sábado, 31 de dezembro de 2016

BOM ANO NOVO 2017

Que todos vocês tenham um excelente Ano Novo 2017 !

Que todos tenham a oportunidade de ter um excelente Ano Novo 2017!
Este novo ano que seja recheado de bens essenciais, emprego, oportunidades, vitórias, realidades positivas, e claro acima de tudo saúde, muita saúde, muita mas mesmo muita saúde!

Que com este Ano Novo, 2017, se possível que haja:
- menos guerras;
- menos fome;
- menos ganância;
- menos mortos;
- menos sangue;
- menos terror;
- menos corrupções;
- menos ilegalidades;
- menos indústrias;
- menos poluição;
- menos injustiças;
- menos armas;
- menos solidão;
- menos pobreza;
- menos desperdício;
- menos falsidade;
- menos cinismo;
- menos consumismo;
- menos ricos;
- menos destruição da Amazónia;
- menos desflorestação;
- menos químicos;
- menos pescas intensivas;
- menos produção ilegal;
- menos prostituição;
- menos tráfico humano;
- menos trabalho infantil;
- menos tráfico de órgãos;
- menos racismo;
- menos violações;
- menos mortes por causa de violência doméstica;
- menos censura;
- menos ditadura;
- menos suicídios;
- menos desrespeito;
- menos dor, mágoa, tristeza:
- menos bullying;
- menos crianças gozadas por alguma deficiência:
- menos ostentação;
- menos riqueza;
- menos luxo;
entre outros tantos, tantos, tantos, tantos e tantos aspectos que poderia aqui falar mas são demasiados para escrevê-los aqui, mas que ainda assim pensei neles.
Ainda assim continuo a desejar Bom Ano Novo 2017.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Poema Faz Das Tuas Lágrimas

Faz Das Tuas Lágrimas
novas felicidades, novas alegrias
que irão preencher de forma gigante
o teu coração ainda ferido
mas que se vai tornar tão grandioso como a tua vontade;
Faz Das Tuas Doresobstáculos que vais conseguir fazer deles
barreiras que orgulhaste passar, que orgulhaste
saltar e nisso foste o maior e o momento
e por isso todos te irão recordar;
Faz Das Tuas Tristezasalegrias, felecidades, carinhos
que tu mesmo queres sentir e dar
e por isso farás de ti mesmo um ser maior e grandioso
quando tiveres essa oportunidade e assim for necessário;
Faz Das Tuas Mágoas
algo que irá passar com um sorriso que te fará ir longe,
um sorriso que irá conquistar aquilo que queres, que fará de ti
grandioso com tu és naturalmente, mas ainda não descobriste
apenas estás com receio mas prometo que serás grande como tanto sonhaste.



Faz Das Tuas Perdas
recordações que farão os teus olhos sorrir,
e a tua memória relembrar os momentos grandiosos
de quem perdeste ainda está vivo e estará, pelo menos
no teu coração, e na tua memória que projecta sempre os que partem;
Faz Das Tuas Distânciastornarem-se tão pequenas como o grão de areia que não vês mas
consegues sentir com delicadeza, como o amor que tens por alguém
e anseias por perto ter tudo isso intensamente, e como tal a distância
tornar-se-à apenas uma palavra curta;
Faz Das Tuas Amarguras
algum doce como a tua boca que adoça quando beijas
os lábios mais amorosos que gostas, faz das tuas amarguras
o açúcar mais açucarado da doçura da tua vida
e verás que a vida é doce mesmo quando por vezes azeda um pouco;
Faz Das Tuas Friezas o maior calor que conseguires, o calor que fará de ti o teu próprio
manto, o manto que cobre o teu corpo e dá-te o calor, todos farão isso
e verás o calor verdadeiro dos corações que querem transbordar amor, carinho
através de um calor maior e mais intenso que o Sol, o teu calor fará o outro
sentir-se  humano e farás dele o mais sortudo assim como tu.

Autor: Carlos Cordoeiro.

SAUDADES (2000-2010)

Eu sou a favor das recordações!
Sim, sou a favor das recordações se isso trouxer boas memórias, risos, caras parvas, bons minutos ou mesmo horas de gargalhadas felizes e naturais, momentos de boa disposição...
Eu gosto de recordar sabe bem, sinto-me bem, sinto-me feliz, sinto-me novo de novo, não é que seja velho mas recordar momentos que já têm alguns anos faz-me relembrar um dia, uma semana, mês, anos, momentos, tempos específicos, qualquer coisa!
Hoje em dia a meu ver, mas em termos gerais, a sociedade tornou-se mais banalizada, mais homogénea, sexual, pornográfica, oferecida, tecnológica, inerte entre outros valores negativos, embora haja qualidades que vão sendo apagadas e por isso mesmo quero recordar músicas que já tinham um pouco da linguagem safada, malandra mas que ainda assim era boa música e "inocente" e a letra? A letra ainda tinha qualidade, e as músicas não eram tão comerciais como hoje.
Portanto hoje, quero recordar convosco a música que acompanhou a minha infância / adolescência entre os anos 2000-2010, sendo elas (as músicas):
https://www.youtube.com/watch?v=AQ4TW5Z8eu0 Sean Paul - I'm Still In Love With You (2009)

https://www.youtube.com/watch?v=dW2MmuA1nI4 Sean Paul - Temperature (2006)

https://www.youtube.com/watch?v=uUGFhVWPOFs Sean Paul - We Be Burning (2005)


https://www.youtube.com/watch?v=WpYeekQkAdc The Black Eyed Peas - Where Is The Love (2003)

https://www.youtube.com/watch?v=iEe_eraFWWs The Black Eyed Peas - My Humps (2005)

https://www.youtube.com/watch?v=KRzMtlZjXpU The Black Eyed Peas - Shut Up (2003)

https://www.youtube.com/watch?v=Kgjkth6BRRY Gwen Stefani - Hollaback Girl (2005)

https://www.youtube.com/watch?v=9rlNpWYQunY Gwen Stefani ft. Eve - Rich Girl (2004)

https://www.youtube.com/watch?v=O0lf_fE3HwA Gwen Stefani ft. Akon - The Sweet Escape (2007)

https://www.youtube.com/watch?v=0J3vgcE5i2o Nelly Furtado ft. Timbaland - Promiscuous (2006)

https://www.youtube.com/watch?v=6JnGBs88sL0 Nelly Furtado - Say It Right (2006)

domingo, 18 de dezembro de 2016

Poema Déjà Vu

Déjà Vu já tive eu
por ti praticamente todos os dias,
no amor, na amizade, no carinho,
na partilha de sentimentos tão suaves
como lençóis que nos envolveram;
Déjà Vu tenho quando penso em ti
e acho que já fomos íntimos, acho
que já fomos algo como namorados
ou então amigos demasiado íntimos ao
ponto de partilharmos beijos a cada segundo;
Déjà Vu tenho quando me quero
lembrar naturalmente de ti e sei que isso
acontece porque efectivamente já tivemos
algo só não me lembro se já acabou
ou se ainda mantemos algo, embora
por mim continue a sonhar com tudo isto pela real;
Déjà Vu estou a ter agora
porque tu és-me familiar, o teu corpo,
o teu cheiro, as tuas curvas, e essa tua sensualidade
que me provoca constantemente e que por isso
não me quero controlar apenas tentar amar-te.




Déjà Vu eu tive no dia em que me queria recordar de ti
e sabia que era real que tivemos algo, mas tu insististe
em dizer que sou demasiado sonhador para te ter
que sou demasiado tolo para acreditar que posso amar-te;
Déjà Vu tive tantas vezes
por acreditar que já nos conhecemos
nem que seja doutra vida, doutros momentos,
doutras doçuras que partilharmos como carinhos
que eram malandros como nós somos ou já fomos;
Déjà Vu quero ter sempre de ti
para ter sempre memórias brilhantes
como estrelas, daquelas que mais cintilaram por nós
mesmo em dias negros ou tristes mas que ainda assim
nós ficamos alegres, íntimos e ligados pelo olhar intenso;
Déjà Vu é a intensidade de te querer todos todos os dias
de te querer amar-te constantemente, de te tocar, de te sentir,
de ter-te pelos meus toques, pelos meu beijos, sentir-te na minha pele
e saber que o teu corpo é meu e eu sou completamente teu
nos carinhos, nos beijos, no amor, na intensidade, nos abraços.

Autor: Carlos Cordoeiro.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Poema Como Isto É...

Como isto é injusto quando pensas em ser algo
que na verdade a realidade e a brutalidade
do dia comum a ti e aos outros fazem de ti
algo apenas e só um ser que nem desejas os outros
muito menos a ti;
Como isto é injusto quando sonhas demais
e nada acontece apenas fazes projeções tridimensionais
mas nem vês algo de belo, nada a não ser
um leve e dolorosa sensação de idea
que tencionavas tornar real;
Como isto é tão estranhamente doloroso
que é confuso pois não se compreende
o  que é, se é algum sentimento, algo verdadeiro
algo real, algo perceptível, algo que fui eu
ou apenas sou eu através dos meus sentimentos
Como isto é dolorosamente real,
a tua perda, a tua existência que pensando bem...acho
que foi em sonhos que sempre te imaginei como minha,
que te imaginei como aquela pessoa que eu beijava todos os dias,
como aquela pessoa que eu podia acariciar todas as noites,
e todas as manhãs tentava-te acordar com as minha mãos a
deslizarem pelas tuas curvas tão suaves como os lençóis que poderiam
ter coberto os nossos corpos quentes de desejo, de prazer, de vontade
de o amor ser grandioso como as estrelas que nos iluminam.


Autor: Carlos Cordoeiro.

domingo, 27 de novembro de 2016

Poema Ainda Acho Que Te Amo

Ainda acho que te amo
como no primeiro dia que te vi
pode ser impressão, mania,
saudade, mas a realidade é que sinto
por ti algo que me fez entristecer
ter enormes saudades;
Ainda acho que te amo
porque não te via indiferente,
sempre te olhei de forma especial
sempre quis recordar todos os dias como eras
pois assim eras, és e serás recordação,
Ainda acho que te amopois lembro-me dos pequenos sinais
dos sorrisos, dos momentos: poucos mas
bons, por isso acreditei sem arriscar,
amei sem tentar, gostei sem dizê-lo,
mesmo sabendo que era um risco não tentar;
Ainda acho que te amoporque ainda me lembro de ti,
porque ainda assim sinto um desejo por ti,
um carinho e respeito por ti, pelo que és,
considero-te especial sabias disso?
Nunca fui de me confessar, aquilo
que sinto de forma tão pura, aquilo que é bom
sentir mas difícil de dizer a quem amamos.




Ainda acho que te amo
afinal ofereci-te um anel como carinho
afinal casamento naquele momento era
cedo mas não impossível simplesmente é
cedo, mas não o foi para te ver como algo
sonhador, algo belo e intenso como o chocolate;
Ainda acho que te amo
fui eu que te convidei para o
chocolate quente na esperança das nossas
palavras serem doces, serem saborosas
como o momento e assim tudo era especial;
Ainda acho que te amopor seres assim, simplesmente bela
simplesmente irresistível, provocante,
gloriosa, atraente, apetecível pelos meus lábios
por beijos sedosos, sedosos como lençóis
que nos poderiam um dia cobrir de amor;
Ainda acho que te amo 
porque ainda sinto algo por ti especial
algo tão grandioso mas que fez-me não falar,
algo tão intenso, belo que nem acreditei, e
por isso desisti, mas no meu corpo, sonho e alma
ainda te espero com a mesma intensidade,
com a mesma vontade, lealdade e amor
se assim posso chamar
acho que posso chamar isto Amor!
Talvez.

Autor: Carlos Cordoeiro. 

O Porto: nacional ou internacional? (texto crítico)

 Antes demais gostava de dizer, porque considero relevante, que nasci, estudei e trabalho no Porto, sou mesmo "tripeiro", sou mesmo portuense.
 Hoje em dia, cada mais se verifica a potencialidade do Turismo, no nosso país, neste caso na Cidade do Porto também.
 Ao longo da história do Porto verificou-se que esta foi escolhida por inúmeros motivos como por exemplo: o Vinho do Porto, a Gastronomia, o Clima, a Hospitalidade, o Centro Histórico, o Plano Cultural entre outros aspectos.
 Obviamente que uma cidade vive do Turismo entre outras tantas áreas,
 Nunca fui contra o Turismo, muito pelo contrário aliás orgulho-me de ver os turistas a passear felizes na "minha" cidade, até gostava de criar projectos nesta área, mas isto é outro assunto que futuramente posso vir a debater aqui no meu blogue.
 Obviamente que há medida que os anos passam cada vez mais a percentagem de turistas aumenta, o que é excelente, é o que se quer, que cada vez mais que o Porto seja cada vez mais conhecido como uma cidade de História, Museus,Conhecimento, Cultura, Lazer, Restaurantes, de belas Praias, de excelentes Artistas no ramo das Artes Plásticas, Música, Dança, Teatro entre outras áreas.
 Antes de escrever o artigo propriamente dito gostaria de dizer que há excepções (gerais e também específicas) ou seja o que eu aqui disser que pareça menos bem ou inadequado, não quer dizer que esteja a censurar algo ou alguém mas sim que seja a minha opinião, ou seja, vou opinar sobre a Cidade do Porto: onde eu nasci, cresci e vivo.


O Porto: nacional ou internacional?

 Pergunto-me constantemente, não é que seja algo prioritário na minha vida mas é algo que de vez em quando gosto de desenvolver ao pensar nisto para mim.
 Actualmente considero que haja a "febre" dos Hóteis (uma pessoa que conhece minimamente o Porto sabe do que falo), considero que no Centro Histórico da cidade há um excesso do número de Hóteis, para não falar que em certas ruas, há Hóteis praticamente juntos, não é que seja mau ou censurável simplesmente tenho a sensação que cada vez mais há um acumular de Hóteis na mesma rua ou zona da cidade.
 Creio que é sempre bom a nossa cidade ser conhecida mas não significa que tenha de ter imensos hotéis, aliás aqui a questão é a quantidade...e não o facto de existir, porque tem que existir como é óbvio, afinal o conceito de pernoitar / hospitalidade no Porto é mais antigo do que se pensa.
 Conforme já há hotéis na zona da Boavista, Foz e nessas redondezas deveria haver mais por exemplo na zona de Campanhã, porque nesta zona também há História, aliás senão estou em erro esta zona desde do século XIX ao século XX, teve várias fábricas hoje completamente em ruína, portanto porque não investir no Turismo Industrial? ou seja, reabilitar os edifícios (fábricas) e fazer deles Museus, espaços vivos, de história, de conhecimento e lazer! Por exemplo aqueles armazéns todos vazios...porque não fazer deles Galerias de Arte? Discotecas? Restaurantes? Hotéis? Escolas de Dança, Música ou Teatro? Há inúmeras alternativas, mas o que eu estou a tentar dizer é que considero que está muito concentrado na mesma área, os que já existem ficariam lá como é óbvio, mas criar novos hotéis em zonas como Campanhã, Freixo, Antas, Bonfim, aliás quando eu digo novos hotéis nestas zonas é alguns não muitos, até porque não se justificam haver tantos (concentrados na mesma rua ou zona da cidade).
 Sou a favor do Turismo, mas não desnecessariamente como a concentração de hotéis na mesma rua! Considero que nos dias de hoje, estamos demasiados preocupados com o Turismo, por um é excelente e por outro é mau porque como tudo na vida, há sempre os dois lados da questão.
 Eu para ser sincero, se tivesse muito dinheiro, também teria um hotel...a sério! porque efectivamente gostos dos turistas, gosto de vê-los com sorriso na cara, adoro como eles gostam de explorar a cidade, o sorriso e admiração quando vêem aquelas escadarias, ruas, ruelas, travessas, depois aquelas ruas tão medievais...eu percebo-os, compreendo porque gostam cada vez mais do Porto, para não falar do Vinho do Porto que é excelente e como é óbvio dispensa apresentações pelo seu inigualável prestígio, sabor, textura, aroma entre outros valores certificados e premiados durante anos, séculos! Agora os hotéis serem todos  concentrados achou mau, mau por estarem tão próximos até porque nesta cidade temos grandes hotéis de elevado prestígio, ou seja, cada hotel fala por si no sentido que cada um tem a qualidade que tem!
 Outra coisa... as casas/prédios em ruínas...outro assunto que me faz seriamente confusão e porquê?  Por razões óbvias.
 Estes prédios, estão anos, décadas a fio em ruínas, sem nenhuma recuperação possível e depois a Câmara requalifica ou então algum senhor compra o prédio todo e o que é que faz? O que faz? Mantém a fachada que dá um aspecto tradicional, respeitável, e depois destrói todo o interior para ser um novo e belo Hotel por vezes a mudança é tanta que nem se reconhece como era antes o edifício originalmente.
 Aliás neste tipo de casos lá se vai os exemplares que existem no interior dos edifícios como os estuques, os corrimões de madeira trabalhada, as janelas guilhotina, entre outras características
próprias de uma época, de um século - claro que há hotéis que ainda mantém estas características e ainda bem!
 De seguida temos edifícios míticos, mágicos e que marcaram uma época mas que actualmente tem um aspecto diferente, tem uma actividade hoteleira ou pior do que isso (dependendo dos casos), vejamos o que é feito do Cinema Águia D'Ouro e o Cinema Batalha...o primeiro é um hotel o segundo está vazio, era bom para a cidade requalificarem como Cinema (e não outro Hotel) o Cinema Batalha, afinal por ele passaram grandes filmes portugueses...isto tudo a relacionar-se com edifícios ligados ao Turismo, Cultura e Lazer, sim porque se eu for a falar dos edifícios históricos aí sim tenho tanto mas tanto que falar.
 Até porque não há propriamente uma sensibilidade para os monumentos, embora, de há uns anos para cá, tenha havido um esforço pelas entidades do sector competente, a trazer "à luz do dia" os monumentos que estão literalmente esquecidos na nossa Cidade do Porto.  














quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Poema Canção Triste

Canção Triste
é quando estou na sala fria
e gélida como o meu coração
que chove tristeza e as lágrimas
são como o sangue da minha mágoa;
Canção Triste
é quando sei que tive-te como amor
mas por vezes perdi tanto, tanto
que acho que se tentar
poderei novamente falhar
embora o raio nos tenha acertado e separado; 
Canção Triste
é a chuva cai gélida e fria
fria que até entra no meu coração mesmo eu
não querendo daí ás vezes o meu coração ser gélido
embora a minha alma e amor a ti seja de um fogo
ardente e luminoso, mais que o sol;
Canção Tristeé aquela que por vezes senti
quando dormia na amargura de não
voltar um dia ver-te mas quis acreditar
que era o medo a fazer da minha voz
dor maior que o amor.




Canção Tristefoi aquela que por vezes ouvia
quando o meu coração não era
preenchido pelo teu calor e momento
De ternura e beijos sedosos como os nossos lençóis;
Canção Triste foi os momentos que eu esqueci
não porque quis mas as lágrimas
fizeram de mim uma tristeza tão grande
que nem o meu coração aguentou tamanha dor;
Canção Tristefoi pelas mágoas que chegarem ao meu coração
como chamas tão fortes como todo
este meu amor que eu sinto por ti
desde sempre, acho que o sabes;
Canção Triste
foi aquela que eu ouvi antes
mas que cada vez mais torna-se baixa
pois o meu amor, a minha chama,
a minha vida, a minha luz fala
tão alto que nunca mais ouvi a tristeza
neste meu coração que já foi entristecido.

Autor: Carlos Cordoeiro.

domingo, 13 de novembro de 2016

Fado Saudade

Saudade deu-me D-us por te
ver partir pela noite fria e gigante
pelo mar que era monstro
nas o teu coração foi de sangue e bravura;
Saudade tive eu quando de longe
vi entrares pelo mar e engolir tão amargamente
a dor de ter medo de te perder
e do meu coração ser pisado por essa dor;
Saudade sinto eu por te desejar-
nos meus braços e pedir aos Santos
que façam o barco voltar sobre águas calmas
como o meu coração se sente quando estás ao meu lado;
Saudade foi sossegar
por saber que voltas depois de cada turbulência
que remexe todas as noites o meu coração
fazes do meu terço a minha paz,
fazes da cruz a minha  calma e sossego,
enquanto o mar te tenta levar.




Saudade foi a cada noite 
ter mais medo do mar do que a morte,
foi o desespero em rezar por ti
para que os Santos te iluminassem
as ondas negras, as ondas da mágoa;
Saudade por pedir a D-us 
para iluminar-te sempre que o mar te chama
e tens que retirar dele, o que se recusa,
tenho que pedir a D-us que faça de ti
a bravura e a coragem em pessoa
e que as rezas se tornem em esperança;
Saudade foi a saudade
que ficou neste meu coração incendiado
pela mágoa, tristeza do mar me levar
aqueles que eu mais amei,
mesmo rezando que as vidas fossem longas;
Saudade foi ver-te ir
meu coração explodiu como as rochas
são explodidas pelo mar zangado
mesmo não tendo a culpa, mesmo tendo
eu feito da minha boca oração
mesmo tendo feito dos meus olhos lágrimas de dor
mesmo tendo eu feito do meu linho, o pano da despedida
mesmo eu tendo feito das minhas lágrimas lembranças amargas e longe
longe como as pessoas que eu  agora amo.

Autor: Carlos Cordoeiro.

sábado, 12 de novembro de 2016

Poema Posso Esperar

Posso Esperar que sejas a minha próxima viagem
viagem esta que me irá levar a uma felicidade
uma felicidade que é tão grande
como os nossos corações repletos de amor e carinho
carinho este que é um beijo eterno entre os nossos corpos;
Posso Esperar por dias tão longos
mesmo que demorem a esperar
até os relógios estourarem mas o meu amor
continua a explodir por ti e pela tua beleza
e pelo o teu lado tão esculpido pela natureza que te criou;
Posso Esperar que um dia tu e eu
sejamos um casal feliz em que nos amamos
por coisas simples e não por coisas supérfluas
e materialistas, que simplesmente sejamos um amor
natural como a natureza que adoramos vivenciar;
Posso Esperar que o nosso amor seja tão forte
como rochas, como aquelas tão grandes
que nem os fogo as quebra, nem mesmo o trovão,
o nosso amor será igual: indestrutível.




Posso Esperar por ti eternamente na estação
na estação do amor em que iremos apanhar
o comboio da felicidade, do amor, da intensidade
que em tempos poderemos vir a viver;
Posso Esperar por ti num café, vejo pessoas e mais
pessoais e mais e mais...mas canso pois nunca te vejo
e o café já se tornou água fria escura, sem sabor
como a amargura de não te ver ao meu lado;
Posso Esperar por ti para irmos ver um filme
um filme mesmo muito bom que no fundo
poderá ser a nossa história de amor mas não em cinema
mas na realidade
Posso Esperar tudo isto e muito mais que te disse
posso esperar amar-te, adorar-te, beijar-te,
tocar-te, acarinhar-te e é mesmo verdade e sabes porquê?
Porque tudo de mal que pensei entre nós foi sonhos
sonhos tão escuros como a tristeza que em tempos senti
mas que hoje os dias de sol tornam-se quentes como o nosso amor.


Autor: Carlos Cordoeiro.

LEONARD COHEN

 Ontem,11 Novembro 2016, por volta das 10h ouvi na rádio a notícia que o cantor canadiano e judeu Leonard Cohen tinha falecido devido a uma cancro, doença esta que apenas era conhecida entre familiares, porque assim o quis.
 Gosto de algumas músicas dele, outras não conheço, embora cá em casa tínhamos os CD's dele, dos mais antigos aos álbuns mais recentes que ele fez.
 Não é para ser cliché, muito menos por ele ter morrido, mas eu acho que ele sim, deveria ter recebido o Prémio Nobel da Literatura do que Bob Dylan, afinal tem mais qualidade poética.
 Embora os dois tenham qualidade no que criam, a meu ver Leonard Cohen é mais poético, mais "floreado", mais belo, mais elegante, um senhor, ou seja, ele é um senhor a escrever música, aliás a maneira tão delicada e perfumada que ele escreve sobre as Mulheres é maravilhoso!
 A maneira como ele honra a mulher e o homem como algo uno, algo que se completa, algo que se é em conjunto é lindíssimo, aliás as músicas deste grande senhor são belíssimas, dá gosto ouvir calmamente e deliciar-nos com a sua poesia, com a sua música, com sua mestria, com a sua sensibilidade!
 De todas as músicas que ele fez as que eu gosto mais são: "Dance Me to the End of Love", "I'm Your Man","You Want It Darker", "Everybody Knows", "Take The Waltz", "Hallelujah" entre outras.
 Geralmente o mundo perde cedo grandes homens e mulheres que directa e indirectamente mudaram positivamente o mundo, mas é o correr natural das coisas, ou seja, todos nós um dia, mais cedo ou mais tarde, falecemos, claro que não é bom, mas também a imortalidade não seria assim tão boa, embora muitos o desejam.
 A forma mais nobre de uma pessoa se tornar imortal neste Mundo é ajudar directa e indirectamente através da Poesia, Música, Arte, Educação, Ciência, Tecnologia, Medicina, Desporto, Biologia, entre outras áreas...e se as pessoas ajudarem primeiro os outros e a seguir a si...tornam-se especiais como Leonard Cohen.
Que descanse em paz o grande Poeta, Compositor, Músico e Cantor Leonard Cohen!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O Professor (texto crítico)

O Professor (texto crítico)


 Considero relevante falar deste assunto, visto que deveria-se falar mais vezes  a qualquer hierarquia social, a qualquer faixa etária, a qualquer tipo de profissional, a qualquer infantário, escola e/ ou faculdade, a alunos, funcionários e professores, cidadãos, portanto a qualquer pessoa.

 Sinceramente creio que a definição etimológica, educativa, social e cultural da palavra professor está a ficar cada vez mais imperceptível, cada vez mais torna-se mais complexo e difícil de se definir esta palavra, visto que, actualmente também se torna um pouco irónico tentar definir algo que tende a desaparecer, visto que cada vez mais estamos tecnológicos.
 Cada vez mais, a própria profissão de Professor é posta em causa por diversos factores que por vezes nem são propositados, por exemplo, é difícil um professor actualmente dar conhecimentos, cultura, saberes, curiosidades, conteúdos programáticos visto que cada vez mais está disponível na Internet as matérias que se dá em sala, em escola.

 Independentemente, da personalidade de cada aluno, creio que um professor não é uma mera pessoa que está sentada ou de pé a falar durante 45 ou 90 minutos, aliás nunca pensei assim, para mim um professor é aquele que consegue mudar a postura do aluno, consegue fazer com que o aluno tenha sentido crítico, tenha um pensamento activo, tenha uma mente aberta para inúmeras questões que possam surgir no dia-a-dia, tenha uma mente activa, fresca, sempre a par dos acontecimentos em Portugal e no Mundo, que tenha a consciência da realidade em que vive, que consegue dar dicas, ideias, ideais, valores, para que os alunos depois saibam como actuar perante uma sociedade cada vez mais industrial, tecnológica, erótica, criminosa, corrupta (tendo em conta os contextos que se aborda como é óbvio).

 Obviamente que há professores e alunos que são de uma qualidade inigualável, mas isso não tem que ser visto na sociedade como algo "raro", ou seja, se há notícias de professores que têm metodologias invulgares, criativas, apelativas são logo objecto de estudo quando a finalidade deveria ser essa, ou seja, se o mundo está em constante transformação o ensino tem que se adaptar o melhor possível.
 Aliás o Ensino e a Educação deve acompanhar os sinais dos tempos, mas os próprios conteúdos programáticos de todos os anos (da 1ª classe ao ultimo ano de um curso superior) deve acompanhar os sinais do tempo de forma equilibrada e adequada à evolução dos tempos.

 Os professores em geral (claro que há excepções) não são meros intermediários de conhecimentos, ou seja, não se devem limitar a transmitir os conhecimentos mas sim preocuparem-se com cada aluno, obviamente que não é fazerem o papel dos pais, mas sim perceber o aluno para lá disso: de ser aluno!, ou seja, perceber se, se passa algo, se está bem, se tem problemas de aproveitamento, se tem problemas de saúde, se tem baixo auto-estima, se é ou não uma pessoa confiante, portanto todos estes factores devem ser explorados pelos pais claro, mas também pela comunidade escolar, falo por experiência própria.

 Desde do meu 7º ano até ao 9º ano eu era um aluno razoável, mas tinha baixa auto-estima até que isso mudou definitivamente, pois a minha Directora de Turma que também era professora de Educação Física e tinha 6 turmas durante dois 2 anos lectivos deu-me uma ajuda incrível.
 Basicamente o trabalho desta professora em relação a mim, foi nos intervalos, nas horas de almoço e nas horas de Formação Cívica perceber o que estava mal em mim, dava-me títulos para eu desenvolver, incentivava-me a escrever para libertar o que eu sentia de mal, de angustiante, falava comigo nos intervalos o mais possível, dava-me temas ou desenhos para fazer em casa à vontade, porque eu tinha um caderno especifico, esta professora através de uma caderno de linhas que eu comprei foi-me orientando de várias formas, feitios, o resultado disto tudo foi que me tornei uma pessoa muito mais confiante, mais alegre, mais feliz, mais divertida, e cada vez mais acredito em mim e o melhor para além disto tudo é que ainda falo com esta professora.

 O que se quer...é isto mesmo, ou seja, é os professores interessarem-se pelos alunos, e não fazer dos alunos pessoas todas iguais e portanto a matéria é como tivesse a ser dada a robots.
 Aliás um dos grandes objectivos de um professor é saber lidar com várias personalidades, várias pessoas, e muitas vezes é isto que acaba por desgastar mentalmente e fisicamente um professor, visto que tem que lidar com vários alunos, e estes alunos têm várias personalidades!

 A sociedade muitas vezes é injusta porque julga os professores sem saber, sem perceber o quão complexo é dar aulas, aliás é preciso ter-se um grau minimamente considerável de humanismo, de psicologia, de moral, de ética, de compreensão, de valores, de força/esforço mental e físico para se leccionar, claro que alguns professores só lhes interessa o dinheiro ao final do mês, mas atenção que também há professores que se dedicam imenso ao ponto de terem esgotamentos e/ou depressões que surgem por diversos factores, depois também há questão dos tipos de alunos que existem numa sala de aula.
 Existem aqueles alunos demasiado loucos pelas médias que vivem excessivamente para isso e é como a vida profissional dependesse disso, não digo que não, mas não concordo de todo, pois esses alunos mais cedo ou mais tarde quando falham em termos escolares, profissionais ou  até mesmo em relacionamentos amorosos parece que perderam tudo, ou seja, exigem demasiado deles próprios, sei que não é novidade isto que eu digo mas é o que cada vez mais o que se verifica nas escolas portuguesas - a "luta" pela(s) melhor(es) média(s).
 Os outros alunos, os "médios", são aqueles que nem são loucos pelas médias mas também não são indiferentes à escola, fazem os testes, as disciplinas assim pela rasa, ou seja com classificação média e não tem aquela garra de querer aprender mais, de querer saber mais, de querer descobrir mais e melhor o mundo que os rodeia.
 Por fim, temos os alunos indiferentes que são aqueles que estão por estar nas escolas, com o telemóvel em mãos constantemente, que nem caderno têm, que se for preciso e com bastante frequência fazem frente ao professor, não percebendo que por lei efectivamente há hierarquias mesmo na Educação.
 Portanto perante este tipo de alunos/turmas é complexo todos os dias, os professores acordarem com uma energia completamente renovada e darem aulas como fosse o primeiro dias de aulas, em que tudo parece feliz, com vontade e com garra.
 Atenção não estou aqui a tentar transmitir que os alunos são maus aos olhos dos professores ou vice versa, o que eu estou a tentar clarificar é que o Professor enquanto profissão não é devidamente valorizado, acho que nunca foi...talvez...quer dizer talvez tenha sido para àquelas pessoas que se tornam grandes na sociedade.
 O grande prazer, gosto, desejo, empenho que um professor deve ter é precisamente este: fazer dos seus alunos excelentes adultos de amanhã. pois muitas vezes os alunos questionam o porquê de se ter que ir à escola, a importância da escola, o tempo que supostamente "é perdido" entre outras questões que algumas são fundadas outras infundadas e portanto cabe ao professor quebrar estes mitos, estes erros.
 Vejamos um exemplo muito prático: muitas vezes os Professores vão para as aulas como que automatizados, ou seja, um robot que debita palavras seguidamente e que consegue fazer pausas, o que eu quero tentar dizer com isto é que os professores devem o mais possível serem invulgares, diferentes, "estranhos" ou até mesmo excêntricos como dão as suas aulas e porquê? Porque se formos por um padrão tradicional de educação as crianças não vão mostrar interesse, mesmo aquele aluno que tira tudo 5 e 4 nos testes e na pauta das notas tem momentos de "fraqueza" ou seja, desatenção e portanto quando mais activa,  invulgar e participativa for uma aula melhor, ou seja porque não os alunos tentarem criar entre eles um diálogo gerido pelo Professor sobre a matéria que está a ser leccionada? Porque não visitas de estudo? (quando justificadas num determinado contexto), Porque não fazer jogos para se compreender a matéria? Por exemplo...um exemplo perfeito do que eu quero transmitir: as visitas de estudo!

 As visitas de estudo, em certas disciplinas e em certas matérias são perfeitas de se fazer pois se compreende na prática o que se aprendeu na teoria, mas infelizmente visitas de estudo significa ás vezes (quero salientar: ás vezes) falta de atenção, brincadeiras, barulho, não trazer materiais para apontamentos e os alunos só se apercebem da importância das visitas de estudos quando os professores pedem um resumo da visita, ou seja, alguns alunos vêem nas visitas de estudo uma oportunidade excelente para não fazer nada e para estar à conversa, entre outros factores, mas volto a salientar: há alunos diferentes e interessados.

 Para concluir este meu artigo sobre os Professores, quero dizer que obviamente que muito já se conseguiu aos longos destes anos todos assim como há coisas que ainda falta melhorar (como tudo na vida), como por exemplo: como é que os alunos irão respeitar os professores se os pais destes ameaçam os professores? Temos pais e mães que acham isto e aquilo dos professores? Eu percebo os pais, afinal um pai e uma mãe vão sempre estar do lado do filho nunca do lado oposto, mas...até que ponto é válido a opinião e uma suposta "verdade" que as crianças juram a pés juntos? Até que ponto a criança está a dizer a verdade? Até que ponto os pais têm ou não credibilidade para por em causa os professores? Quais são os fundamentos/argumentos que os pais têm ou usam para se acharem acima dos professores? Porque é que alguns pais têm necessidade de falar directamente com os professores? Vocês (que estão a ler este meu artigo) têm a vossa opinião eu tenho a minha e acho que há muito caminho pela frente que deve ser compreendido, explorado, debatido e só depois concluído, ou seja, não podemos falar das "feridas" que existem em ambientes escolares sem perceber os contextos sociais entre outros aspectos.  


Autor: Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Poema Amo-te

Amo-te
com todas as minhas forças e energias
que eu mesmo deixo de a ter
mas ainda assim consigo beijar-te,
amar-te, adorar-te, querer-te tanto;
Amo-te
mais que tu possas imaginar
mais do que já sentiste alguma vez
em toda a tua vida, eu sou aquele
que te faz florescer constantemente
nos dias em que te queres sentir rainha;
Amo-tecom tanta energia, com tanta força
que deixo-me enfraquecer através
dos teus beijos que me fazem ter força de novo
que fazem de mim uma nova luz, um novo
homem, um ser tão gigante como tu meu Amor;
Amo-teamo-te mesmo muito que nem vejo bem
que nem me sinto bem, que nem sei se somos
reais, simplesmente adoro-te sentir é algo
tão puro, tão bom, tão agradável
como os lençóis tão finos e suaves que nos envolvem.




Amo-tede forma tão real que quando te olho
sinto-me tão explorado com o teu olhar
e desejo sexual que em algumas horas
é tão forte, que em certos momentos
somos algo tão intenso como o café puro;
Amo-tepor fazeres de mim algo maior, algo que brilha
mesmo quando a luz é imensa, mesmo quando
está os dias tão claros como o nosso amor,
como tudo isto que nos acontece;
Amo-tee tu a mim por isso é que somos tão completos,
por isso é que somos um, por isso é que o nosso
amor é tão real, tão nítido, tão forte
que basta um sussurrar ao ouvido que é o suficiente
para nos libertarmos em pétalas de desejo e amor;
Amo-te
como tudo que vejo nos céus,
como tudo aquilo que me faz feliz,
amo-te como amo as brisas das Primaveras que me
deixam saudade, amo-te como amo o verão quente
como os nossos corpos calorosos que se juntavam
para unir num amor tão grandioso como o nosso.

Autor: Carlos Cordoeiro. 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Poema Ouro

És ouro na minha vida
desde do dia que te conheci
impossível não brilhares,
desde de sempre que és ouro
em bruto, na sua origem
e por isso és o diamante
que todos desejam mas apenas és minha;
És o ouro que me brilha
que me faz sentir como algo meu
é aquele ouro tão puro
que fazem de nós a pureza no seu estado
mais puro, mais sincero e honesto;
És sempre e serás aquele meu ouro
que todos os dias acorda-me
acorda-me com um beijo brilhante,
acordas-me com toques suaves e ricos,
dás-me beijos tão brilhantes que eu nem vejo,
mas sinto tanto que me sabe tão bem;
És-me tão importante, tão reluzente
que o nosso amor até brilha demais
e nada há volta se vê, apenas nós nos vemos
apenas o nosso amor é sentido,
apenas os nossos corpos se sentem,




És tão especial, mais que uma pepita de ouro
que brilha mais que os meus olhos quando te vou beijar
e o beijo se torna tão intenso que nos suga a nós mesmo
e encontramo-nos numa dimensão superior
de amor e brilho que sempre o fomos mas descobrimos agora;
És um brilho que dificilmente eu esqueço-me de ter ao meu lado
afinal dou conta de ti sempre todos os dias,
todos os dias vejo-te porque te amo e quero-te loucamente,
são viciado em ti, no teu amor, no teu desejo, no teu corpo,
nos teus beijos, no teu sorriso, na tua atitude e atrevimento;
És o ouro em flor, em pétala, em cheiro
estás constantemente a perfumar a minha vida,
os meus dias, as minhas noites, com amor suave,
com amor suave que nem vejo, nem sinto  mas faço-o,
mas com amor, há amor, o nosso amor é grandioso
que nos fazemos como algo grandioso, algo que é tão belo,
como algo que é tão sensível, como algo que é tão brutal
como os nossos dias de amor acompanhados sempre
com beijos, com adoráveis prazeres e brincadeiras;
És aquela cor que me preenche os dias
que me torna mais colorido,
que me torna mais colorido na vida,
e que danço constantemente em teu redor
e querer-te constantemente em beijos, abraços e amores
completamente sentidos, e amores completamente loucos
loucos como os nossos brilhos que em sintonia forma
O Ouro.

Autor: Carlos Cordoeiro.

sábado, 15 de outubro de 2016

Poema Dias de Tristeza

Todos dias sinto-me melancólico
como todas as folhas quentes
do Outono que vejo cair ou voar
com o vento gélido que já é de Inverno;
Todos os dias sinto-me como
acordes de piano triste, sem voz
apenas as teclas que se deixam tocar
enquanto estou à janela
e as gotas são cada vez mais gélidas
como o foram na minha alma no dia que te perdi;
Todos os dias sinto-me a entristecer
ninguém me pôs assim a não ser
os próprios dias que cada vez mais passam
de forma tão fria, sozinha e fazem disso a minha pessoa,
mesmo eu não querendo nada disto;
Todos os dias os dias tornam-se cada vez
mais, mais e mais escuros  como o meu coração
quando amou e nada em troca teve a não ser
uma despedida em lágrimas e em palavras soltas
a visão e o amor não foram suficientes.




Todos os dias acordo com um amor 
ao meu lado mesmo sabendo
que pode ser mentir como em tempos
já foi, logo poderá voltar a sê-lo,,
Todos os dias sonho em poder ver-te constantemente
como o brilho de sol na minha janela,
como as gotas que escorrem lentamente,
como a chuva que é gelada até há alma;
Todos os dias adormeces com uma dor ou ansiedade 
que parece sufocar-te bastante mesmo que
não seja intencional, apenas é uma impressão
uma impressão que por vezes magoa e muito
embora saiba que é passageiro, mas mesmo assim
isto por vezes dói bem lá dentro no meu coração;
Todos os dias sentes que os dias
são assim como leves passagens de tempos
que parecem duram minutos e não horas
mas isso é angustiante para uns e para outros
é tão delicioso, há pessoas que acham que é
bom o tempo passar assim tão rápido mas eu odeio
odeio porque quanto mais rápido passa mais medo tenho
mais medo tenho de quando chegar aquela hora, aquele momento
aquele momento que todos não sabemos e não haja ninguém
para se despedir com flores e amores a mim, e ao meu ser.

Autor: Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

IN SITTU

https://www.youtube.com/watch?v=0RSxhb-9FsA

Espero que gostes deste vídeo que eu mesmo fiz, que eu mesmo criei, atenção que não tem som nenhum mas é propositado a sério que é, em baixo do título tem uma breve descrição do que é o vídeo, espero que gostes...pode ser radical mas isso também é algo que eu queria mesmo, ou seja, as pessoas devem relacionar o vídeo, o título e a sua descrição!
Compreendo que pode ser completamente difícil e utópico gostar do vídeo, mas o propósito deste vídeo foi precisamente questionar a Arte, a Pintura, a Dimensão, a Realidade, o Jogo de Luzes...

Autor do vídeo e texto: Carlos Cordoeiro. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Poema Amigos De Guerra

Posso eu querer que sejas lutador
por uma causa, por um meio,
por uma vida, ou várias que tu
vês em completo lago de sangue todos os dias;
Posso dar-te força para ires
mas a partida faz das minhas lágrimas
saudades, faz da minha saudade dor
que cada dia aumenta mais por ter medo
de nunca mais te ver, de perder um Amigo;
Posso tentar incentivar-te a seres grandes lutador
a pegares na arma e fazeres dela uma justiça
em que tu supostamente acreditas
fazeres dessa arma um meio de chegares a uma justiça
estranha;
Posso dar-te energia e palavras de boa  sorte
mas o meu coração vai ficar logo apertado
no momento que entrares nas grades do quartel
e saber talvez que podes nunca voltar;
Posso acreditar em ti através da fé e das memórias
mas quando voltares e se voltares,
talvez já não saibas quem eu sou
talvez já não saibas que somos Amigos
talvez já não sejas inteiro como corpo, talvez venhas apenas
com uma perna, com um braço, com o rosto alterado
e os olhos incendiados por verdades que te fizeram apagar deste mundo.


Posso-te desejar tanta sorte, e dizendo para
me ires escrevendo, mas a minha boca irá tremer de medo,
e saudade, de amizade, de sentimento, que irei-me
desfazer de lágrimas por ficar ansioso todos os dias
dias  estes completamente angustiantes em saber se foste atingido ou não;
Posso-te fazer um discurso de moral e da paz
mas nada disto importa se estás determinado,
nada disto importa se tu consideras um lutador,
nada disto importa se pela arma encontras justiça,
mas eu encontro dores constantes de quase perder um amigo
e se te perder? O que eu faço? Faço o teu funeral?
Faço o funeral de um Amigo?
Faço o funeral da coragem? da bravura?
Coloco-te flores ou simplesmente choro?
Choro por não te poder ver mais? Choro pela saudade?
Choro pelo silêncio que irá ficar?
Choro pela ausência que irá ficar?
Choro pelas lembranças que vou ter por ti?
Por tudo isto quero-te perto, quero-te como Amigo, como sempre.


Por isso posso pedir-te para continuares meu Amigo
não te quero ver em guerra,
não quero ver teu sangue puro derramado,
não quero ver teus olhos estáticos, sem vida,
não quero ver-te parado, sem te puderes mover,
não te quero ver como mais um corpo no meio de outros,
não te quero ver como um resto de guerra,
não te quero ver como tenho receio de te ver,
não te quero ver como nunca imaginei, porque os Amigos
não morrem, os Amigos duram, como o sol que brilha todos os dias,
os Amigos são tão longos como os dias mais longos,
os Amigos são tão sublimes como uma abelha numa flor,
os Amigos são tão belos como uma manhã de nevoeiro e raios de sol;
os Amigos são todo o brilho que brilha
juntamente com todas as estrelas que vejo e admiro
por isso não morremos porque somos estrelas.


Autor: Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Poema A Estrela

Há muitas estrelas no céu
mas apenas tu
és A Estrela;
Há imensos sóis que  brilham
em vários esplendores
mas apenas tu és a mais brilhante;
Há demasiada beleza nos céus
mas apenas tu
és o por-de-sol de todas as pinturas,
de todos os sentimentos, e de todas
as tardes memoráveis;
Há dias tão longos, tão suaves
mas só tu transmites isso
através do suave raio que entra
todos os dias pela janela do meu quarto.


Há dias tão negros, tão escuros
mas que o teu brilho faz tudo brilhar
faz tudo ser brilhante e
muito mais claro aos olhos;
Há dias tão lentos mas os teus
momentos fazem com que
se torne tão rápido, mais que um segundo;
Há dias tão cansativos
mas ainda assim brilhas tanto ou mais
desde do dia que nasceste,
desde do dia que surgiste;
Há momentos que são memoráveis
como todos que passamos contigo,
por todos os momentos alegres, felizes,
tolos, divertidos, bondosos, tudo é
demasiado perfeito, demasiado luminoso
por tudo isto que a estrela brilha
por tantos anos, anos estes completamente brilhantes.

A ti dedico, Mãe.

Autor: Carlos Cordoeiro.

Poema O Melhor Disto Tudo

O melhor disto tudo 
foi em te conhecer, foi em ver-te
foi em sentir-te ao longe, foi em sentir-te de perto
mas ainda assim não te poder ver ou sentir
sentir ou amar, tudo se resume a isto sempre,
a amar algo que não se ama apenas se admira,
é constantemente esta luta ou dor, tu sabes isso
mas pronto o que posso eu dizer;
O que eu posso dizer, o que eu posso fazer,
o que posso ter se estou a perder,
se estou a esquecer,
se isto está a acontecer?
É tudo tão repentino, é tudo muito rápido
mas apenas fica a memória, a memória de dias passados.
passados do passado, que eu apenas esqueço
para não ter que voltar a esquecer tudo isto;
Gosto mesmo muito do teu sorriso
porque é natural como o meu olhar sobre ti,
como o meu amor que se torna tão forte
como um tornado, mas de amor,
e tu sabes disso sempre o soubeste,
mas é bastante difícil porque assim o queres.
Gosto de te sentir
como fosses algo meu,
mesmo não te considerando minha,
mesmo que não ande contigo, mesmo que não troque beijos
mesmo que não nos sentimos no dia-a-dia
mesmo que não haja alegria, mesmo que não haja felicidade.


Autor: Carlos Cordoeiro.

domingo, 11 de setembro de 2016

11 SEPTEMBER ATTACKS (MEMORY)


DESCANSEM EM PAZ, DESCANSEM EM PAZ TODAS AS VIDAS QUE SE PERDERAM, QUE DESCANSEM EM PAZ TODAS AS VIDAS PERDIDAS!

QUE TODOS SEJAM LEMBRADOS, HONRADOS, GLORIFICADOS, QUE TODOS OS NOMES DAS PESSOAS QUE JÁ NÃO ESTÃO CÁ SEJAM SEMPRE DITOS, MEMORÁVEIS.

QUE ESTE DIA SEJA MARCANTE PARA TODOS, POIS ASSIM PERCEBEMOS QUE A GUERRA, O SANGUE, A LUTA, O ÓDIO, O DINHEIRO QUANDO EM POSE DE FORMA DOENTIA NÃO LEVA A LADO NENHUM....APENAS HÁ MORTE...COMO ACONTECEU INFELIZMENTE.

QUE AS VÍTIMAS SEJAM SEMPRE LEMBRADAS...PARA UM TERROR QUE ACONTECEU HÁ 15 ANOS MAS QUE ESTÁ TÃO MARCANTE, TÃO PRESENTE. DE FORMA TÃO CHOCANTE.

É IMPRESSIONANTE TUDO ISTO..POR CAUSA DAS IMAGENS, DA DIMENSÃO DO ACONTECIMENTO, DAS CHAMAS, DO FUMO, DAS MORTES.

R.I.P POR TODOS QUE MORRERAM INJUSTAMENTE.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Poema Ainda Espero

Ainda espero por dias de sol,
dias que iluminem o meu ser,
mas ao teu lado, ao lado do nosso amor,
que insistes em recusar ou não,
depende ás vezes não compreendo,
não compreendo o que és para mim;
Sabes que te adoro, sempre te adorei,
embora tu insistas em não querer saber,
em não querer ver, em não querer sentir,
em não querer tentar algo comigo
se calhar não sou o teu modelo idealizado;
É preciso demasiado para ti,
és teimosa mas mesmo assim gosto de ti,
gosto do teu sorriso, da tua boca, dos teus olhos
é o que mais admiro em ti, expressam uma felicidade
que deveria ser nossa para florescer em amor;
Para mim és uma amor completamente difícil
mas já me dou por feliz porque te tenho em sonhos,
pensamentos, poemas, sentimento, em sorriso,
só falta mesmo o aproximar de duas grandes estrelas
que precisam de explodir em beijo; nós.




Somos um sonho um do outro,
pois eu sonho em ti e tu em mim,
mesmo que não o admitas,
o nosso amor é demasiado intenso, invisível
que ninguém vê, apenas nós
através do sentimento como sorrisos e
alguns olhares íntimos mas que ao mesmo tempo nos aproximam;
Ainda gosto 
do que vejo, do que sinto, do que aproximo,
do que tenciono ter como Amor,
do que penso ser alguma coisa forte,
mas forte que os ventos que me querem afastar de ti!;
Penso vir a admirar-te
mesmo que nunca mais te veja
ou pelo menos te possa ver em sonhos
mesmo que sejam bastante desfocados,
mesmo que sejam brutalmente utópicos,
haverá sempre aquela esperança de ser real
o amor que se sonha ter ou amar por muito tempo
até um de nós partir;
Quero sentir não de forma carnal
afinal isso é tão intenso que não aguentaria de
uma vez só, mas sim quero tentar fazer algo tão puro,
como amar, como beijar como sentir
aquilo que é natural,
aquilo que acredito, pelo menos eu acredito
e tu?

Autor: Carlos Cordoeiro.

domingo, 21 de agosto de 2016

Poema A Espera

A Espera
que tanto tive
em tentar recuperar o que
nem sequer conheci, nem sequer
vi, nem senti, nem amei como a ele
mas ele sabe quem é;
A Espera 
de um familiar
que me fez nascer, que me fez tornar luz
para ele torna-se uma estrela mais acima
e para cuidar e iluminar um novo rebento,
mesmo que faltasse algo;
A Espera 
foi olhar para casa e ver só uma figura
e faltar outra e como tal não haver
a Sagrada Família, não haver o sentido perfeito,
ou a harmonia sentimental plena
ainda assim fui constantemente uma flor
sempre a perfumar e a crescer;
A Espera
foi tão intensa por não saber,
por não conhecer, por não ouvir,
por não ver, amar, algo que é tão forte
mas que por isso teve o seu momento
de grandiosidade em criar-me.




A Espera 
foi as décadas, os anos todos, os meses, semanas,
dias, horas, minutos, segundos, que ficava
a pensar, ficava a meditar, ficava a pensar
porque isto é assim, porque não há momentos felizes;
A Espera
foi as fotografias apenas serem imagens
serem imagens de pessoa que deveria ter amado,
deveria ter conhecido, deveria ter sentido,
deveria ter falado, brincado, partilhar amores,
discutir mas não tive nada disto a não ser
uma dor amarga que durará sempre;
A Espera
foi pensar que poderias voltar, poderia conhecer-te,
poderia amar-te, poderia sorrir, poderia acreditar
que ao ver-te estavas mesmo comigo, que te podia tocar
mas isto tudo era demasiado, tudo isto era demais
para mim, e nem sequer nada pedia em troca
se tudo isto fosse verdade todos os dias, todos os anos;
A Espera
seria estar constantemente estar há tua espera
a olhar para todos os relógios da casa e do mundo,
e mesmo que todos quebrassem, que todos avariassem,
que todos se partissem, que todos incendiassem, ainda
assim continuava há tua espera até agora, até sempre.




A Espera
foi eu chorar nem tanto por tristeza,
mas também por não saber o dia que ia te conhecer,
um dia que ia poder dizer-te olá finalmente,
e aí sim, respirava de alivio, de alegria, de bondade,
o meu coração até se tornava ouro em ver-te,
a minha alma até ganhava um novo brilho,
os meus sentimentos ficavam mais iluminados;
ficava como que novo, um novo nascimento
mas desta vez justo, belo, divino e assim ficaríamos juntos;
A Espera
é algo tão corrosivo
porque mais ligação que tínhamos, no sentimento,
na lembrança, nos corações. nos amores,
e até mesmo em espírito é completamente difícil
chegar a ti, chegar ao teu carinho, chegar ao teu conforto;
A Espera nem sequer tem sala,
porque se tivesse até a própria sala ia embora,
as cadeiras ou as mesas tornavam-se sujidade,
com teias, com humidade, com tristeza,
e até eu estando lá tornava-me estátua,
até tu chegares e eu ser quebrado pela felicidade;
A Espera
é cada vez maior, é cada mais intensa,
é cada vez mais demorada, mais crítica
mais dura de aceitar, mas o que interessa
é que serei sempre o teu filho,
Serei sempre como que uma continuidade
da tua pessoa, do teu brilho, da tua chama de vida.




A Espera 
torna-se cada vez mais longa,
longa, e tão mais longa que nem
os meus sonhos duram tanto,
que nem as palavras chegam lá,
nem sequer o pensamento,
apensas chega lá o coração e o amor;
A Espera  
foi todo o meu sentimento que ganhou
raízes centenárias mas eu ainda sinto-me criança
no dia em que te espero, que te quero conhecer,
o meu sonho de criança, ainda tenciona conhecer-te
como aquele que pode brincar mesmo que já sejamos
velhos de idade mas não de espírito;
A Espera
é intensa, como todo este amor que sinto por ti,
é dolorosa, como quando soube que não estavas cá,
é injusta, por quem devemos amar partir muito cedo,
é cruel, por sofrer quem nasce e não aguenta tamanha dor mas vive-a
é estranho, por acontecer a nós, e não aos outros como se costuma dizer,
é macabro, na medida em que parece algo tão propositado,
mas tudo isto não passam de pesadelos que os sonhos acordados
ou a dormir mas que nem é todos os dias, por isso não vivo atormentado;
A Espera
é demorada que nem me sento, nem fico de pé,
nem me deito, nem me durmo, nem me entretenho
a passar o tempo à tua espera, simplesmente vivo,
simplesmente te espero inconscientemente, simplesmente te amo,
simplesmente te quero, simplesmente te sonho,
simplesmente espero naturalmente sem pressas,
sem mágoas, sem ressentimentos, sem dores
por teres partido cedo demasiado,


A ti dedico Pai.
Autor: Carlos Cordoeiro.

Poema Segredos

Eu não tenho segredos
eles é que me têm a mim
por isso perco o domínio de mim
e sinto-me brutalmente explorado
em mim próprio causando muito desconforto;
Tenho os segredos
que fazem de mim pessoa bidireccional,
todo o meu corpo tem várias direcções
vários segredos, por isso nunca sou o mesmo,
nunca sou aquele que tu vês verdadeiramente;
Sou segredos
por isso é completamente utópico,
sonhador, incrível achares que podes-me
conhecer verdadeiramente, conhecer
todo o meu eu, todo o meu corpo,
todo os meus segredos, toda a minha envolvência;
Quero segredos
para a minha vida quantos mais melhor,
visto que quem tem segredos parece
ser mais feliz, mais protegido, mais social,
mais interessante, mas ao mesmo tempo enigmático,
ao mesmo tempo utópico nas suas vivências.




Sinto segredos
por cada vez que não quero falar de algo tão
íntimo como eu mesmo, o meu ser, a minha vida,
a minha existência, o meu verdadeiro ser e coração
é demasiado doloroso e faz-me chorar
não gosto de sofrer por segredos de um preço tão alto;
Amo segredos
quando os amores são completamente segredos
na minha vida, e não os revelo, visto que são meus
mesmo que em sonhos, mesmo que em noites felizes,
mesmo em prazeres únicos, mas sou amores sonhados,
mesmo que por noites pequenas ou longas não existenciais
mas apenas e só na minha cabeça são projecções quentes;
Vivo segredos
para manter viva a chama da vida,
algo que muitos dizem ser difícil eu digo
que é-me sonhador, vejo-me como uma personagem
com vários caminhos difíceis mas não é por isso impossível
caminhar para o céu mais estrelado,
caminhar para o céu mais belo,
caminhar para o céu mais sonhador,
caminhar para o céu mais estrelado,
caminha para o céu, um céu muito mais prometedor,
um céu que não julga nada nem ninguém, por isso
é que o céu, o local mais puro e intenso;
Imagino segredos
aqueles mais ousados, mais atrevidos, mais intensos,
mais apetecíveis, mais sexuais, mais carnais, mais
atractivos que apenas guardo para mim, e imagino mais tarde
fazer contigo toda uma sensibilidade de prazeres,
toda uma sensibilidade de sabores, de sentimentos,
e o mais intenso, a sensibilidade dos nossos calores;


Autor: Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Poema Amigos

Amigos levo-os como marca
de tatuagem em que fica para sempre
no coração como recordação,
na alma como irmão,
nas palavras como familiar,
que quero sempre ver e relembrar;
Amigos quero eu ser
daqueles que me querem ver
a triunfar, a lutar, a vencer
por aquilo que sempre quis ser;
Amigos 
são todos aqueles que me escolheram
em hora boa ou má, foi boa decisão
por isso é que estamos aqui irmão
a tentar quebrar o gelo para conversar
como fazíamos sempre antes de quebrar;
Amigos somos nós mesmo em curto tempo
mesmo que seja um passatempo
afinal isto durou pouco por isso senti
algo que fez-me ficar em saudade
nem que seja apenas pela metade
metade do tempo em que te tenho como recordação.




Amigos somos nós, mesmo com
algum distanciamento profissional
tudo pode resultar de forma racional,
de forma engraçada, com ou sem risos,
com sem piadas, apenas tenho que fazer
aquilo que me pedem de forma funcional;
Amigos duram tanto como tudo isto
como todas as palavras escritas
que nunca são esquecidas a menos
que forem incendiadas para desaparecer
a memória de quem escreveu;
Amigos são aqueles que se ajudam,
são aqueles que se preocupam,
que estão unidos na paz e na guerra,
mesmo que haja sangue como mar
ou dor como pequenos rios mas profundos;
Amigos são todos aqueles que estão comigo,
são todos aqueles que estão unidos, juntos,
sinceros, honestos, todos aqueles que acreditam em mim,
todos aqueles que me dão força, energia,
todos aqueles que me deram força quando não a tinha,
todos aqueles que viram por mim mais alto,
todos aqueles que acharam eu puder voar mais alto,
todos aqueles me fizeram subir muito alto mesmo sem asas
todos aqueles que ainda são meus amigos, meus irmãos,
meus familiares, minha união, minha força.

Autor: Carlos Cordoeiro.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Poema Fecho-me Para Não

Fecho-me Para Não
sofrer daquilo que nunca consegui amar,
daquilo que nunca consegui ter como garantido
daquilo que nunca senti como real,
daquilo que achei que fosse verdade
uma vez que fosse por isso fecho-me para não;
Fecho-me Para Não
ver aquilo que é demasiado doloroso
para não sentir aquilo que me faz sentir nó na garganta
e aquela vontade de chorar constante
mas apenas sinto dor, sinto um aperto,
aquele aperto desesperante que apenas
dá vontade de chorar até dormir na cama com as luzes apagadas;
Fecho-me Para Não
ouvir o que não quero ou o que custa
para não ouvir aquilo que me magoa tanto por dentro
mas que depois até passa,
sentir aquilo que me dói em pensar
pensar seja no amor, no futuro, em algo mais básico;
Fecho-me Para Não
sentir-me para fora
mas apenas por dentro, porque há dias
em que são tão difíceis, aqueles dias
que não estás mesmo bem e que nem sabes explicar,
não sabes explicar o que sentes, o que te incomoda
simplesmente estás por estares lá, tipo vegetal
e só apetece ficar num canto escuro sem uma migalha de luz.




Fecho-me Para Não
ser aquilo que os outros riram tanto
mas que agora estão admirados no que me tornei,
na pureza das minhas palavras tão sinceras,
na pureza do meu ser
na minha frescura como a água completamente limpa
que sai de uma pequena nascente de uma montanha tão rochosa;
Fecho-me Para Não
sentir as dores constantes
de verdades que o são mas que ainda assim
prefiro não as saber, prefiro ignorar,
prefiro ignorar, prefiro esquecer por momentos
que o mundo está com sub carregado com supostas verdades;
Fecho-me Para Não
ver o mundo cada vez pior
cheio de coisas utópicas, cheio de hipocrisia
e de sorrisos falsos que preenchem tanto uns
mas que arruína outros tantos,
penso que mais vale chorar para melhorar
do que sorrir para competir;
Fecho-me Para Não 
ter novas portas, ás vezes eu abri
as portas erradas, as portas que trouxeram-me tristezas,
erros, falhas, mas agora cresci tanto,
tanto que estão tão alto como um árvore centenária;
Fecho-me Para Não
chorar as lágrimas
que por vezes são desnecessárias, mas que são tão fatais,
chorar as lágrimas
daquilo que perdi e que doeu,
daquilo que ganhei mas perdi,
e por isso torna-se algo como um ciclo viciado,
e eu nem sequer sou jogador.

Autor: Carlos Cordoeiro

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Poema A Vida É Reticente

A Vida É Reticente
quando esperei o melhor dela
e apenas tive constantes
amarguras e dores tão fortes
que pensei não me aguentar de pé;
A Vida É Reticente
ao ponto de eu não pensar
aquilo que por vezes é óbvio,
por vezes não vejo a realidade
mesmo que ela me seja clara
e por isso torno-me reticente,
à espera de...;
A Vida É Reticente
a partir do momento que pensas demais
sonhas de menos, e nem saias do sítio
apenas sofres constantemente pela incerteza,
da incerteza de errares, de falhares,
da incerteza de seres o erro de ti próprio;
A Vida É Reticente 
a partir do momento que receias
a partir do momento que não estás à vontade
numa sociedade canibalista de egos e personalidades,
e que no final pouco ou nada sobra,
porque não és pessoa mas sim algo que simplesmente
vive por mais atitude que tenhas.




A Vida É Reticente
é aquela que tu sonhas viver
mas quando vais a ver projectas demasiado
aquilo que estás constantemente
a querer como sonho ou realidade
quando no final descobres que tudo é doloroso;
A Vida É Reticente
quando tens que decidir a vida
a vida que dará a uma felicidade que até pode
ser passageira mas garante-te algo,
algo que preenche o teu ser
tão arranhado pelas pessoas tão loucas por si mesmo,
aquelas pessoas loucas de fome social,
fome de personalidades, egos, felicidades
e que se escondem num sorriso tão grandioso;
A Vida É Reticente
naquele momento que descobres que o que tens
poderá ser meramente ilusão porque tu vais
embora e o resto ficar por cá e nem sequer é lembrança
da tua existência mas algo a esquecer, algo a apagar
porque já nada sobrou de ti;
A Vida É Reticente
quando pensas nela, quando pensas num futuro,
quando pensas demasiado no futuro, nem que seja no amanhã
pensar no segundo a seguir é demasiado doloroso
demasiado forte, intenso, agressivo
por isso é que eu prefiro seguir e orientar-me pelo agora,
prefiro viver agora, mas sempre com sonhos, sempre com expectativa
sempre com realidade, sempre com optimismo, sempre com garra,
sempre com aquela garra que nunca pode sair nem desaparecer,
por isso a cada dia que passa tenho que ser tão forte
tão forte como as rochas que tenta-se destruir e ficam inteiros como eu.

Autor: Carlos Cordoeiro.

A ti dedico, Amigo.

domingo, 31 de julho de 2016

Poema A Dor

A Dor
do sentimento ganho
mas que depois se perdeu
foi tão doloroso, foi tão pesado,
foi tão cru que nada sobrou em mim
enquanto ser, enquanto alma,
enquanto pessoa que poderia amar;
A Dor
foi tão corrosiva
que o ácido tornou-se algo
parecido com água, visto que a dor
corroeu-me muito mais
no coração, no sentimento;
A Dor
foi desejar demais por menos,
foi eu querer amar-te demais
mesmo sabendo que estava a arriscar
pelo impossível, pelo utópico,
pelo sonhador, pelo irreal
ainda assim acreditei até ao fim;
A Dor
foi depois de tanto sentimento sonhar
sonhar em algo de bom saber
que apenas foi verdadeiro em mim,
saber que o sentimento
apenas existiu em mim
de forma exageradamente ardente, brutal,
ao ponto de por vezes não sequer distinguir a realidade.




A Dor
foi tudo isto que eu sinto
agora mesmo, toda esta angústia
que me aperta, que me sufoca
porque não sei como sair dela
apenas vivo-a mas com muito sofrimento,
com muito desespero, com muito medo,
com medo que faça de mim o final de uma vida
o final de um beijo, de uma etapa;
A Dor
dos meus dias começaram quando tu
simplesmente ignoraste-me, como não
fosses nada para mim, como eu fosse
algo supérfluo para ti, como fosse algo
a libertar mas de forma completamente irracional,
insensível, insensata, ainda assim tentei por tudo
tentei por tudo fazer de nós algo bom, algo de honrar;
A Dor
é sempre a mesma se reparares,
é sempre este constante sofrimento,
estas constantes palavras de tristeza, mágoa,
choro, infelicidade, ruindade,
mas ainda assim sofro cada vez mais isto nem
sequer é um ciclo, estou longe de ver melhorias,
estou longe de ver e sentir o teu verdadeiro amor;
A Dor
isto...isto da dor...tão complicado...tão corrosivo...tão
complexo, tão mau, tão doloroso, é demasiado mau
que as minhas lágrimas escorrem constantemente,
as minhas lágrimas são dor, as minhas lágrimas
são sofrimento, são dores, são constantes
facas de amor que não sinto,
de felicidade que ainda não tenho nem sinto,
de carinho que ainda não sinto na minha pele,
não recebo o beijo daquela pessoa, daquela pessoa que tanto
amei, agora parece que o amor está a apagar-se,
cada vez a luz amorosa é menos, o sentimento é menor.


Autor: Carlos Cordoeiro.

Poema Amo-te Mais Do Que

Amo-te Mais Do Que tu imaginas...
do que tu possas pensar,
do que tu possas sentir,
acima de qualquer altura,
acima de qualquer medo,
acima de qualquer receio,
acima de qualquer dúvida,
Amo-te Mais Do Que
os olhares dos outros,
mais do que aqueles que se acham superiores,
mais do que aqueles que querem destruir o sentimento,
mais do que aqueles que nos invejam,
mais do que aqueles que não aguentam ver a felicidade;
Amo-te Mais Do Que
qualquer alegria que possa ter tido ou venha a ter,
qualquer beijo que já dei.
aqueles dias mais aborrecidos,
as dores que tive quando partiste mas voltaste.
tudo que nos tenta rebaixar só por gosto e maldade:
Amo-te Mais Do Que
qualquer um te amou,
aqueles que poderão vir-te amar,
qualquer sonho,
qualquer prazer que posso vir a ter contigo,
um lágrima de tristeza que por vezes deixava cair,
as dores da mágoa que já senti,
os ciúmes que por vezes já senti,
tudo isto que já te disse e posso vir-te a dizer muito mais,
mas neste momento, agora
Amo-te Mais Do Que.

Autor: Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Poema Momentos Gloriosos

Momentos Gloriosos
são estes que tenho vivido
mas apenas serão por pouco tempo
o que me faz ficar triste,
a sério, é demasiado injusto
não poder ter mais de estes bons momentos,
destes Momentos Gloriosos;
Momentos Gloriosos
que eu vivo a cada dia que passa
mas as saudades já me fazem
querer despedir já
mas ainda assim aguento as lágrimas
da despedida, da emoção, e da
suposta tristeza;
Momentos Gloriosos que eu tive, de pessoas tão belas,
de pessoas tão especiais, de pessoas
tão importantes que eu ganho
ganho para vida como um presente
à memória e ao coração,
por serem pessoas tão brilhantes
mais que qualquer estrela;
Momentos Gloriosossão estes dias
que eu vivo de forma tão pura,
de forma tão sincera, pura, querida,
estes dias são tão marcantes para o meu ser,
para o meu interior, tenho crescido
através do meu coração e personalidade,
sinto que sou diferente, algo mais maduro.




Momentos Gloriosos
são todos estes que eu vivo
neste último mês, tem sido algo
especial, que eu não sei descrever,
tem sido só momentos bons,
marcantes, positivos;
Momentos Gloriosos
como nestes últimos dias
fazem de mim um ser maior,
um ser mais feliz, um ser mais credível,
um ser mais completo
por me sentir realizado;
Momentos Gloriosos
são todos estes segundos, minutos
horas, dias, semanas que tenho vivido
ao fim de dia é cansado de corpo e mente
mas depois compensa, compensa
tudo que recebo como boa energia, como boas ondas
como boas ondas de boa energia, de tudo que sinto
como bom, de pessoas positivas
Momentos Gloriosos
podem acabar, podem terminar, podem incendiar-se,
podem afogar-se, podem-se evaporar mas na memória
fica sempre o que é bom, fica sempre o que foi admirável,
fica sempre as pessoas boas, as pessoas simpáticas,
as pessoas que nos exigem, as pessoas que nos exigem rigor,
as pessoas que nos marcam no coração e na amizade,
por tudo isto e muito mais agradeço-vos bem de coração
e alma.

Autor: Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Poema Palavras Quentes

Palavras Quentes para quê?
se temos estes nossos corpos
para fazer do nosso calor
algo útil, aquilo que por vezes
recusas fazer, e simplesmente pensar;
Palavras Quentes
foram aquelas que sussurrei ao teu ouvido
aquelas que fizeram teus lábios
encostar ao meu pescoço
e beijar constantemente e sem pausas;
Palavras Quentes
são aquelas que quero dizer-te
mas também ouvir de ti enquanto
estamos encostados um ao outro,
enquanto estamos neste amor constante;
Palavras Quentes
é aquelas que suspiramos, visto que
estamos noutras actividades mais
divertidas e desgastantes mas ainda assim
conseguimos fazer tanta coisa ao mesmo tempo.




Palavras Quentes
trocamos quando discutimos
sim, mesmo em momentos maus
elas também ficam quentes
e ficamos tristes como as lágrimas
de chuva que escorre nas janelas;
Palavras Quentes
não foram ditas porque os nossos corpos
tinha uma fala muito própria, uma fala
muito sensível, sensual, quente,
provocante, apetecível ao desejo do toque
e do sabor constante de beijar muito muito
muito devagar cada parte tua, cada pormenor teu;
Palavras Quentes 
não são propriamente necessárias
para haver conversa entre nós
visto que o nosso corpo já se conhece,
com ou sem luz já nos sabemos de cor,
com ou sem palavras já nos ouvimos,
com ou sem lençóis já nos sentimos quentes,
com ou sem roupa já sabemos as curvas
e aberturas certas para um prazer maior,
tudo em nós um completo calor que cada vez mais é maior,
tudo em nós é um prazer tão intenso que nós mesmo
não aguentamos o nosso próprio prazer, o nosso próprio desejo,
é demasiado, sabemos isso desde sempre,
é demasiado todo este amor, queremos sempre isto
e fazemos sempre isto, não temos tempo para as futilidades
apenas para o que importa o nosso Amor.


Autor: Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Poema A Arma

A Arma
que insiste constantemente usar
por propósitos egoístas,
por propósitos preconceituosos,
por propósitos completamente insanos,
por propósitos completamente doentios;
A Arma
que eu considero mortal
é aquela que afecta o coração
o coração dos que são puros,
daqueles que são genuínos, daqueles que
são o que são de forma tão pura,
tão pura como o aroma que sentes
das flores da primavera;
A Arma
é aquele brinquedo que dás
ao teu filho quando ele é criança
ele pensa que mata o que não vê
mas depois sente a ânsia disso;
A Arma
é aquela bem apontada para o alvo errado,
é aquela arma bem oleada para que o serviço
seja bem feito e fique tudo a brilhar,
para que apenas fique a mancha explodida por todo
o lado excepto as marcas digitais.




A Arma
aquela que faz um barulho rápido,
silencioso, barulhento, invisível
apenas se vê a dor de quem sofreu
mas que depois já se perdeu
enquanto vida, enquanto esperança a viver;
A Arma
foi aquela que usaste com normalidade,
com consciência, com banalidade, com sentido,
sabias o que fazias, sabias o que ias fazer
e mesmo assim seguiste em frente,
e mesmo assim achaste por bem ir,
e mesmo assim achaste por bem terminar algo
que nunca começou, algo que nunca começou,
algo que nunca começou na tua vida, nem sequer conheces
aquela pessoa que vais terminar, assassinar, silenciar;
A Arma 
que tu tantas orgulhas usar, que tu tanto usas
quer lá saber se é bala certa ou errada,
até achas engraçado o acto de puxar o gatilho,
o acto de apontar para um alvo injusto,
para um alvo que sabe que vai morrer, que está a tremer,
que já sabe o que lhe espera, mesmo sabendo que não
é essa a sua sina;
A Arma
que tu tens é um gosto: por uma causa, por um motivo,
por um honra, por um país, por uma guerra, por um prémio,
por uma medalha, por um dia glorioso, por dia em que te irão honrar,
pelos camaradas que perdeste, isto tudo para quê?
para depois passares anos completamente num sofá?
para depois passares anos a chorares pelos que perdestes?
para depois passares anos a olhar fotografias a preto e branco
que já nem se vê as caras das pessoas que mais amaste?
a má decisão foi tua, quem puxou o gatilho foste tu,
quem puxou a morte para o outro foste tu, quem fez do outro morte foste tu.




A Arma 
que tu tão bem seguras, nem tremes
nem ficas com medo, porque achas que te dá poder,
achas que te dá segurança, achas que tá energia,
que te dá adrenalina, que te dá força,
que dá energia mas apenas te dá cobardia, medo,
frieza, loucura, sensação de força, é pior que droga,
é pior que fogo, é pior que a morte,
é algo intencional, a arma que usas é aquela que usas
contra ti mesmo quando vais parar ao mesmo destino;
A Armaaquela que tu usas, que até achas que fazes boa figura
mas não passaste do pior, do pior dos cenários,
não passaste de ser o mau da história, todos te olham de lado,
estás morto, a arma que tu veneras é aquela que te matou,
mataste inocentes, mataste pessoas que eram amadas,
mataste pessoas que tinham vida, mataste pessoas que tinham família,
mataste pessoas que tinham amor, que tinham carinho, que tinham beijos
a dar a pessoas também queridas, também amadas;
A Arma
essa que matou tantas pessoas, meu Deus que arrepio de mágoa
que arrepio de dor, que arrepio de choro, que arrepio de injustiça,
as minhas lágrimas são pelas pessoas, as minhas lágrimas são pelos que partiram
injustamente, as minhas lágrimas são pelas pessoas grandes que morreram,
são pelas pessoas belas que se foram, pelas pessoas que tinha algo de grande,
as minhas lágrimas são pela diferença, pela maneira diferente de viver;
A Arma 
pode ter ganho, pode ter morto,
pode ter acabado, por ter tornado o sangue
em sangue, sangue de horror, sangue de morte
sangue de terror, sangue de mágoa,
mas agora o meu respeito vai para quem é estrela,
mas agora o meu respeito vai para quem partiu,
mas agora o meu respeito vai para quem é maior,
mas agora o meu respeito vai para os que viveram diferente,
mas agora o meu respeito vai para aqueles que se destacaram,
mas agora o meu respeito vai para aqueles que agora são luzes,
mas agora o meu respeito vai para aqueles que são estrelas
de um brilho maior, de um brilho inspirador.


Autor: Carlos Cordoeiro.

TO ORLANDO'S VICTIMS

sábado, 2 de julho de 2016

Poema Meu Coração

Meu Coração está inundado de sangue
pela dor causada pelo amor
este amor que carrego como peso,
como um peso doloroso;
Meu Coração é mais real
quando sofro, porque assim o amor
parece mais real, parece mais credível
embora isto seja sempre assim,
uma dor que parece constante;
Meu Coração gosta de adormecer a
pensar em ti, gosta de te imaginar
como um constante amor, de te imaginar
como algo bom, como algo a desejar
mas mais do que queres ou imaginas;
Meu Coração está em constante transformação
por causa do amor que é um pouco diferente
porque este coração é bastante forte, porque esta
intensidade do amor é tão escaldante que fico
sem nada, nem o amor que sinto por ti.



Meu Coração é tão negro que agora
estou mais escuro que uma noite
em noite de lua nova, nada vejo,
nada sinto, nada creio, é tudo um completo
código que apenas aquela chave dourada
me poderá abrir e amar-me;
Meu Coração escorre tanta dor
que até esta dor é mais agressiva
que as setas pedras que me atiraste
quando não me querias falar,
quando não me querias tentar amar,
quando não me querias tentar elogiar;
Meu Coração está por aí
aos bocados literalmente e creio
que tu o viste e sabes porque acho isto?
porque senti no meu peito a dor
de calcares o meu coração,
de calcares o que sinto por ti,
de calcares o que eu desejo sobre ti, sobre o teu corpo;
Meu Coração foi um desejo
um desejo que tu quiseste apagar,
um desejo que não mereceu assim tanta atenção,
apenas quiseste ignorar,
apenas quiseste deixar isto assim,
sem nada por dizer.


Autor: Carlos Cordoeiro.

sábado, 25 de junho de 2016

Poema O Tempo É Trapezista

O Tempo é trapezista
fez de mim um completo ser
que manobrava a própria vida
e acabei por cair na minha própria rede.

Sinto-me completamente manipulado
por redes temporais, por redes cronológicas,
por teias que me fecham a boca
e por isso o meu corpo queixa-se do tempo
do tempo que passa completamente
de forma aflitiva e que nos magoa saber
a sua curta duração.

É  completamente cruel todo este manipular
que sinto na minha vida,
sinto-me numa rede vermelha,
onde toco e tudo dispara e o tempo é pouco.

Podia-me equilibrar entre a razão
e o coração ou então
simplesmente arriscar em atrasar
o tempo que eu não quero que adiante.

Isto é complicado porque penso
que posso manipular o tempo,
acho que é tudo fácil,
mas ele é que me trocou as voltas,
ele, o tempo é que foi inteligente
mais do que fui por pensar que ele
é demasiado longo como os dias de verão.

Sinto-me completamente como um boneco de madeira
como algo que se pode desfazer completamente,
isto está mau, pois sinto que vou-me partir
sem dó nem piada, isto vai doer tanto
já sinto as dores, as feridas, o sangue por todo o meu corpo
ah...afinal já me magoei, estava encorrilhado
desde sempre, desde que nasci
por isso é que não me sinto livre de todo.


Autor: Carlos Cordoeiro.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Poema O Vazio

Tudo isto estava vazio como tudo que vi
ao meu redor e que parecia ser mágoa,
Tudo isto era um vazio interior e exterior
mas não sei qual dos dois magoava mais,
qual dos dois fez-me chorar, qual dos dois
me fez arrepender por ti e para ti;
Tudo isto foi lágrimas corrosivas
que corroeram o sentido das minhas palavras
fizeram dos meus versos algo doloroso
para alma de quem quis ler o verso que era para ser de amor
mas tornou-se um ferida tão ardente mais que a própria chama.



Tudo isto foi um vazio que me ardeu tanto
a sério sabes o que isto? sabes como me senti?
sabes como eu cresci? sabes como senti tudo isto?
Ai meu D-us tanto vazio, tanta lágrima, tanta obscuridade
tanta falsidade, tantas palavras que escorreram pelas paredes
agora elas estão vazias, assim como a minha mente
que outrora tinha forrado a ouro as palavras mais belas
que fizeste questão de preencher ao meu coração;
Tudo isto até pode ter sido destino
mas ai que destino cortante, afiado que me fez ficar sem voz
que me fez querer gritar por ti, pelo teu amor, pela tua palavra,
que me fez querer salvar-te.



Tudo isto foi dores, aquelas dores que tu sentes constantemente,
em que o teu corpo insiste em que isso aconteça,
aquele sentir de um amor que já amaste e que agora é doutra pessoa,
Tudo isto é demasiado doloroso
não há cura suficiente para tudo isto
sofreste tanto ao ponto de quereres partilhar comigo
uma dor que nem eu tenho culpa nem fiz nada por isso,
porque não sofres por ti mesma, por tua própria conta?
Já sofro por não te ter como minha metade de coração que está em constante falta.



Tudo isto foi constante lágrimas dolorosas, lágrimas que inflamaram o meu coração,
estas lágrimas que fazem-se rio, mar ou até oceano
oceano este que me cobre com uma manta asfixiante,
com uma manta que não me deixa ver nem sentir
amores ou vivências que pude ou posso vir a viver;
Tudo isto foi um enorme vazio sem ti,
não te sinto ao meu lado a sentir este nosso amor,
a sentir este nosso carinho que um dia já tivemos,
a sentir estes nossos beijos que já foram tantos,
a sentir estas brincadeiras que fazíamos,
a sentir os lençóis entre nós em noites estreladas,
agora tudo é um enorme vazio, muito vazio mesmo
em casa já não há nada a não ser o meu sofrimento,
a minha dor, a minha mágoa, a minha tristeza, o que se perdeu
agora apenas estão as paredes, eu e a tua memória no que vejo
a tua memória em fotografias, em cheiros, em imagens, em lembranças,
agora tudo isto está vazio, o sentimento está vazio
agora....agora só te tenho no meu coração como lembrança, como Amor.


Autor: Carlos Cordoeiro.

domingo, 19 de junho de 2016

Arquitectura

Carlos Cordoeiro
Templo
Caneta preta sobre folha a3
2016
A Arquitectura, para mim, é muito mais do que uma simples área técnica, criativa e prática.

 Para mim, a Arquitectura é muito mais que um passatempo, um simples desperdiçar de tempo, um gastar de materiais, para mim é muito mais, vai  muito para além do que é tangível em termos de compreensão.
 Como se sabe as crianças têm uma capacidade excelente de absorver toda a informação visual, auditiva, táctil, olfactiva, ou seja, as crianças têm mais facilidade a captar o que lhes interessa.
 No meu caso, quando era criança, despertou em mim o gosto pelo Desenho e Pintura mas algo muito precoce, muito básico mas já com o uso diferente da gama cromática.
 Em criança e na adolescência viajei muito, conheci muito, obtive cultura, muito conhecimento através da visita a Igrejas, Catedrais, Mosteiros, Museus, Jardins, Parques entre outros espaços, outras cidades que obviamente influenciaram-me de forma consciente e inconscientemente para os desenhos que mais tarde iria a fazer.
 É por volta do ano 1999 que começo a fazer os meus primeiros desenhos relacionados com Arquitectura, algo muito prematuro visto que não há uma educação técnica e formal sobre o assunto.
 Inicialmente o que eu desenhava era casas civis, catedrais, castelos e planos urbanísticos com base em algumas cidades portuguesas e outros eram imaginados. Uma vez que desde de pequeno até agora, criei em mim, uma educação há volta da Arte, em torno do Desenho, Escultura, Pintura entre outras áreas que mais tarde acabo por desenvolver por gosto.
 Quanto a Arquitectura...os meus desenhos sempre se basearam em tipos de Arquitectura já existentes que eu vi nos monumentos.
 Os primeiros projectos que fiz, que acaba por ser o que eu desenho mais são as Catedrais, um conjunto de vários desenhos que se intitulam como tal visto que se baseiam em em Arquitectura Religiosa e não só.
 É complexo, difícil e até mesmo exigente para mim, dizer os estilos efectivamente que transponho para as minhas catedrais visto que eu faço uma mistura de tudo.
 Eu tanto desenho catedrais góticas, como desenho catedrais modernas, passando por estilos de Arquitectura como:
Mudéjar, Islâmica, Românico, Gótico, Gótico Flamejante, Renascimento, Barroco, Rococó, Arte Nova, Arte Deco, Moderna e Contemporânea.
 Eu no fundo acabo por absorver todos estes estilos e ainda acrescento o meu cunho, "a minha" arquitectura, o meu imaginário, e por isso o resultado são edifícios que parecem familiares, mas ao mesmo tempo surreais na medida que dão uma sensação de existir pela estrutura, pela geometria mas não num lugar, numa geografia.
Eu também tenho arquitectos de referência, passo a citar:
Otto Wagner, Karl Schinkel, Jean Prouvé, Marcel Breuer, Pierre Koenig, Rudolf Schindler e Hans Scharoun.

Autor do texto, desenho e fotografia: Carlos Cordoeiro. 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Poema O Que Renasceu

O Que Renasceu
foi como chamas constantes
no meu coração mas que parecia amor
por isso é que me sentia completamente
incendiado pelo teu amor
que por enquanto parece ser sincero;
O Que Renasceu
foi este amor que eu acredito ser real
visto que as evidências são mais que muitas
visto que tudo isto é natural
como as palavras que são para ti
e tu sabes muito bem isso
mesmo que queiras avançar para mim
estás muito indecisa e eu não o entendo;
O Que Renasceu
foi estes nossos olhares, estes sorrisos
que não são de todo indiferentes,
esta simpatia que nos sentíamos,
estes diálogos tão esquisitos
em que entre silêncios está tanto por dizer
em que no silêncio há tanto que dizemos
que falamos, que sorrimos,
que trocamos sentimentos sinceros e verdadeiros;
O Que Renasceu
foi dizeres qualquer coisa e eu rir-me com cuidado
para não imaginares o que sinto
por ti de forma tão natural e pura
como isto tudo que te escrevo constantemente




O Que Renasceu 
foi todo este sentimento
que de certa forma posso chamar amor,
paixão, o que for, mas sinceramente é confuso
é confuso dizer o que foi ou é
o sentimento é demasiado estranho por ti;
O Que Renasceu
foi um gozo total em descobrir que o que eu sinto por ti
é o que outros sentem por ti
e que por isso estou completamente a mais
estou completamente fora, fora disto
que supostamente seria amor, mas dito assim
até é demasiado forte, demasiado intenso;
O Que Renasceu
até posso dizer que foi amor,
sim até pode....acho que senti isso por ti
talvez....se calhar, a indecisão do sentimento
é tanta visto que não tive nenhuma correspondência
e até fui culpado por isso
eu mesmo me culpei por nada fazer
mas tu ou pouco nada fizeste afinal sou-te desconhecido;
O Que Renasceu
acho que foi um engano que eu chamei amor,
um amor que pareceu-me sincero, puro,
verdadeiro, honesto, real, mas que não foi nada disto,
muito pelo contrário!
Não passou de um mero sonho que eu esperava ver como real
mas doeu, de facto doeu saber que tudo isto foi oculto
ignorado por ela, eu que a admirei, que a gostei, que a senti
mesmo um sentir de forma utópica.



O Que Renasceu
foi este amor tão ardente que me queimei em mim próprio
queimei ao saber e gostar demasiado de ti,
queimei-me ao saber que te venerava demasiado,
ao saber que podias ser algo para mim mas que na
verdade não o és, na verdade não te sinto,
estou como que à espera de um amor mas não ideal - não os há;
O Que Renasceu
foi eu achar que tudo isto que te escrevo é amor
mesmo não o sendo, mesmo se calhar não o sentindo
e ser apenas imaginação,
imaginação que me levou a realidades irreais,
por isso há um sofrimento constante em tudo isto,
por isso é que há uma dor que carrego constantemente,
por isso é que há uma mágoa que lembra-se em magoar,
por isso é que há uma lágrima de tristeza que me cai todos os dias,
por isso é que há uma lágrima que me magoa visto que chega ao coração.


Autor: Carlos Cordoeiro. 

terça-feira, 14 de junho de 2016

Poem I'm Keep You In My Heart

I'm Keep You In My Heart
without the right keys
and I cried once again
in my garden, it's real
you know every days;
I'm Keep You In My Heart
I'm spell the word love but I can't see
so I can't feeling,
and you cry like a blood river,
but it's so hard to see this river
this pain, this love without another love,
I'm scratch my life
because I wanna to suffer
like you sufer without my roses;
I'm Keep You In My Heart
in suffering I'm the one
the number one
can suffer like you imagine
in your nightmare
Your heart it is so powerful
than you thought
that is why I love you so much
and you know that; 
I'm Keep You In My Heart
it's so hard to keep this thing
love? I don't know...
if you wanna know
I could say I love you
but it's unreal, you know that.



Autor: Carlos Cordoeiro.

sábado, 11 de junho de 2016

Poema Novos Amores

Novos Amores
podiam florescer como segunda oportunidade
como segunda hipótese da primeira que falhou
ou não, pode acontecer como eu sonhava
como eu queria, como eu gostava naqueles dias;
Novos Amores
podiam inundar-me de alegria
mas também de tristeza como já me aconteceu
agora e sempre que me lembro disto todos os dias constantemente;
Novos Amores
podiam florir como na Primavera,
mas tudo é constantes chuvas e Invernos
entre eu, tu e todos nós que vivemos
que vivemos os falsos amores que são sonhados apenas uma vez;
Novos Amores
fazem-me rir com aquele ar de parvo,
aquele ar de criança toda feliz
como tivesse um brinquedo novo, algo novo,
algo com que brincar e amar.



Novos Amores
surgem como as flores da primavera,
no campo que eu gosto de descansar
e lembrar-me de ti, e querer-te beijar-te tanto
que até se torna real, que até se torna real
que até se torna bastante real que até me repito
porque estou sobre o teu efeito, sobre a tua beleza
hipnótica e por isso não ando bem, mas no amor;
Novos Amores
é aquilo que começamos a ser
a partir do momento que trocamos olhares,
a partir do momento que trocamos sorrisos
daquele tipo que estávamos a perceber algo,
que estávamos a imaginar algo,
que um de nós timidamente sentia-se sem jeito;
Novos Amores
é cada vez mais pensar em ti
mesmo quando não dou conta,
é desejar-te tanto que ás vezes tenho
receio que repares nisso
mas sinceramente já não me importo
a minha intenção é mesmo essa, que
tu repares em mim;
Novos Amores
surgiram como nós supostamente
com estes sorrisos parvos,
com estes olhares tolos de crianças,
como este estar à vontade, sem qualquer pressão,
estes momento de puro relaxamento
este amor que parece surgir tão lentamente
tão em câmarae lenta que vai demorar vir o início
propriamente dito mas quando o for
vai ser uma explosão de intensidades sentidas.


Autor: Carlos Cordoeiro.