל זה נכון או אירוני; גם אם הידידות הזאת או אהבה; למרות שזה אמיתי או אוטופיה; עכשיו, אנחנו עדיין חברים. גם אם המילים הגסות העלות שלעכל אמת אפילו שלא יודע איך לדבר בה; אפילו החברים שלי על ידי בחירה לאחרים אהבה, אני לא יכול להביע את אמת אני מרגיש את הצורה הפנימית עוצמה שלפעמים חונק אותי; חברים עדיין למשהו גבוה יותר שגורם לי לחייך למשהו מורכב להבין מדוע אינטנסיבי כמו שוקולד כהה מה שאני מרגיש; חברים, כי אני עדיין מתעקש על סבל עצמי, בהגנה עצמית, בתיאור של המעשים שלי, בדיווח לא כל הישות שלי, באינו מסומן באופן הדוק על ידי צדדים שלישיים; נראה חברים עדיין כחברה לנשמעים יותר טוב אבל זה בכלל לא מה שאני רוצה, אבל אני רוצה אנסה להיות שלך, לתת לך את עצמי, אבל בשלווה גם אם זה לא אומר שאהבה מיידית מיועד או מתוכנן אהבה; חברים, כי נראה אפילו עכשיו הגיוני למרות שזה אולי יביא לי יותר כאב שבעושה סרט בשחור הלבן שיגרום לך לבכות הסוף העצוב. חברים עדיין לאמיתות נוחים העומדים בכל הזמן גם אם בכאב, אפילו בדרך אוטופי אבל עדיין נשאר משהו כמו אמיתי; חברים עדיין אוהבים את כל אותם ימים כי הן שמש וגשום אבל כל מה שנשאר בהמתנה כמוני ובתוכי ושם; חברים עדיין בדרך בדרך רגועה עם דבר כדי לחסום, טבעי כמו הפירות המתוקים אני מתעקש להוכיח כפרובוקציה שלי או לך, אבל בלי לפגוע במישהו; חברים עדיין כמו קודם אבל תמיד בגל הזה של פלא ואדישות, הכל הוכפל; כל מה שתמיד חווה כדבר כפול, כל מה שתמיד הוא כמו כפול אפילו אני לא להיות שיכור באהבה או בשבילך, גם אם כל זה נכון או אירוני; גם אם הידידות הזאת או אהבה; למרות שזה אמיתי או אוטופיה; עכשיו, אנחנו עדיין חברים.