quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Poema Por Ti / For You Poem

É por ti
que eu faço tanto
que não me canso;
é por ti
que me deito tarde
mas antes dei-te todo o amor;
foi por ti
que escrevi tantos poemas
com palavras incertas mas belas.

Arranjei o nosso quarto
cobri a cama de pétalas
flores numa jarra,
aperitivos perto da janela,
mas ainda não te tinha como amor
nas não desisti do cenário.

Enquanto o cenário se mantinha
tentava-te beijar,
tentava-te abraçar, tentava tudo;
tentava levar-te aos jardins,
tentava levar-te aos cafés
e tu foste caindo nas minhas graças;
tu foste ao teu jeito
gostando de mim.

Agora já somos amigos
mas quero tentar mais;
sinto mais do que uma amizade;
sinto tudo floreado à nossa volta,
sinto tudo entre nós,
sinto tudo intenso nas palavras
como o fogo que arde entre nós por amor.

O cenário agora é outro;
já te tinha beijado e tu sorriste;
já te tinha tocado e tu deixaste;
agora tenho que pedir timidamente
a oficialização do namoro;
depois tenho que namoriscar-te,
tanto como a imensidão do Universo.

Oh não é ao teu pai
que tenho que pedir a tua mão em casamento;
de certeza que me vou atrapalhar;
a tua mãe foi com a minha cara,
e o teu pai nem de longe me pode ver,
não quero saber tanto na mesma pois o meu amor
e tão grandioso que supera os arranha céus de Nova Iorque.

Agora sim o cenário do quarto é aplicável,
agora sim podemos amar,
agora sim podemos nos abraçar,
sem qualquer problema, sem qualquer vergonha.


Autor: Carlos Cordoeiro
           (escrito ao som de D.A.M.A Luísa).

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Poema Minerva/ Minerva Poem



Tantas minervas coloridas
mas bastante estáticas;
não resisti à beleza delas
apetecia comer o que tinha dentro
acho que é sardinha não?

O teu nome é grande
assim como teu secular sabor;
as letras são tão visíveis
como o Porto a 1000 km de distância;
O teu manto é vermelho
como a minha vontade pelas francesinhas;
o meu amor por ti é tanto
que tinha que te comer na fábrica.

És devidamente embalada
como eu embalei o teu presente de amor;
és devidamente comprada
pelo estrangeiro esfomeado;
és revestida a óleo
mas não escorregas na boca.


As tuas folhas
são delicadas como o sabor
de quando te comi.

Autor : Carlos Cordoeiro.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Poema A Brutalidade do Ferro



A Brutalidade do ferro


A brutalidade do ferro da minha cidade
tornou-me mais forte em termos físicos;
a brutalidade deu-me novas visões
novas forças de criação;
o ferro rompeu-se pela cidade adentro
como eu rompo o desejo que é infinito;
as vigas prologaram-se tanto
como o meu amor por ti.

A ponte do ferro fez-me atravessar
para o Porto tão nostálgico que eu sinto;
gente apressada, carros constantes
passam pelo leve tabuleiro
como eu passo por ti através das palavras.

A brutalidade fez do meu coração
mais humano, mais intenso;
os parafusos eram pontos essenciais
como os beijos que trocamos;
os ferros pareciam baralhar o meu olhar
como me baralho na cidade.

Esta ponte fez-me atravessar até ti
e ser o teu amor, nas casas que serpenteiam ruas,
ser teu amigo nos jardins tão íntimos;
foi em ti que projectei os meus maiores sonhos
e que eles se concretizaram por isso é que agora
ainda estou contigo todos os dias.


Autor da foto e poema : Carlos Cordoeiro.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Poema Choro / Cry Poem

Não chores
porque eu já te amei;
não chores
porque eu já te dei tanto;
não chores
porque já fomos felizes
já percorremos tanto
juntos e bem amados;
não chores
porque não aguento ver
as tuas lágrimas tão dolorosas.

Se um dia vi as tuas lágrimas
foi acidentalmente que as criei;
se um dia tu não comeste
derivou à minha sensibilidade;
se um dia não dormiste
fui eu que criei isso;
peço-te desculpa mas já choro também
por não te ter ao meu lado;
já não temos os nossos planos
que nos divertia tanto
e o tempo era uma mera indiferença.

Não derrames mais lágrimas
senão crias umas inundação no meu coração;
não derrames a dor
senão por culpa eu fico coberto de setas da mágoa libertada;
não te deixeis ir abaixo
senão a tua cor passa ao preto negro dos meus dias;
peço-te perdão
não queria de todo magoar-te,
não queria de todo fazer-te sofrer,
não queria de todo deixar-te na merda,
não queria de todo fazer de ti a pessoa mais fraca,
sou tanto ou mais vulnerável que tu, ou até fui sempre?
talvez mesmo!,não tenho a tua força de amor,
não tenho tanto sorriso como o teu,
não brilho tanto como tu brilhaste para mim
nos jardins da nossa cidade romântica.


Não derrames as lágrimas,
agora será diferente;
serei o teu eterno jardim, o teu eterno roseiral;
serei a água gelada que bebes;
serei o doce que metes nas tostas;
serei o teu manto de abrigo de todos os ataques;
serei a tua capa protectora;
serei o teu abrigo quando a tempestade vier;
serei o teu conforto nos dias de chuva;
serei tudo que quiseres apenas te quero proteger
apenas quero que dures tanto como a luz que no céu ergue-se.


As lágrimas agora serão beijos
abraços, caricias, amor;
amor tão verdadeiro como os dias de sol;
amor tão verdadeiro como o doce que gostas;
amor tão verdadeiro este que agora
Estamos juntos a beijar-nos
no jardins onde fomos sempre felizes.



Autor : Carlos Cordoeiro
            (poema escrito inspirado na música Cry Baby de Cee Lo Green).

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Porto pela manhã /Morning Oporto






                                                     Fotografias : Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Poema Não Tenho A Culpa

Posso não ser grande pessoa
por isso nunca falei muito contigo;
sei que sou chato
como estou a ser agora;
mas não tenho culpa de falar
com as pessoas
que me fazem sentir bem.


Deste-me inspiração para
novos poemas, novas ideias;
sempre tive um carinho
especial, por ti mas não te irrites;
não te pronunciaste
mas eu supus que pensaste algo;
pedi-te autorização para publicar
disseste na boa, fiquei mais contente;
o que te escrevi era o que eu sentia
como amizade especial e tu sabias disso!.


Pensei que flores pudessem rondar-te
por tornar-te mais bela como Primavera;
pensei que as águas  calmas
pudessem esculpir-te para mais perfeita ficares;
pensei em aromas
que podem perfumar este ambiente;
pensei que podiam pensar no exotismo
como qualidade de beleza que podes ter para sempre.

Penso em jardins
que podem ornamentar o que se sente;
penso em sol
para iluminar melhor as ideias;
penso em chuva
que pode molhar para clarificar o estranho;
somos amigos como dois pássaros
que voam livremente pelo céu gigante.

Autor : Carlos Cordoeiro.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Preparativos para a exposição individual....(08 a 14 Fev 2014)

Salão Nobre da Junta Freguesia Bonfim
Porto onde irá decorrer a exposição
pintura,instalação e desenho;

                                 Pormenor arquitectónico do salão que evoca
                o que ele outrora foi, um palácio à semelhança do Palácio das Carrancas
                                             (Museu Nacional Soares dos Reis,Porto)


placas de madeira pintadas a branco
onde se vão colocar as futuras obras

palco do salão nobre onde vai estar inserida
uma obra escultórica




Autor das fotos e legendas: Carlos Cordoeiro.