quinta-feira, 18 de maio de 2017

POEMA FADO

O lugar que eu abandono
Nunca é pecado
Sinto que te sou mais perto
Mas Ah, olha para nós
Tão distantes como
O nosso amor
Como o nosso desejo.

Mas se eu um dia tentar a minha sorte
saberei que  contigo posso ter
aquilo que só não há na morte
a não ser um beijo fatal
como aquele na hora de despedida
na hora da desgraça, na hora d'agonia.


Autor: Carlos Cordoeiro

domingo, 14 de maio de 2017

PORTUGAL GANHOU EUROVISÃO | PORTUGAL WON EUROVISION


PORTUGAL GANHOU EUROVISÃO ESTA NOITE  |  PORTUGAL WON EUROVISION TONIGHT

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Poema Carta

Partiste...isto tudo é tão doloroso
tudo isto é difícil de digerir, porque a dor da saudade
é maior do que não te ver, apenas sinto que isto
continua, cada vez mais, de forma tão corrosiva
por isso quero libertar-me, desde que não me saia mal
afinal nem tu, nem eu, somos o ideal de um amor que nunca
resultou na sua essência, no seu momento por isso ambos sofremos!
Saudade esta que marca o meu corpo, a minha alma,
tudo isto é bastante inflamável, tu sabes isso mas ainda assim
podemos tentar fazer do nosso corpo algo fútil para ver
se a podridão torna-se em novas sementes, em que crescemos novos
para uma vida que nunca mudará, será tão fútil como nós fomos
quando temos que ser alguma coisa, mesmo que de forma imaginada
mas acho que conseguimos projectar possíveis amores.
Este momento foi tão corrosivo como os nossos beijos
beijos estes que estavam  repletos de uma doce hipocrisia
tanta ironia neste beijo que me inundou de distância por ti
mas pensei duas vezes...talvez tenha sido exagerado, talvez um dia
acredito nos nossos encontros que já foram retratados pelas memórias
memórias que cada vez são mais distantes do coração e do amor,
e por isso tento mesmo acreditar que somos algo melhor...digo eu!
Mas injustamente creio que tenho que me despedir mesmo
não sendo a minha intenção fazer das tuas lágrimas, momentos de dor
e de sangue a escorrer na tua alma, mas não gosto de escrever a nossa
despedida mesmo que seja, por segundos, não tenciono fazer das minhas palavras
a dor mais corrosiva no teu coração que foi gentilmente espetado por
amores que te foram desamores, mesmo sabendo que eras a Rosa de um
jardim mais próximo, de um jardim em sofrimento.

Autor: Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Poema Tento Ver

Tento ver que tudo isto é falso
na medida em que tudo me magoa
mesmo quando prefiro a verdade
embora o sofrimento pareça mais ténuo;
Tento ver que isto tudo é farsa
no momento em que exploro a vergonha
da palavra dita em vão e dos homens
da falsa honestidade e verdade;
Tento ver onde posso procurar um novo mundo
novo este que posso tentar viver nele
mesmo que...a dor do desconhecido
seja maior do que tentar viver melhor;
Tento ver se posso tentar aproveitar o tempo
mesmo que este seja pior que a areia
porque escorre mais rápido, escorre de forma dolorosa.




Tento ver o que fazer das minhas lágrimas sangue
sangue este tão doce como a amargura de querer
mais, de querer viver aquilo que não existe
por isso recordo a amargura de viver o esquisito;
Tento ver aquilo que perdi através
 da recordação de momentos a preto e branco
ou então choro na cruz de quem partiu
mesmo quando era cedo demasiado para nos despedir;
Tento ver se isto tudo é meu
desde do coração mal amado,
até ao beijo roubado,
em dias de desespero e solidão sentimental;
Tento ver se tudo isto valeu a pena
ou então senão foi uma mágoa tão pura,
que não quis acreditar se era verdade ou não
mas simplesmente continuei neste sonho doloroso que é a vida.

Autor: Carlos Cordoeiro.